Confesse aí, meu caro leitor fantasma: já deu no saco ler outro texto "brega-confessional", de minha autoria, misturado com música, né? Pareço CD pirata e riscado de forró. Só muda o "tchap-tchura", mas nunca o estilo. Aliás, o "tchap-tchura" nunca muda, na verdade! E você continua curtindo todos, aposto.
Bom, foda-se você caso pense isso! Os anos de cinco posts diários com tiradas "engraçadas" foram enterrados. Os 40 não respeitam ninguém, atropelam como um AVC.
E... toma-se texto "brega-confessional". Porém, hoje, serei mais econômico.
Fiquem com a versão de "A Million Miles Away", do disco e DVD Irish Tour, de Rory Gallagher. Depois que você parar de tremer a gente volta a conversar....
sábado, 28 de junho de 2008
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Sensação de dever cumprido
Embora sem um serviço fixo e registro em carteira, consegui um trampo legal que me rende grana, otimismo e muito tempo extra para as demais atividades.
Sou viciado em escrever e em ouvir música. Poderia dizer também que sou viciado em ficar nervoso, em chocolate, na minha esposa, em ler, em esportes. Ah, e também em viver (nada mal para quem pensou em suicídio uma década atrás...).
Com o tempo vago pela manhã, me atenho a fazer colunas de música, enquanto posso. Gosto tanto de escrever que bati um recorde. As 50 colunas produzidas pro meu site em 2005 e 2006 já foram dizimadas ainda em maio, quando enviei a número 51. Hoje foi a de número 60, a 324... final perigoso esse...
Escrever é bom pra exercitar a cabeça, afastar os traumas e problemas. E só escrevo de uma maneira: ligando a música, colocando um fone de ouvido e me isolando dos demais. É assim desde os tempos em que trabalhava em jornal. Isolado, me mantenho atento ao que faço. A música serve como uma cortina ao mundo externo.
Enquanto escrevia sobre Bitches Brew, de Miles Davis, lançado em abril de 1970, ocupei a cabeça com o próprio, além de X-Mal Deustchland, Van der Graaf Generator e Byrds.
Após finado o trampo, entrei em alguns blogs, li alguns posts sobre "O craque da minha vida", série criada por Menon, emiti alguns comentários e agora relaxo ouvindo Byrds. De novo.
Enquanto espero a amada voltar do trampo, fico pensando nas possibilidades infinitas que a finita vida me proporciona. Viverei muito tempo ainda? A *Anacorubão me encontrará antes do meu fim? Como será que é tudo pós-morte?
Tenho sido um desleixado aprendiz de Schopenhauer, tanto que nunca coloquei sequer uma foto do mestre aqui.
Ele merece isso. Algumas vezes não acho justo macular alguém como tão horrendas linhas. Se tivesse a foto dele nessa página, era capaz de vir puxar meu pé e mandar arrancar aquelas linhas absurdas ou mesmo sua foto. Ou os dois. O diabo seria entender o que ele iria dizer, pois falo patavinas de alemão. No máximo, diria "Kaiser! Kaiser!"... O Beckenbauer, claro. E ele lá iria entender?
Eu hein?
*Anacorubão: Associação Nacional dos Cobradores do Rubão, inspirado na eterna Anacozeca, do Zé Carioca. Parece que Cesarotti se candidatou à presidente. Sai pra lá, sô!
Sou viciado em escrever e em ouvir música. Poderia dizer também que sou viciado em ficar nervoso, em chocolate, na minha esposa, em ler, em esportes. Ah, e também em viver (nada mal para quem pensou em suicídio uma década atrás...).Com o tempo vago pela manhã, me atenho a fazer colunas de música, enquanto posso. Gosto tanto de escrever que bati um recorde. As 50 colunas produzidas pro meu site em 2005 e 2006 já foram dizimadas ainda em maio, quando enviei a número 51. Hoje foi a de número 60, a 324... final perigoso esse...
Escrever é bom pra exercitar a cabeça, afastar os traumas e problemas. E só escrevo de uma maneira: ligando a música, colocando um fone de ouvido e me isolando dos demais. É assim desde os tempos em que trabalhava em jornal. Isolado, me mantenho atento ao que faço. A música serve como uma cortina ao mundo externo.
Enquanto escrevia sobre Bitches Brew, de Miles Davis, lançado em abril de 1970, ocupei a cabeça com o próprio, além de X-Mal Deustchland, Van der Graaf Generator e Byrds.
Após finado o trampo, entrei em alguns blogs, li alguns posts sobre "O craque da minha vida", série criada por Menon, emiti alguns comentários e agora relaxo ouvindo Byrds. De novo.
Enquanto espero a amada voltar do trampo, fico pensando nas possibilidades infinitas que a finita vida me proporciona. Viverei muito tempo ainda? A *Anacorubão me encontrará antes do meu fim? Como será que é tudo pós-morte?
Tenho sido um desleixado aprendiz de Schopenhauer, tanto que nunca coloquei sequer uma foto do mestre aqui.Ele merece isso. Algumas vezes não acho justo macular alguém como tão horrendas linhas. Se tivesse a foto dele nessa página, era capaz de vir puxar meu pé e mandar arrancar aquelas linhas absurdas ou mesmo sua foto. Ou os dois. O diabo seria entender o que ele iria dizer, pois falo patavinas de alemão. No máximo, diria "Kaiser! Kaiser!"... O Beckenbauer, claro. E ele lá iria entender?
Eu hein?
*Anacorubão: Associação Nacional dos Cobradores do Rubão, inspirado na eterna Anacozeca, do Zé Carioca. Parece que Cesarotti se candidatou à presidente. Sai pra lá, sô!
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Espanhol bom de bola
Ok, não sou tão tosco assim de futebol... ainda. Já vi o Cesc Fabregas com a camisa do Arsenal jogar contra partidas. Mas eu queria entender cabeça de treinador. Ou eles são geniais demais ou de menos.
Não há cabimento em deixar Fabregas no banco! O que esse menino de 21 anos joga é assustador. E ainda perguntam de quem o Gilberto Silva é reserva...
Fabregas tem tudo para ser o novo Zidane. Não, não fiquei louco. Ele não tem aquele refinamento do franco-argelino, aqueles giros sobre o próprio eixo que desmonta a defesa ou a habilidade com aquela canhota, que subia até a cabeça e trazia a bola mansamente ao chão como se fosse de algodão. Zizou faz parte dos camisas 10 da história, um artista incomparável.
No time inglês, o espanhol joga de primeiro ou segundo volante, saindo com velocidade, mas cuidado da marcação. Hoje, não. Sem Villa, Fabregas atuou como um 10 de verdade - número de sua camisa, por sinal. Caiu pelos lados, fez passes de direita, de esquerda, lançamento, duas assistências, deu passes de costas no meio de três adversários, cadenciou e era válvula de escape dos companheiros mais necessitados. Bastava esticar a cabeça e ver Cesc livre dizendo "me passa".
A piada recorrente é que a Espanha sempre perde porque tem espanhol demais no time. Domingo contra a Alemanha a piada pode acabar. Com uma camisa amarela e o número 10 nas costas, Fabregas era um brasileiro. Nada a ver com Júlio Baptista, Diego, Elano, Mineiro, Josué...
A piada não é mais ter espanhóis demais no time. A piada agora é ter espanhóis de menos. E Dungas de mais.
Não há cabimento em deixar Fabregas no banco! O que esse menino de 21 anos joga é assustador. E ainda perguntam de quem o Gilberto Silva é reserva...
Fabregas tem tudo para ser o novo Zidane. Não, não fiquei louco. Ele não tem aquele refinamento do franco-argelino, aqueles giros sobre o próprio eixo que desmonta a defesa ou a habilidade com aquela canhota, que subia até a cabeça e trazia a bola mansamente ao chão como se fosse de algodão. Zizou faz parte dos camisas 10 da história, um artista incomparável.
No time inglês, o espanhol joga de primeiro ou segundo volante, saindo com velocidade, mas cuidado da marcação. Hoje, não. Sem Villa, Fabregas atuou como um 10 de verdade - número de sua camisa, por sinal. Caiu pelos lados, fez passes de direita, de esquerda, lançamento, duas assistências, deu passes de costas no meio de três adversários, cadenciou e era válvula de escape dos companheiros mais necessitados. Bastava esticar a cabeça e ver Cesc livre dizendo "me passa".
A piada recorrente é que a Espanha sempre perde porque tem espanhol demais no time. Domingo contra a Alemanha a piada pode acabar. Com uma camisa amarela e o número 10 nas costas, Fabregas era um brasileiro. Nada a ver com Júlio Baptista, Diego, Elano, Mineiro, Josué...
A piada não é mais ter espanhóis demais no time. A piada agora é ter espanhóis de menos. E Dungas de mais.
terça-feira, 24 de junho de 2008
Heaven Knows I'm Miserable Now
Eu nunca fui gay; em uma época distante era um menino "sensível", mas esse termo é hoje deveras comprometedor a um palmeirense; casa-se melhor com aficcionados de um certo time de três cores...
Mas eu sempre gostei de músicas sens...ops!, enfim, músicas mais delicad...ops!, de novo!
Durante os anos de colegial, eu arrumava um tempo pra fugir da sala de aula - coisa tão banal - e ia até uma banca de revista, cinco quadras de distância comprar minha sagrada revista BIZZ. Por horas, ficava viajando em outro mundo lendo sobre U2, Echo & The Bunnymen, The Cure, The Jesus and Mary Chain e... The Smiths.
Tá, Morrissey não é um modelo de homem ideal, mas suas letras grudavam nas almas mais.... inteligentes, digamos assim (tucanei o sensível, he he he). Enfim, o grupo virou um dos favoritos, apesar (alguns dirão "principalmente por causa disso") dos trejeitos e gritinhos histéricos do cantor.
Morrissey & Marr formaram a melhor dupla de compositores dos anos 80 e caso tivessem ficado mais tempo unidos, seriam rivais para Lennon & McCartney e Jagger & Richards. Mas o que importa isso?
O que importa são as canções imortais, as saudades de um tempo que não volta, pro bem e pro mal.
Jamais fui bambi ou gay, mas às vezes dá vontade de dar uns rodopios e uns gritinhos que meus quase 40 anos não permitem mais. Se bem que, de vez em quando, sozinho e no escuro, pessoas no quarteirão ouvem barulhos estranhos...
Mas eu sempre gostei de músicas sens...ops!, enfim, músicas mais delicad...ops!, de novo!
Durante os anos de colegial, eu arrumava um tempo pra fugir da sala de aula - coisa tão banal - e ia até uma banca de revista, cinco quadras de distância comprar minha sagrada revista BIZZ. Por horas, ficava viajando em outro mundo lendo sobre U2, Echo & The Bunnymen, The Cure, The Jesus and Mary Chain e... The Smiths.
Tá, Morrissey não é um modelo de homem ideal, mas suas letras grudavam nas almas mais.... inteligentes, digamos assim (tucanei o sensível, he he he). Enfim, o grupo virou um dos favoritos, apesar (alguns dirão "principalmente por causa disso") dos trejeitos e gritinhos histéricos do cantor.
Morrissey & Marr formaram a melhor dupla de compositores dos anos 80 e caso tivessem ficado mais tempo unidos, seriam rivais para Lennon & McCartney e Jagger & Richards. Mas o que importa isso?
O que importa são as canções imortais, as saudades de um tempo que não volta, pro bem e pro mal.
Jamais fui bambi ou gay, mas às vezes dá vontade de dar uns rodopios e uns gritinhos que meus quase 40 anos não permitem mais. Se bem que, de vez em quando, sozinho e no escuro, pessoas no quarteirão ouvem barulhos estranhos...
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