Ontem, em 45 minutos, Edmundo jogou mais futebol do que Maikon Leite conseguirá em toda sua carreira.
Evair fez duas jogadas lindas que nunca Vinicius e Obina conseguirão.
E Luan deve agradecer o seu empresário, porque percebeu que aquilo que pratica não é futebol. Em compensação, ganha, em um mês, o que Evair demorava três ou quatro, em 1999.
O futebol morreu e ninguém percebeu. Quando conseguiremos, novamente, ver uma partida com tantos craques?
Nos anos 90 isso era comum... Já hoje...
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Adeus, Marcão - 1
Minha convivência com Marcos foi pequena, pois saí do Lance em 1998. Que eu
me lembre mesmo, papo foi um só: ele ainda era apenas um reserva do
Velloso - um dos caras mais chatos de se entrevistar, e eu gostava muito
dele como goleiro - e estava andando pelo CT, quando o vi saindo numa
F-10, todo sorridente.
Me lembro que algum repórter mais velho brincou com ele:
- Pô, é bom ser jogador. Dá até para um reserva ter um carrão desses!
Me lembro que algum repórter mais velho brincou com ele:
- Pô, é bom ser jogador. Dá até para um reserva ter um carrão desses!
- Que nada, é emprestada. Um arranhão aqui e vai embora meu salário de dois meses.
Marcos era um dos poucos jogadores que falavam sempre. Zinho era outro. Certa vez, o camisa 10, me pegou pelo braço e falou comigo, olhando nos meus olhos, por meia hora. Cheguei na redação extasiado e com material para cinco páginas.
Na verdade, há uma boa estória sobre o Santo. Após um treino em que ele era bombardeado em um treino de falta, tendo que defender cabeçadas mortíferas de Oseas, Cléber, Viola, Júnior Baiano, Alex, Paulo Nunes, Roque Jr. e completamente exausto, fui conversar e perguntei se o bombardeio não havia sido cruel.
- Até foi, mas isso faz parte. Duro é dividir a bola no ar com esses monstros e aguentar o cêcê. Eles podiam ao menos tomar um banho e passar um desodorante antes de treinar. É duro, viu? Nem urubu iria querer papo com eles.
E, 14 anos depois, digo que duro é perceber que só tem urubu no meu time. E nem refiro ao mau cheiro.
Marcos era um dos poucos jogadores que falavam sempre. Zinho era outro. Certa vez, o camisa 10, me pegou pelo braço e falou comigo, olhando nos meus olhos, por meia hora. Cheguei na redação extasiado e com material para cinco páginas.
Na verdade, há uma boa estória sobre o Santo. Após um treino em que ele era bombardeado em um treino de falta, tendo que defender cabeçadas mortíferas de Oseas, Cléber, Viola, Júnior Baiano, Alex, Paulo Nunes, Roque Jr. e completamente exausto, fui conversar e perguntei se o bombardeio não havia sido cruel.
- Até foi, mas isso faz parte. Duro é dividir a bola no ar com esses monstros e aguentar o cêcê. Eles podiam ao menos tomar um banho e passar um desodorante antes de treinar. É duro, viu? Nem urubu iria querer papo com eles.
E, 14 anos depois, digo que duro é perceber que só tem urubu no meu time. E nem refiro ao mau cheiro.
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