Atualizar o blog duas vezes num dia? Aqui não é mais o efexor75! Mais textos bregas-confessionais? Quem aguenta essa merda pasteurizada? Você não consegue mudar um pouco? Cara, você faz 40 anos em quatro meses! Pense nisso!
Tédio... deve ser por isso que apelei pro Woody Allen e Marvin Gaye hoje. Porque preciso de salvação. Eu não tenho salvação. Tenho uma esposa que me ama, mas não salvação.
"God is my friend / Jesus is my friend"... Logo eu, ateu de carteirinha. Só Marvin mesmo pra me fazer cantar isso.
Salvação, salvação, onde estás que não responde... ao menos, atenda um telefonema meu, pô!
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Can
O calor de bode filho da puta só faz me dar enxaqueca. Tá tão quente que precisa colocar óculos de sol às 6h30 da manhã e eu não tenho um. Levar a esposa até o ponto de ônibus a essa hora torna-se um exercício duro.
Para relaxar - ou tensionar mais - pego um cd da prateleira que não ouvia há uns meses, Future Days, de 1973, do Can. Sempr curti o grupo alemão, um daqueles que faz a "música moderna" ganhar um significado especial e nem um pouco pedante. Um dos melhores momentos é o funk "Moonshaker". Funk tocado por alemães e cantando por um japonês! Sonzeira boa...
O álbum mais famoso deles é o duplo Tago Mago, de 1971. Um disco mais complexo e difícil, mas igualmente brilhante. Um grande momento é "Mushroom". Sendo assim, deixo essas duas pérolas para quem tiver paciência de um monge budista trabalhando na oficina da Mercedes.
Para relaxar - ou tensionar mais - pego um cd da prateleira que não ouvia há uns meses, Future Days, de 1973, do Can. Sempr curti o grupo alemão, um daqueles que faz a "música moderna" ganhar um significado especial e nem um pouco pedante. Um dos melhores momentos é o funk "Moonshaker". Funk tocado por alemães e cantando por um japonês! Sonzeira boa...
O álbum mais famoso deles é o duplo Tago Mago, de 1971. Um disco mais complexo e difícil, mas igualmente brilhante. Um grande momento é "Mushroom". Sendo assim, deixo essas duas pérolas para quem tiver paciência de um monge budista trabalhando na oficina da Mercedes.
terça-feira, 26 de agosto de 2008
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Como é bom ser neurótico
As segundas que me maltratam, o sofredor profisional (a Volta dos Textos Bregas Confessionais, parte CXXXIX), o tédio, o desespero, a agonia, enquanto o mundo lá fora gira e pessoas vivem o mundo real.Para compensar, vejo um filme de Woody Allen que baixei há duas semanas, mas não assistia há 10 anos, Desconstruindo Harry.
É a película mais suja de Woody, com bebidas, drogas, prostitutas e uma lavagem de roupa suja que faria a alegria desses programas da tv aberta de todas às tardes.
É bom saber que ainda sou neurótico, mas isso cada vez torna-se menos engraçado e mais crítico na vida adulta. Ainda assim, é bom poder rir com as situações absurdas e reais proporcionadas por Woody. Me chamem de filho-da-puta se quiserem, mas é a verdade. E, de fato, me sinto um filho-da-puta boa parte do tempo.
Ao menos, sou um filho-da-puta com humor.
domingo, 24 de agosto de 2008
Momento épicos de uma vida
Agora que os Jogos Olímpicos terminaram a vida volta ao normal. Pelo menos, dos meros mortais que não ganharam medalhas, pois os atletas ficarão explicando por meses - e até anos - porque ganharam o ouro ou porque foram só prata.
Odeio a cobertura ufanista da televisão brasileira, mas gosto muito da superação dos atletas. Ao ver os jogos e ler as notícias estarrecedoras de como brasileiros são barrados e tratados como lixo nos aeroportos internacionais - a Inglaterra exige por policiais britânicos nos nossos aeroportos, só faltava isso mesmo! - vejo o quanto sou brasileiro.
Quando morava só, vivia deprimido e aguardava o sono dar o ar da graça e me fazer descansar, ficava zapeando a televisão e quase sempre parava na TV Cultura, quando ela encerrava o sinal de madrugada tocando o Hino Nacional. Era ouvir o Hino e chorar. Todo santo dia. Mais canastrão que galã mexicano.
Ontem, foi o mesmo. Abaixei o volume quando o time brasileiro feminino foi ouro no vôlei. Calem a boca, Galvão e Luciano, deixem as meninas chorarem à vontade, a festa é delas e não de vocês!
É bom descobrir, dia após dia que, embora, eu seja niilista, ainda gosto da minha pátria. Não essa coisa mela-cueca das transmissões esportivas, mas, de lembrar que todos temos raízes e que a única maneira de sermos universais é reverenciando o que somos e de onde viemos.
Sem falar que o Hino Nacional é bonito pra caralho. Talvez fosse superado apenas pelo o da antiga União Soviética. Mas eu não falo "daschanozjeksuyakaya" ou algo do gênero. Apenas "puta que pariu."
Puta que pariu, Brasil!

Odeio a cobertura ufanista da televisão brasileira, mas gosto muito da superação dos atletas. Ao ver os jogos e ler as notícias estarrecedoras de como brasileiros são barrados e tratados como lixo nos aeroportos internacionais - a Inglaterra exige por policiais britânicos nos nossos aeroportos, só faltava isso mesmo! - vejo o quanto sou brasileiro.
Quando morava só, vivia deprimido e aguardava o sono dar o ar da graça e me fazer descansar, ficava zapeando a televisão e quase sempre parava na TV Cultura, quando ela encerrava o sinal de madrugada tocando o Hino Nacional. Era ouvir o Hino e chorar. Todo santo dia. Mais canastrão que galã mexicano.
Ontem, foi o mesmo. Abaixei o volume quando o time brasileiro feminino foi ouro no vôlei. Calem a boca, Galvão e Luciano, deixem as meninas chorarem à vontade, a festa é delas e não de vocês!
É bom descobrir, dia após dia que, embora, eu seja niilista, ainda gosto da minha pátria. Não essa coisa mela-cueca das transmissões esportivas, mas, de lembrar que todos temos raízes e que a única maneira de sermos universais é reverenciando o que somos e de onde viemos.
Sem falar que o Hino Nacional é bonito pra caralho. Talvez fosse superado apenas pelo o da antiga União Soviética. Mas eu não falo "daschanozjeksuyakaya" ou algo do gênero. Apenas "puta que pariu."
Puta que pariu, Brasil!

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