sexta-feira, 19 de junho de 2009

Pensamentos calvinistas



"Às vezes eu penso que o sinal mais forte da existência de vida inteligente em outra parte do universo, é que eles nunca entraram em contato conosco."

"O mundo não é justo, eu sei, mas por que ele nunca é injusto a meu favor?"

"Eu não faço questão de ser aceito, se eu for só ignorado pra mim já está bom."

"O problema das pessoas é que elas são apenas humanas."

"Ai, mas um dia de escola... Eles tentaram a qualquer custo construir meu caráter... mas eu fui duro com eles!"

"Eu sou um líder natural! Sou do tipo que comanda! O problema é que ninguém quer ir pra onde eu quero levar..."

"O mundo não seria tão ruim se pudéssemos sair dele de vez em quando..."

"Eu sou uma pessoa simples...mas de gostos complexos."

"Se você faz o trabalho ruim o bastante, às vezes não lhe pedem para faze-lo novamente."

Não sou burro, sou um depósito de informações inúteis."

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Entre Aguirregaray e Obina

Bom, em meio a tantas mudanças na minha vida ultimamente, o futebol tem recebido pouco destaque em minha cabeça.

Para ser sincero, tenho acompanhado por razões profissionais, embora tenha descoberto um site que passa, no domingo de manhã, o campeonato russo, que assisto enquanto a patroa dorme um pouco mais.

Fui induzido e cobrado por uns para comentar a eliminação de ontem do Palmeiras. Bom... muito do que escreverei dirão que é mera desculpa, os sacanas de sempre.

Para começo de conversa, sintonizei na partida às 20 h e quando fui ver já estava no final do primeiro tempo. Por aí se dá a idéia de como estava antenado.

Eu gosto de pegar livros antigos, com fichas de jogos e ver as escalações dos times, saborear aqueles craques - ou pernas-de-pau - fazer listas, etc... E aí pensei: quantos desse atual time merecerão uma menção, excetuando Marcos e o raçudo, porém limitado, Pierre?

Luxemburgo é tão necessário ao Palmeiras como Sarney para o Senado. E os dois dirão: a culpa não é minha, é da instituição. Em parte, estão certos. O Palmeiras, assim como o Senado, virou a casa da mãe joana e um dos maiores times do mundo alvo de piadas e derrotas vexatórias. Até caloteiro viramos, algo inédito até três anos atrás.

E aí começa: você tem um Luxemburgo, um Toninho Cecílio - pensei que havia me livrado do zagueiro, veio o "diretor".... Cipullo, Orlandi, Marino etc e que tais.

E ainda vem um homem "moderno" e com "visão ampla" Belluzzo, nosso presidente, que mais parece um membro das TUP do que um estadista e que, ao invés de estancar os gastos, aumenta.

Nós, torcedores, somos cafés pequenos para saber o que se passa entre paredes e nos contratos assinados, e boa parte da torcida não merece consideração pelo passionalismo doente que impede de ver as coisas mais óbvias. Mas e quando esses "doentes" estão no comando, o que fazemos?

Qual foi a razão do desmonte do bom time de 2008? Era necessário mandar embora Alex Mineiro, Élder Granja, Kléber, Valdívia, Henrique? E o que acrescentaram Keirrison, Obina, Willians, Marquinhos, Mozart, Marcão, Edmílson?

É preciso ter uma comissão técnica que consome mais de R$ 1 milhão de reais por mês e um técnico senil que usa o microfone apenas para falar bobagens e revidar contras os críticos, como uma criança melindrada?

É necessário ver um covarde e inútil Keirrison se esconder na hora que o pau canta? Para fazer gol em Oeste, Ituano não precisava ter vindo.

Mas nada é mais triste do que ver a bola do jogo na cabeça de Obina. Me deu um tremendo dèja-vu de 1990 com Aguirregaray explodindo o capotão na trave da Ferroviária.

Mas, em 1990, no auge dos meus 21 anos, eu explodi mais uma vez de raiva, passei a noite em branco, mas estava pronto para outra partida, dias depois. Ontem, porém, desliguei o rádio logo após o gol "incrível" perdido pelo comedor de acarajé e vatapá, virei pro canto e dormi.

Na verdade, fiquei insone, pensando nas contas. Quando refiz a matemática mentalmente, me acalmei e sonhei com os cds que quero, os planos com a esposa, o trampo a fazer, o filho que virá.

E nada de Palmeiras.

Ao menos, a idade me traz um pouco de sabedoria em alguma área. E Obina me assombra bem menos do que Aguirregaray.