É preciso se atualizar com os novos tempos. As minhas antigas lembranças sonoras de Sampa sempre foram Ira! Violeta de Outono, Ultraje, Titãs, etc...
Antes de me mudar tinha conhecido o Momento 68, mas confesso que quase não tinha ouvido nada. Fui apenas prestar atenção quando saí da cidade. E aí acabei conhecendo outra grande banda, o Continental Combo, banda formada por 2/3 do Momento. Os dois fizeram alguns dos grandes discos do rock nacional do Século XXI. Tecnologia e Continental Combo são dois dos meus álbuns favoritos.
Sampa sempre rendeu canções melancólicas, que casam bem com guitarras semi-acústicas ou do tipo Rickenbacker. Assim, Sandro Garcia fez uma das minhas canções prediletas dos últimos tempos, especialmente a melancólica "O Homem Retalho".
Como não achei um vídeo, deixo o link do site deles, com uma rádio que traz oito canções da banda. Vale a pena ouvir.
Pelo menos, aplaco um pouco a saudade da poluição, do caos, do frio, dos dias cinzas...
sexta-feira, 11 de julho de 2008
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Os sofrimentos do jovem Jorge
Quando morei em SP, pela primeira vez, em 1988, dividi uma quitinete de 6,5 m x 2,7 m com um amigo do colegial. Jorge - por uma dessas coisas que só a vida explica - e eu nascemos no mesmo dia, embora ele tenha vindo ao mundo via Recife.
Foi meu grande amigo na época do colegial, entre 1984 e 1987. No ano seguinte, ele passou em engenharia mecânica no Mackenzie e fui fazer cursinho no Anglo.
Bom, Jorge é neto de alemães e cismou de fazer curso de alemão no Goethe. Para tanto, era necessário pegar uma senha e chegar de madrugada. Burro feito um chucrute, ele não passou, mas me segurou naquela fila por horas, embaixo de um frio desgraçado.
Frustrado, fez o curso em outra escola, mas ficava de olho nas promoções culturais do Goethe. Pois um dia, viu que iria encenar Sofrimentos do Jovem Werther e me encheu até irmos. Sabia que ele iria odiar, pois conhecia um pouco da história e o avisei.
Ele achou que era provocação minha e disse que queria ver. O fã de Dire Straits queria ver Werther... Tá bom, fomos nós.
Bom, aconteceu o esperado. Com meia hora, ele viu a burrada que tinha se enfiado e queria ir embora. Após a milésima reclamação, levantou para se mandar. Decidido, o segurei pelo braço.
- Não senhor, me arrastou até aqui e vai ver até o final. Eu te avisei que não ia gostar, mas é teimoso.
- Pô, Ruba, isso é chato demais!
- Qualé, o personagem é mais simpático que seu irmão, Jorge! Cale a boca!
- Vou embora, meu!
- Vai nada. Tá frio e quem tem dinheiro pro táxi sou eu. Você fica!
E segurei o Jorge até o final e ainda fiz bater palmas. Ao sairmos, explodiu:
- Como esse Goethe era chato!
E só pra ser chato, voltamos pra casa, direto. De ônibus.
Foi meu grande amigo na época do colegial, entre 1984 e 1987. No ano seguinte, ele passou em engenharia mecânica no Mackenzie e fui fazer cursinho no Anglo.
Bom, Jorge é neto de alemães e cismou de fazer curso de alemão no Goethe. Para tanto, era necessário pegar uma senha e chegar de madrugada. Burro feito um chucrute, ele não passou, mas me segurou naquela fila por horas, embaixo de um frio desgraçado.
Frustrado, fez o curso em outra escola, mas ficava de olho nas promoções culturais do Goethe. Pois um dia, viu que iria encenar Sofrimentos do Jovem Werther e me encheu até irmos. Sabia que ele iria odiar, pois conhecia um pouco da história e o avisei.
Ele achou que era provocação minha e disse que queria ver. O fã de Dire Straits queria ver Werther... Tá bom, fomos nós.
Bom, aconteceu o esperado. Com meia hora, ele viu a burrada que tinha se enfiado e queria ir embora. Após a milésima reclamação, levantou para se mandar. Decidido, o segurei pelo braço.
- Não senhor, me arrastou até aqui e vai ver até o final. Eu te avisei que não ia gostar, mas é teimoso.
- Pô, Ruba, isso é chato demais!
- Qualé, o personagem é mais simpático que seu irmão, Jorge! Cale a boca!
- Vou embora, meu!
- Vai nada. Tá frio e quem tem dinheiro pro táxi sou eu. Você fica!
E segurei o Jorge até o final e ainda fiz bater palmas. Ao sairmos, explodiu:
- Como esse Goethe era chato!
E só pra ser chato, voltamos pra casa, direto. De ônibus.
Xô, segunda!
Segunda-feira já começou mal, com falta de energia por uma hora e meia. Com o calor que faz aqui desde às cinco, se torna impossível dormir. A energia só voltou 8h10 e agora tiro um pouco da nhaca escrevendo, após banho e café.Pego para ouvir o Em Toda Parte, a versão remasterizada e capa em formato mini-LP, do segundo LP do Violeta de Outono, cortesia de Fabio Golfetti, que me mandou de presente. Não basta ser fã, é preciso ainda ganhar os cds na faixa.
Como sempre, trabalhei no domingo e, como sempre, gosto dessa sensação. Sempre curti trabalho dominicial. Ok, antes eu era solteiro e morava sozinho, mas qual é o mal de se trampar num domingo, já que faço em casa e na frente do micro, ao lado de minha amada? E ainda há a providencial paradinha - não a do Alex Mineiro - para um lanchinho e uma corridinha até o banheiro. Não necessariamente nessa ordem...
Mas, a segunda? Bem, a segunda sucks, man!
E o sol que bate no quintal de casa deixaria Garfield desesperado.
domingo, 6 de julho de 2008
Aprendeu?
Yeah, você diz que é um desperdício
ah, não aprender com os erros,
yeah, é realmente uma vergonha
E aí, gente boa? Vai chegando perto dos 40 anos e letra de "Tell Me When It's Over", do Dream Syndicate vai martelando na minha cachola cada vez mais.
Mas, você já aprendeu com os erros, vacilão?
Eu? Bem...
ah, não aprender com os erros,
yeah, é realmente uma vergonha
E aí, gente boa? Vai chegando perto dos 40 anos e letra de "Tell Me When It's Over", do Dream Syndicate vai martelando na minha cachola cada vez mais.
Mas, você já aprendeu com os erros, vacilão?
Eu? Bem...
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