sábado, 3 de setembro de 2011

Monte uma rádio pirata na panela de pressão

Um dos meus 3 posts favoritos....

Publicado originalmente no dia 21 de fevereiro de 2008

Na tediosa noite de Ribeirão Preto à caça de uma rádio que tocasse alguma música que prestasse, comecei a virar o dial quando ouvi um barulho estranho: voz baixa, sinal idem e duas canções de Raul Seixas - "Mosca Na Sopa e "Mamãe eu não queria (servir o Exército)". Não bastasse serem duas músicas proibidas pela censura militar o locutor tinha uma voz de adolescente e dava boa-noite dizendo que a Rádio Tal voltaria amanhã. "Meu Deus", estremeci, "uma rádio pirata!"

No dia seguinte, haveria a aula de literatura e precisávamos levar uma notícia qualquer e apresentá-la aos demais. Quando contei, ninguém acreditou. E aquilo me marcou.

Passa-se um tempo e comentei com o Adriano o acontecido. Não sei como, mas ele tinha um folheto ou revista falando exatamente do assunto. E não era só. Existia um manual que ensinava a montar vários tipos de rádios piratas, inclusive em uma panela de pressão!

A coisa era o seguinte: você comprava os equipamentos, montava tudo e com a panela você ia se deslocando para atingir novos lugares. Segundo o folheto, a potência dava para cobrir um raio de 100 ou 150 metros. Eles explicavam que era bom você trocar sempre de lugar para não ser rastreado e, eventualmente, preso.

Claro que era um absurdo, mas eu perguntei pro Adriano porque não comprávamos o tal kit de montagem. "Rubinho, a gente manda o dinheiro numa carta e nunca mais o verá". "Ah, vamos arriscar". E arriscamos.

Semanas depois, Adriano me liga eufórico dizendo que o kit havia chegado. Oba! E agora?

Ficamos ansioso e começamos a conversar, imaginando quais seriam nossos próximos passos...

"Mas Rubinho, precisamos de uma panela de pressão!"
"Eu sei, Adriano. Pegamos da sua mãe ou da minha?"

Como dona Helena era mais mansa, optamos por sequestrar a panela de minha mãe. "Então, teremos que fazer em casa."

Fomos até minha casa, passei pela cozinha, sumi com a dita e entramos no meu quarto. Quando abrimos o pacote, uma decepção: tudo era complicado e não tínhamos equipamento específicos como um soldador, chaves, além de nenhum conhecimento de eletrônica.

Enquanto confabulávamos o que fazer - chamar um conhecido que manjava de rádios era a melhor opção -, alguém entra no meu quarto.

"Rubinho, meu filho, o que você está fazendo com minha panela de pressão?"
"Ah, oi mãe. É... uma experiência, mãe."
"Que experiência?"
"Estamos montando uma rádio pirata..." (Adriano quase se enfiou embaixo da cama envergonhado... "cala a boca, Rubinho!")
"Uma, o quê?"
"Uma rádio, mãe!"
"Uma rádio? Como assim, uma rádio? Do que você está falando?
"Oras, mãe to falando de uma rádio!" (Adriano quase se joga da janela...)
"Rubinho, você tá tirando uma comigo?'"
"Não, mãe, tô falando sério".
A essa altura nem eu conseguia mais ficar sério perante tal diálogo absurdo. Mas ela prosseguiu...
"Tá bom. Vamos dizer que eu acredito que vai montar uma rádio com uma panela de pressão. E ela vai funcionar como, com gás?"
"Não, mãe, ligo na tomada!"
Minha mãe apenas olha pra mim com uma cara de riso...
"Sei... você liga a panela na tomada... ô, meu filho, você andou bebendo novamente?"
"Não, mãe! Que coisa!"

E com aquele ar de quem não estava querendo explicação alguma, já que seria impossível entender o que eu falava, minha mãe apenas pegou a panela e a levou para a cozinha.

E minha vida de DJ, que mal havia começado, terminou...

Ah, sim... o Adriano permanece vivo...

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

E quer saber?

Andei pensando hoje. Tenho sorte de ter um casamento sensacional, vivo com quem me ama muito, uma pessoa honesta, que exige muito pouco em troca: apenas que eu a ame e fique sempre do lado dela, coisas que estão longe de serem difíceis.

Faço o que gosto pra viver, tenho coisas supérfluas em excesso, ótimos amigos, saúde e uma bela casa pra viver.


Não tenho do que reclamar. Deveria aprender mais com a Naiá, sabia?

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Que dupla!

The Pogues + Joe Strummer tocando London Calling!


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Kléber e Valdívia são engodos

A vitória no clássico de ontem mostrou o quanto o elenco do Palmeiras é frágil. Um time com tantas tradições e jogadores tão caros não consegue pressionar o adversário.

A situação só mudou quando o novato e desconhecido Fernandão entrou. Com seu 1,97 metro e fixo na área, levou terror à zaga adversária, pelo alto e foi importantíssimo no primeiro gol, ao colocar seu corpanzil no meio dos rivais para que Luan pudesse arrematar livremente, além de fazer um golaço e selar a vitória.

Mas a pergunta que fica é: e quando ele não for mais uma "surpresa" e os adversários absorverem o estilo de jogo dele?

Kléber e Valdíva são pífios. Meu primo Gustavo reclamou que pego no pé do Gladiador. É claro que pego!

Atualmente, juntos, comem 700 mil mensais dos combalidos cofres palmeirenses!

Vejamos o caso de Kléber: Após a proposta do Flamengo, o camisa 30 se descontrolou, fez força para ter um aumento e conseguiu: receberá, em janeiro, 1,750 milhoes de reais, o equivalente a sete parcelas de 250 mil, que corresponderiam o aumento que ganharia no Rio, durante os sete meses seguintes - de julho de 2011 até janeiro de 2012. Isso, se recebesse, porque até hoje o Vágner Love briga com o Flamengo para receber os seis meses de salário atrasados.

Isto é um crime! Um roubo!

O Palmeiras está falido e abre as pernas para um jogador que joga muito menos do que ele e a torcida sonham. Volto a dizer: ele não é um goleador como Evair, não faz gols em finais, como Oseas, não dribla como o Edmundo, não arranca como um Paulo Nunes, Euller, Muller ou Edílson ou tem um chute preciso como o de Alex, Rivaldo ou Djalminha.

Sobre o Valdívia, só me resta chorar: 40 jogos, 5 gols, choro demais e produção de menos. Até o Bandeira ou o Jean Carlo tiveram um custo-benefício melhor.

Juntos, os dois marcaram menos gols no Brasileiro, do que o odiado - pela torcida - Luan, que é limitado, sem carisma, mas luta o tempo todo e honra a camisa.

O Palmeiras se apóia em dois jogadores omissos na hora H, que são amados pela torcida pelos motivos errados.

Uma torcida carente de ídolos, de títulos e que acha que o futebol virou sinônimo de cotovelada nos rivais e chute no ar, lances que só rendem expulsões ou mico de ver o camisa 10 estirar a coxa após o lance patético em uma semifinal, contra o mesmo Corinthians.

O Palmeiras costumava ser maior do que isso. Mesmo nas "vacas magras" era.

Parece que não é mais.