Estes são os 10 mandamentos para trabalhar bem, segundo o sábio chinês CHIM PAN ZE:
01) Há 2 palavras que abrem muitas portas: Puxe e Empurre.
02) Se você não é parte da solução, é parte do problema.
03) Se procura uma mão disposta a te ajudar, vai encontrá-la no final do teu braço.
04) Quem sabe, sabe. Quem não sabe, é chefe.
05) Na verdade, o importante não é saber, mas ter o telefone de quem sabe.
06) Ter a consciência limpa é ter a memória fraca.
07) Se você é capaz de sorrir quando tudo deu errado, é porque já descobriu em quem colocar a culpa.
08) Uma tarefa fácil se torna difícil se é você quem tem que fazer.
09) Você não é um completo inútil: ao menos serve de mau exemplo.
10) Trabalhar nunca matou ninguém, mas...... por que se arriscar?
sábado, 6 de dezembro de 2008
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Saudades da utopia...
Entre aguentar os politicamente corretos e ficar quieto ouvindo música vendo os mesmos filmes em DVD e lendo, opto pela segunda, sem sustos.
Eu não sei muito bem qual será o destino do planeta, mas arrisco a dizer que não durará mais de 100 anos. E não me refiro aos problemas climáticos, mas aos problemas com os homens. O mundo virou uma imensa selva, onde a ética e o respeito já não contam.
A equação ainda se torna mais complexa ao vermos duas gerações de brasileiros destruída por uma péssima educação, ausência de leitura e excesso de televisão pausterizada. Não, não há salvação. É triste ver as pessoas baterem palmas para situações grotescas.
Costumo acessar alguns blogs amigos que recomendam outros blogs; a maioria do que indicam é lixo puro, não consigo fazer uma segunda visita. Gente de opinião vazia ou cheia de revolta dos "riquinhos dos Jardins" com reclamações esdrúxulas e correntes... ah, as correntes: "salvem as baleias!", "salvem SC!", salvem sei-lá-o-quê.
E ninguém fala em salvar a educação, em ajudar os moradores de rua, a dar um futuro às crianças, a se construir algumas utopias, algo tão necessário para crescimento não apenas do ser humano, mas de uma nação.
Sem utopias só restam as trevas e os programas de plástico. Mas o plástico é bom porque dura milhares de anos para se decompor, enquanto as utopias duram 15 minutos ou até a primeira bronca do chefe por ter faltado ontem.
E há quem jure ser feliz desse jeito, que tudo é uma questão de "sinergia" e de "pensamento positivo". Definitivamente, as trevas, cara.... Porque isso não é ser feliz, jamais.
Para saber o que é felicidade... bem, aí, é só voltar ao passado e buscar a fonte e cantar bem alto:
Balada do Louco
(Arnaldo Baptista / Rita Lee)
Dizem que sou louco por pensar assim
Se eu sou muito louco por eu ser feliz
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz
Se eles são bonitos, sou Alain Delon
Se eles são famosos, sou Napoleão
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz
Eu juro que é melhor
Não ser o normal
Se eu posso pensar que Deus sou eu
Se eles têm três carros, eu posso voar
Se eles rezam muito, eu já estou no céu
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz
Eu juro que é melhor
Não ser o normal
Se eu posso pensar que Deus sou eu
Sim sou muito louco, não vou me curar
Já não sou o único que encontrou a paz
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, eu sou feliz
Eu não sei muito bem qual será o destino do planeta, mas arrisco a dizer que não durará mais de 100 anos. E não me refiro aos problemas climáticos, mas aos problemas com os homens. O mundo virou uma imensa selva, onde a ética e o respeito já não contam.
A equação ainda se torna mais complexa ao vermos duas gerações de brasileiros destruída por uma péssima educação, ausência de leitura e excesso de televisão pausterizada. Não, não há salvação. É triste ver as pessoas baterem palmas para situações grotescas.
Costumo acessar alguns blogs amigos que recomendam outros blogs; a maioria do que indicam é lixo puro, não consigo fazer uma segunda visita. Gente de opinião vazia ou cheia de revolta dos "riquinhos dos Jardins" com reclamações esdrúxulas e correntes... ah, as correntes: "salvem as baleias!", "salvem SC!", salvem sei-lá-o-quê.
E ninguém fala em salvar a educação, em ajudar os moradores de rua, a dar um futuro às crianças, a se construir algumas utopias, algo tão necessário para crescimento não apenas do ser humano, mas de uma nação.
Sem utopias só restam as trevas e os programas de plástico. Mas o plástico é bom porque dura milhares de anos para se decompor, enquanto as utopias duram 15 minutos ou até a primeira bronca do chefe por ter faltado ontem.
E há quem jure ser feliz desse jeito, que tudo é uma questão de "sinergia" e de "pensamento positivo". Definitivamente, as trevas, cara.... Porque isso não é ser feliz, jamais.
Para saber o que é felicidade... bem, aí, é só voltar ao passado e buscar a fonte e cantar bem alto:
Balada do Louco
(Arnaldo Baptista / Rita Lee)
Dizem que sou louco por pensar assim
Se eu sou muito louco por eu ser feliz
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz
Se eles são bonitos, sou Alain Delon
Se eles são famosos, sou Napoleão
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz
Eu juro que é melhor
Não ser o normal
Se eu posso pensar que Deus sou eu
Se eles têm três carros, eu posso voar
Se eles rezam muito, eu já estou no céu
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz
Eu juro que é melhor
Não ser o normal
Se eu posso pensar que Deus sou eu
Sim sou muito louco, não vou me curar
Já não sou o único que encontrou a paz
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, eu sou feliz
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Santa Catarina e o esquecido Nordeste
Definitivamente, em 2008, a televisão brasileira se esbaldou. Esse foi o ano das desgraças nacionais: Isabela Nardoni, Santo André e, agora, Santa Catarina.
É curioso como as emissoras brasileiras estão todas padronizadas e engessadas. Veja o seguinte exemplo: no domingo, o Fantástico fez uma matéria sobre a nova lei dos "call centers".
Na segunda e na terça, todas as emissoras - inclusive a TV Brasil - repetiram a matéria, ligando para as empresas mais problemáticas e tentando falar, além de colocar especialistas da área.
A impressão que fico é que há uma grande editoria nacional e que ela manda pauta para todas as televisões, rádios e jornais. Ninguém mais pensa, usa o cérebro, busca uma alternativa ao telespectador.
Santa Catarina é exemplar. Estado bonito, rico, com grande taxa de escolaridade e desenvolvimento sofreu uma tragédia anunciada há tempos, desprezada pelo descaso dos nossos políticos. Fico revoltado ao ver as pessoas perderem tudo por incompetência dessa classe. Não sei o que pode ser feito, mas acho que os governos - municipais, estadual e federal - têm a obrigação de reconstruir casas e restabelecer a vida das pessoas. É o mínimo.
Mas, essa tragédia me fez ver um lado que pouca gente se lembra. O Brasil inteiro está mobilizado pela tragédia, o que é exemplar. Mas, por que, raios, ninguém nunca fez isso com o semi-árido nordestino, onde diariamente centenas de pessoas morrem de fome, de sede e de doenças? Por que ninguém se importa com a região mais pobre do Brasil? Por que não há uma mobilização desse porte?
Durante as imagens de SC, a televisão parou por alguns segundos em cima de um pai e de uma menina, de uns 5 ou 6 anos. A menina, assim como o pai, era loira, de olhos claros, linda mesmo. Vi pessoas dizendo "olha que menininha linda, ela não merece isso", como se o simples fato de ter uma bela herança genética fosse motivo para não sofrer.
Ninguém deve sofrer nessas proporções, que fique bem claro. Mas será que o fato de ser um "povo feio, de cabeça chata" é motivo para que o nordestino sofra tanto e seja tão desprezado pelo resto do país?
Fico irritado ao ver as grandes emissoras juntando artistas e seus empregados e querendo vender a imagem de serem "empresas com grande responsabilidade social, preocupadas com o desenvolvimento do país". É verdade, a programação dos canais abertos transborda cultura, inteligência e bom gosto. Uma grande hipocrisia esse país.
E tome Faustão e Igreja Universal na sua casa, sem parar!
Volto a repetir que não sou contra ajudar os catarinenses, de forma alguma, mas as chuvas castigaram o Espírito Santo, Minas Gerais, parte da Bahia. O foco, porém está todo em SC. Toda ajuda está indo somente pra lá. Por que?
Além disso, está se iniciando o período de chuvas no Nordeste, o "inverno", e vai cair muita água, principalmente no interior do Maranhão, onde morrem milhares de pessoas todos os anos com as enchentes.
Quero só ver se Globo, Record farão algo nesse sentido. Quero só ver se a "editoria nacional" lembrará de socorrer os "miseráveis, feios e sofridos nordestinos".
É curioso como as emissoras brasileiras estão todas padronizadas e engessadas. Veja o seguinte exemplo: no domingo, o Fantástico fez uma matéria sobre a nova lei dos "call centers".
Na segunda e na terça, todas as emissoras - inclusive a TV Brasil - repetiram a matéria, ligando para as empresas mais problemáticas e tentando falar, além de colocar especialistas da área.
A impressão que fico é que há uma grande editoria nacional e que ela manda pauta para todas as televisões, rádios e jornais. Ninguém mais pensa, usa o cérebro, busca uma alternativa ao telespectador.
Santa Catarina é exemplar. Estado bonito, rico, com grande taxa de escolaridade e desenvolvimento sofreu uma tragédia anunciada há tempos, desprezada pelo descaso dos nossos políticos. Fico revoltado ao ver as pessoas perderem tudo por incompetência dessa classe. Não sei o que pode ser feito, mas acho que os governos - municipais, estadual e federal - têm a obrigação de reconstruir casas e restabelecer a vida das pessoas. É o mínimo.
Mas, essa tragédia me fez ver um lado que pouca gente se lembra. O Brasil inteiro está mobilizado pela tragédia, o que é exemplar. Mas, por que, raios, ninguém nunca fez isso com o semi-árido nordestino, onde diariamente centenas de pessoas morrem de fome, de sede e de doenças? Por que ninguém se importa com a região mais pobre do Brasil? Por que não há uma mobilização desse porte?
Durante as imagens de SC, a televisão parou por alguns segundos em cima de um pai e de uma menina, de uns 5 ou 6 anos. A menina, assim como o pai, era loira, de olhos claros, linda mesmo. Vi pessoas dizendo "olha que menininha linda, ela não merece isso", como se o simples fato de ter uma bela herança genética fosse motivo para não sofrer.
Ninguém deve sofrer nessas proporções, que fique bem claro. Mas será que o fato de ser um "povo feio, de cabeça chata" é motivo para que o nordestino sofra tanto e seja tão desprezado pelo resto do país?
Fico irritado ao ver as grandes emissoras juntando artistas e seus empregados e querendo vender a imagem de serem "empresas com grande responsabilidade social, preocupadas com o desenvolvimento do país". É verdade, a programação dos canais abertos transborda cultura, inteligência e bom gosto. Uma grande hipocrisia esse país.
E tome Faustão e Igreja Universal na sua casa, sem parar!
Volto a repetir que não sou contra ajudar os catarinenses, de forma alguma, mas as chuvas castigaram o Espírito Santo, Minas Gerais, parte da Bahia. O foco, porém está todo em SC. Toda ajuda está indo somente pra lá. Por que?
Além disso, está se iniciando o período de chuvas no Nordeste, o "inverno", e vai cair muita água, principalmente no interior do Maranhão, onde morrem milhares de pessoas todos os anos com as enchentes.
Quero só ver se Globo, Record farão algo nesse sentido. Quero só ver se a "editoria nacional" lembrará de socorrer os "miseráveis, feios e sofridos nordestinos".
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
A música e o silêncio
Música sempre me deixa quieto e atento. Ouvir Bill Evans (post abaixo) sempre me faz pensar na vida. Vida curta, difícil, mas se doou ao público tocando notas apaixonadas e pondo sua alma nas teclas. Pobres mortais que não entendem isso e não apreciam, o que é bem pior.
As pessoas alegam que não têm tempo para mandar emails pessoais, para conversar, ler, ouvir música que "a vida taí, é a maior ralação, meu!". Tá.
Eu sempre fiz tudo isso, jamais fugi da vida e ainda aprecio a música, o silêncio das primeiras horas, a solidão, a quietude.
Gente com medo de ficar só, medo de passar horas sem ninguém, gente com necessidade de agitar, de baladas. Gente que ocupa o tempo só para tentar encobrir o silêncio.
Que mundo triste.
As pessoas alegam que não têm tempo para mandar emails pessoais, para conversar, ler, ouvir música que "a vida taí, é a maior ralação, meu!". Tá.
Eu sempre fiz tudo isso, jamais fugi da vida e ainda aprecio a música, o silêncio das primeiras horas, a solidão, a quietude.
Gente com medo de ficar só, medo de passar horas sem ninguém, gente com necessidade de agitar, de baladas. Gente que ocupa o tempo só para tentar encobrir o silêncio.
Que mundo triste.
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