sábado, 18 de abril de 2009

Faulkner é palmeirense

Enquanto Agonizo, Palmeiras Selvagens e O Som e a Fúria são três das maiores obras literárias do Século XX, escritas pelo escritor norte-americano William Faulkner (1897-1962).

E, tenho certeza: fosse brasileiro, Faulkner seria palmeirense.

O trocadilho mais evidente seria com o segundo livro, Palmeiras Selvagens: uma homenagem ao título paulista de 1942, quando deixamos de ser Palestra Itália - e depois Palestra São Paulo - para nos tornamos Sociedade Esportiva Palmeiras.

O intelectual de New Albany, Mississippi e Nobel de Literatura, em 1949, certamente teria momentos emocionantes ouvindo pelo radinho ou vendo em uma televisão preto e branco o Alviverde Imponente.

Mas, imagino - ou gostaria, pois não tenho tal capacidade - do que estaria sentindo se visse o Palmeiras em pleno Século XXI.

Enquanto Agonizo é um título óbvio demais. Bastaria ver nosso "professor" entrar em campo com Bruno, Fabinho Capixaba, Danilo, Marcão, Jefferson, Jumar, Sandro Silva, Evandro, Marquinhos, Lenny e Max. O pobre homem, que gostava de uma birita, iria precisar de muito sangue-de-boi nessa hora para se acalmar. Ou não.

E O Som e a Fúria? Bem, nessa eu poderia dar uma ajuda a ele. Explico: como não disponho de televisão à cabo, assisto nesses canais "alternativos" da internet e, várias vezes fico irritado com a narração dos jogos ou com o comportamento do time.

Assim, deixo o volume baixo, mas audível, e ouço música por cima. Nos últimos dias castiguei os tímpanos com Iron Maiden, Led Zeppelin, Rory Gallagher, Canned Heat, Black Sabbath, Motörhead, um som nada chill out.

Ah, Bill - já fiquei íntimo - você não sabe do que escapou.

Enquanto se divertia escrevendo romances e contos ambientados no sul dos Estados Unidos e até roteiros para o cinema, sempre movido à muito uísque em sua Oxford, fico aqui sofrendo feito um cão, tentando desvendar qual é a mágica que faz de Fabinho Capixaba um titular inquestionável.

Deve ser uma explicação tão mágica e absurda por parte de Luxemburgo, que duvido, meu bom Bill, que nem você, com todo seu talento e inventividade, compreenderia.

É, Bill, você é um tremendo sortudo, sabia?

sexta-feira, 17 de abril de 2009

A eterna Felícia


Nem Jason e Freddy Kruger teriam um roteiro tão terrível. E ela não desiste. O que é dela ninguém tasca. Será que o Jackson não sabia disso?

Roseana, mesmo com aneurisma cerebral, assumiu o governo do Maranhão. Mas nem vai governar, pois pediu licença médica para arrancar uma parte do cérebro - pena que não é todo.

Roseana mostra o que há anos digo, morando aqui: a Oligarquia Sarney jamais esteve fraca, eles apenas estavam deixando a oposição fazer besteiras para quando voltarem, arrasá-los. E não deu outra.

Aliás, como pode se pensar no fim deles se possuem uma afiliada da Globo, o maior jornal da capital e uma emissora de rádio?

Mas ela nem precisou tanto: o "renovador" Jackson Lago foi um fiasco. Posou de político do povo, carismático, mas se mostrou violento, intrasigente, perseguiu rivais políticos, policiais civis e professores.

Fez um governo horroroso e seu prestígio é tão pequeno que nem apoiou alguém para prefeito, o que todos agradeceram.

Ao colocar um vice evangélico, que tem uma esposa sexóloga com um programa na tv - já imaginou uma evangélica-sexóloga??? - mostrou que queria uma oligarquia igual. Só conseguiram arruinar com o estado e, principalmente, com a capital, onde teve menos votos que Roseana.

São Luís está um caos e aumenta a cada dia com o período de chuvas. O ex-prefeito Tadeu Palácio acusa Lago de ter bloqueado todas as receitas para fazer um bom mandato pela segunda vez, após ser um bom prefeito por 4 anos.

E agora? Agora a oposição vai voltar ao gueto e lamber as feridas, como sempre. E o pior é que ninguém aprende. E, enquanto isso, Roseana coloca o estado na coleira e brinca de Felícia.

Brinquedo que, aliás, jamais deixou de ter em suas mãos.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Canção do dia

Cale a boca e apenas ouça...

Auto-bronca

Alguns dias começam em slow motion, com a vida não querendo se abrir, com as sobrancelhas pesadas e o dente doendo.

Alguns amigos correm em tua ajuda: músicas, filmes, aqueles que te dizem, mudamente, "ei, venha aqui, ligue o aparelho e vamos conversar".

Você conversa, mas se sente culpado por tanta inação, enquanto sua amada enfrenta o tempo feio e se mata das 7 às 11 em um emprego público.

Mesmo assim, permite-se alguns minutos de puro egoísmo e lê uma entrevista com Van Morrison e outra com Joni Mitchell presente no bônus do DVD Quase Famosos e se diverte um pouco.

Sonha em entrevistas como essas - tudo bem, já falei com Van, por telefone - e uma vida como a do filme ou em ser um artista como eles e fazer da melancolia combustível para arte.

Mas você já chegou aos 40 e a vida não será mais essa - se é que algum dia foi. Você está casado - muito bem casado, aliás - com uma pessoa sensacional, que te ama demais, luta pelos dois e você só sabe reclamar da vida e de mesquinharias.

Por isso, cale a boca e levante o traseiro gordo da cadeira e vá cortar a linguinça e o toucinho e preparar o almoço de sua amada, que você só sabe se queixar e está me enchendo a paciência.

E vá logo!

Cara chato.