quinta-feira, 9 de abril de 2009

A canção do dia

Nem Axl Rose conseguiu estragá-la.



Sal da Terra

Vamos beber pelas pessoas que trabalham duro
Vamos beber pelos que nascem em pobreza
Levante sua taça para o bem e o maligno
Vamos beber pelo sal da terra

Ore para o soldado raso
Guarde uma lembrança para seu trabalhoso ofício
Ore para sua mulher e seus filhos
Que acendem as fogueiras e ficam lá até apagar

E quando eu busco uma multidão sem rostos
Uma multidão vertiginosa de cinza e
Preta e branca
Eles não parecem reais para mim
Na verdade, aparentam tão estranhos

Levante sua taça para as pessoas que trabalham duro
Vamos beber para as cabeças incontáveis
Pensaremos nos milhões de andarilhos
Que precisam de líderes mas recebem jogadores no lugar

Pense um pouco no eleitor que fica em casa
Seus olhos vazios observam uma beleza estranha
E um desfile de pessoas subornadas trajadas de cinza
Uma escolha de câncer ou poliomielite

E quando eu procuro uma multidão sem rostos
Uma multidão vertiginosa de cinza e
Preta e branca
Eles não parecem reais para mim
Na verdade, eles aparentam tão estranhos

Vamos beber pelas pessoas que trabalham duro
Vamos beber pelos que nascem na pobreza
Pense um pouco nas pessoas que vivem aos trapos
Vamos beber pelo sal da terra

Vamos beber pelas pessoas que trabalham duro
Vamos beber pelo sal da terra
Pensaremos nos duzentos milhões de pessoas
Pensaremos nos humildes de nascimento

O melhor vídeo de todos os tempos!

domingo, 5 de abril de 2009

Poesia do dia

O constante diálogo
(Carlos Drummond de Andrade)


Há tantos diálogos

Diálogo com o ser amado
o semelhante
o diferente
o indiferente
o oposto
o adversário
o surdo-mudo
o possesso
o irracional
o vegetal
o mineral
o inominado

Diálogo consigo mesmo
com a noite
os astros
os mortos
as idéias
o sonho
o passado
o mais que futuro

Escolhe teu diálogo
e
tua melhor palavra
ou
teu melhor silêncio
Mesmo no silêncio e com o silêncio
dialogamos.