quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

O eterno gente boa

Confesso que não curto mais essa coisa de idolatria. Deve ser reflexo dos 40 anos chegando. Infelizmente (ou felizmente) peso muito as atitudes de alguém para ver se considero-o um ídolo ou não. E quase sempre me decepciono.

Mas há uma exceção.

Fabio Golfetti.

Fabio Golfetti, o eterno líder do Violeta de Outono é o homem com quem mais converso e gosto do mundo do espetáculos. Se fosse tão metódico como pensam que sou, teria todos os e-mails que troquei com ele nos últimos 10 anos. E acreditem, foram centenas, senão milhares.

É Fabio que me manda e-mails periódicos pelo mailist do grupo e que vira e mexe entrevisto. É ele que, vez por outra, entra no Skype, sempre correndo, e dá o azar de me pegar online e ser soterrado por dezenas de perguntas em um minuto. Mal acaba de falar algo, já é novamente atropelado. É ele quem me manda regularmente dezenas de cdrs do grupo para minha coleção, que sempre está rindo.

Se eu tivesse dinheiro suficiente adoraria ajudar o Violeta e artistas como ele a ganhar dinheiro nesse país tão injusto, culturamente falando. Infelizmente sou remediado como a maioria esmagadora...

Sempre odiei shows ao vivo - filas, comida cara, lugares distantes, histeria, gritos, trânsito - mas abri exceções para ver o Violeta na minha vida. Acho que os vi uma dúzia de vezes em oito palcos diferentes: Centro Cultural, MASP, Clube Atlético Juventus, Choperia do SESC Pompéia, no próprio SESC Pompéia, e em três casas noturnas cujo nomes não me recordo.

Os shows do Centro Cultural são especiais em minha memória. Sempre aos sábados ou domingos, às 19 h, com 70 minutos de duração. Subia até a Paulista, pegava o metrô e descia em uma estação - Vergueiro, acho - e havia uma saída a menos de 50 metros do local. Comprava ingresso no local e na hora e pegava a fila.

No final do show, ia pessoalmente cumprimentá-lo e às vezes descia ao backstage para conversar mais um pouco.

Mas havia momentos em que dava apenas um alô e ia pra casa, intoxicado (roubando uma expressão do René Ferri), ouvindo Violeta no walkman e agradecido pelo tempo nublado com garoa. Por mim, o show duraria 700 minutos.

Nos últimos anos fui agraciado com vários itens da coleção violetiana e é uma das poucas coisas que me faz sentir saudades de São Paulo.

Ainda bem que existe a tecnologia para aplacar a saudade. Ainda bem que existe o Violeta de Outono fazendo música teimosamente.

Fosse ele palmeirense, seria perfeito. Mas talvez não existisse. Perfeito, só eu.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Syd Barrett

Syd Barrett foi o maior simbolo do chamado "rock psicodélico". Um dos maiores gênios do seu tempo, amigo de Jimi Hendrix, Syd foi expulso do Floyd ainda no início por problemas sérios com drogas. Lançou dois discos solos estranhos e há hoje uma caixa chamada Crazy Diamond com eles além de um disco de inéditas chamado Opel.

Como todo mito foi copiado, "decifrado", mas jamais compreendido e morreu calmamente no dia 11 de julho de 2006.

O Floyd dedicou a música "Wish You Were Here" a seu antigo mentor e guru. Nessa foto-montagem você pode ver Sd no auge com o Floyd e um pouco antes de sua morte.

Após a morte, sua irmã Rosemary conta que ele havia perdido a paixão pelo rock e que só ouvia jazz, desenhava, pintava e cuidava do jardim. Segundo ela, Syd morreu pacificamente e tinha uma vida bem feliz.

Mas, mais interessante do que isso é ver esses dois vídeos que dão uma idéia de quem era.

Aliás, o primeiro vídeo, uma entrevista na BBC começa com uma pergunta cômica, mas séria. Irritado, o apresentador quer saber porque eles estão tocam tão alta, de maneira irritante, porque ele foi criado ouvindo quarteto de cordas e não suporta esse tipo de coisa. Vejam as caras de riso de Roger Waters e Syd!





domingo, 10 de fevereiro de 2008