sexta-feira, 12 de março de 2010

A Madre Teresa do futebol

Madre Teresa ficou famosa no auxílio e cuidado com os pobres. E, acreditem, há um equivalente no futebol: Pedro Damian.

Pedro não é aqueles que se prende às grandes ligas da Europa, não. Com ele vale tudo, principalmente as pouco prestigiadas.

Agora pouco me chamou no msn para dizer que começaria nesse final de semana as ligas suecas e norueguesas. Isso enquanto assistia a abertura do Russo, com o CSKA.

Como foi o jogo?

"Campeonato russo começa com gol de japonês loiro e impedido. Mau presságio."

Em seguida, avisa: "agora vou passar para o polonês: Odra x Piast."

Novo aviso, 1 minuto depois: "acabou de sair o segundo gol do Odra, lanterna do campeonato: 2 a 0. E ainda tem o romeno agora. Petrolul x Iasi, no intervalo, 0 a 0."

E me alerta: "mas você que gosta do húngaro, pode acessar em uma hora Ferencvaros x Nyiregyhaza."

E, confessa, ansioso, que espera o início do Campeonato Islandês*.

Sem falar que é um dos poucos fãs, ao meu lado, do campeonato escocês.

Deus te proteja, Pedro. Mesmo sendo um ateu que pede isso.

* Eu escrevi Albânia, mas Pedro me avisou que a liga de lá já começou, enquanto o da terra da Björk não.

Glauco

Roubando a idéia do Menon...

Música do dia

Em homenagem à raspa de tacho dos Leme da Costa...

quinta-feira, 11 de março de 2010

DEUS SOU EU

Após tantos anos de terapia - a maioria bem frustrante, diga-se - eu me tornei uma espécie de sabe-tudo amador. Se eu quisesse fazer um livro de pseudo-ajuda acho que poderia até conseguir, embora minha visão seja tão cínica que poderia ser rotulado como suicida-ajuda.

Algumas  pessoas de quem me re-aproximei adoram mandar mensagens, correntes ou coisas do tipo - coisas que eu detesto. Outros velhos companheiros mandam piadinhas infames do governo Lula, embora eu seja simpático a ele e deteste eleitores de PSDB, Serra, Kassab e quem lê Veja ou aqueles colunistas de esgoto.

Mas,  até aí tem gosto pra tudo e aprendi que não se deve dinamitar uma boa amizade por algo assim. Como disse no perfil de minha mana caçula Ju, ao escolher ser bambi, ao invés de palmeirense, ela optou em ver a poluição ao invés da luz, embora, fosse palmeirense hoje, só veria o centro da terra.

Relacionamentos são complexos, mas nem tanto. O que mais me chateou durante anos foi achar que eu era uma alma sem par nesse mundão, alguém que tinha idéias simples - pro meu conceito - e tão absurda pros demais.

Adoro falar do meu passado, mas raramente falo da infância e adolescência porque adoraria ser possível esquecer que passei por isso. Minha vida entre os 7 aos 19 anos daria uma ótima letra ressentida e amarga do Morrissey.

Mudar de cidade ajudou muito a me encontrar, a sair daquele mundo sufocante e opressivo e feliz do interior de SP. Deus, não consigo me imaginar mais morando num lugar desses, mas também nunca tinha me imaginado em outro lugar, no Brasil, que não São Paulo.

E aí só sobra tocar a vida e ter alguns momentos esquisitos, como se sentir "superior" ou "melhor" do que alguém que venere Big Brother, vote no Serra, seja corinthiano, acompanhe a novela, dê importância ao que Robinho ou Adriano falem. Dá até para se sentir DEUS quando eu vejo alguns gostos pessoais.

Deus, como sou presunçoso! Como sou arrogante! Que coisa mais mesquinha, desprezível e patética!

Mas ainda acho que há cura. Afinal,  já reconheço isso. É uma evolução, certo?

Afinal eu descobri que DEUS não existe no céu.

DEUS SOU EU.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Lev Yashin (1929-1990)


YASHIN
Nome completo:   Lev Petrovich Yashin
Nascimento: 28/10/1929
Morte: 20/03/1990
Posição: goleiro
Clube: Dynamo Moscou
Jogos e gols sofridos pela seleção :  78 jogos e 70 gols sofridos
Jogos e gols sofridos em 1958: 5 jogos e 6 gols sofridos
Conhecido como “Aranha Negra”, por jogar sempre de preto, foi o maior mito na posição em todos os tempos.  Seu nome dava arrepios nos atacante rivais, isso sem falar em seus incríveis 1, 89 metro para a época.
Yashin era um goleiro notável e completo em todos os fundamentos. Não foi eleito o melhor do mundial - perdeu a primazia para o inglês Harry Gregg - mas deixou seu nome na história. É até hoje o único goleiro que recebeu o prêmio de melhor jogador europeu do ano, em 1963. Com a camisa preta e uma ocasional e discreta boina na cabeça, deixou uma imagem gravada na história, sendo o quarto colocado na Copa de 1966 e vice-campeão europeu de 1964.
Atuou por 22 anos no Dynamo - entre 1949 e 1971 - e números dão conta que pegou mais de 150 pênaltis na carreira. Entrou para a história com frases famosas como “qual goleiro não fica atormentado após sofrer um gol? Ele deve ficar mesmo atormentado. Se ficar calmo, é porque chegou o fim. Não importa o que fez no passado, não tem futuro.” Também famosa é a citação “a alegria de ver Yuri Gagarin voando no espaço só é superada pela alegria de defender um pênalti.”
Yashin treinava com um afinco impressionante e certa vez comentou que viu o fim da carreira próximo em um desses dias: “Lá estava eu, pulando atrás de uma bola, sob um frio imenso, me jogando naquele gramado encharcado de água, lama e neve, sem parar. Foi quando parei para respirar um pouco e pensei ‘o que diabos estou ainda fazendo aqui, me matando desse jeito, aos 40 anos, atrás de uma bola?’”
Foram mais de 78 jogos pela seleção e 812 na carreira, além de 12 jogos em Copas do Mundo. Em 1990 morreu com complicações decorrentes de uma amputação de suas pernas, em 1986, por problemas circulatórios. Um fim triste e melancólico para quem foi eleito o melhor goleiro do Século XX, em 2000.
Recebeu uma das mais belas lápides, em Moscou, e se não deu o título mundial para a União Soviética, foi reconhecido por todos. Ou como bem disse o extraordinário atacante italiano Sandro Mazzola, após ver um pênalti seu defendido pelo Aranha Negra: “Yashin joga futebol muito melhor do que eu!”

terça-feira, 9 de março de 2010

Menon e Mané


Um gênio falando do outro. E eu quase choro ao editar essas linhas....

"Garrincha, com suas duas pernas tortas para o mesmo lado, era um desafio para a geometria. Difícil acreditar que pudesse jogar futebol. E, se futebol for analisado como um esporte coletivo, de entrega, talvez fosse impossível mesmo. Mas Garrincha jogava outro tipo de futebol. Foi o maior driblador do futebol mundial em todos os tempos. Impossível marcá-lo. Impossível evitar seus cruzamentos certeiros. Garrincha, na verdade, subverteu toda tentativa de se entender o futebol, além de sua capacidade lúdica, de sua função de deixar pessoas alegres e outras tristes, dependendo do resultado. Aliás, até isso ele subverteu. Muito torcedor que via seu time perder para o Botafogo de Garrincha ficava feliz também."

Velhas companheiras

Sentimentalista como sou, me guio através das músicas ao longos dos anos para relembrar de fatos. Se eu quero lembrar de algo, associo a alguma música e as memórias voltam. Exemplo: sempre que ouço The Commitments ou Oasis me lembro dos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996. E, ao ouvir Sam Cooke, me recordo do período imediatamente posterior à minha saída de lá e um pouco antes de entrar no Lance.

Nesses dias em que a alegria e a tristeza se misturam - algo tão corriqueiro como ir ao banheiro para mim - são as velhas companheiras que me consolam. Eu me sentia feliz por ser infeliz e hoje me sinto, às vezes, infeliz por ser feliz.

Uma grande besta esse Rubens...

Tal qual passarinho a bicar bosta, eu fico cavando não sei o quê, procurando não sei porquê para fazer algo que nem imagino. E isso com um monte de coisa pra fazer e adiando outras.

E como a gente não sabe se é rima ou se é solução dessa vida - o que rima com Rubens? Sapiens? nah, nem isso... nomezinho complicado o meu - deixo um vídeo que me remete aos primeiros meses do Lance! onde consegui o lado mais feliz da minha carreira profissional e o mais amargo.

Mas, no final, há sempre a música, uma grande amiga e, por várias décadas, a única.

Me ajude mais uma vez, Karl Wallinger. De novo.

E obrigado.

Texto estúpido

Entre todas as perfeições é a imperfeição a mais perfeita e bela de todas. Deve ser muito chato ser politicamente correto, ideal como um sorvete de creme, um sorriso de anúncio de pasta de dente.

Anos atrás acreditava que não se colhia o que plantávamos, mas sim o que sobrava depois que as pessoas pisavam nas plantas em nosso jardim. Talvez eu seja mais otimista porque eu quero algo bom para mim, embora eu continue a me sabotar.

A vida devia ser mais simples, mas fosse simples, não se precisaria viver muito, pois os dias seriam tediosamente sem sentido.

Como será que é ser uma árvore? Ou uma rocha numa praia aguentando o sol dia-a-dia, crianças te jogando a esmo, as ondas do mar te lambendo? Como deve ser a vida de um coral no mar?

Perguntas tão tolas... Provavelmente estou com sono ou apenas tentando me inspirar em busca da Grande Verdade. Mas eu sempre dou a descarga antes de sair do banheiro.

Hum... taí uma vida que eu não queria, ser o meu assento do vaso sanitário. Que fim mais melancólico. E pouco higiênico.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Supersônico

Eu preciso ser eu mesmo
Eu não posso ser ninguém mais...




Supersônico

Eu preciso ser eu mesmo
Eu não posso ser ninguém mais
Eu estou me sentindo supersônico
Me dê gim e tônica
Você pode ter tudo isso, mas o quanto você quer isso?
Você me faz rir
Me dê o seu autógrafo
Eu posso ir com você no seu B.M.W.?
Você pode velejar comigo em meu submarino amarelo

Você precisa descobrir
Porque ninguém vai lhe contar o que eu sei...
Você precisa descobrir um jeito para se expressar
Mas antes de amanhã

Porque meu amigo me disse que levaria você para casa
Ele senta em um canto sozinho
Ele mora debaixo de uma cachoeira
Ninguém pode vê-lo
Ninguém pode lhe ouvir chamar

Você precisa ser você mesmo
Você não pode ser ninguém mais
Eu conheço uma garota chamada Elsa
Ela está no Elka Seltzer
Ela cheira isto por uma cana em um trem supersônico
Ela me faz rir
Eu peguei o autógrafo dela
Ela fez isso com um doutor em um helicóptero
Ela está cheirando em seu tecido
Vendendo o Grande Assunto

Ela precisa descobrir
Porque ninguém vai te dizer o que eu sei
Ela precisa descobrir um jeito para se expressar
Mas antes de amanhã

Porque meu amigo me disse que levaria você para casa
Ele senta em um canto sozinho
Ele mora debaixo de uma cachoeira
Ninguém pode vê-lo
Ninguém pode lhe ouvir chamar