Publicado em 14 de novembro de 2007...
O pior cansaço é aquele que te consome, faz a cabeça doer e não te deixa repousar, mesmo deitado na cama, banho tomado, ventilador ligado e uma música calma para apenas te embalar.
Muitas vezes isso me acontecia no passado e a solução era ligar o micro para achar alguém no ICQ - alguém ainda usa? - ou no msn.
Era mais ou menos assim:
- Fala, Rubão! Chegando da balada?
- Não, insônia mesmo. E você?
- Cheguei agora. Vou dormir já já.
- Foi onde?
- Dei um rolê com uns amigos.
- Bacana.
- E aí, como anda a vida?
- Um tédio.
- Por que?
- Sei lá, nada acontece.
- Meu, você precisa arranjar uma mulher!
- É...
- Uma mulher que não te deixe acordar no meio da noite para você falar com outra no msn.
- Hum...
- Hum, o quê?
- Podia ser você.
- Como?
- Podia ser você essa mulher.
- Ah, não, Rubão. A gente é amigo demais para isso.
- Como assim?
- A gente é amigo demais. Depois acaba não sobra nem amizade.
- Maneira legal de me dispensar.
- É sério!
- Sei...
- Ó, pensa só: a gente é amigão. Aí a gente namora, não dá certo e acaba tudo.
- Ah tá. Quer dizer que você já vem com prazo de validade no namoro. Bacana isso. E outra: eu preciso namorar quem então, minha inimiga?
- Não é isso, pô! É que precisa ser alguém não tão amigo.
- Sei...
- Entendeu?
- Não. Mas quer saber? Vou dormir. Fui.
- Peraí Rubão, não fica assim...
Desliguei o micro e fui pra cama. E dormi. Por 12 horas.
sábado, 10 de abril de 2010
All right now, Parte II
Cara, eu adorava esse vídeo, principalmente pelo monte de mulher bonita. Mas como foram estranhos os anos 80 em alguns momentos!
Esse clássico hard-bluseiro do Free, imerso em um Rod mais pop do que nunca com sintetizador, bateria eletrônica e arranjos pasteurizados é algo bem duro de ouvir hoje.
Mas como Rod the Mod está à vontade no papel de canalha-gostosão-as-gatas-me-amam, vale ver e rir um pouco. Tire esse verniz oitentista e fique com o clássico imortal.
Esse clássico hard-bluseiro do Free, imerso em um Rod mais pop do que nunca com sintetizador, bateria eletrônica e arranjos pasteurizados é algo bem duro de ouvir hoje.
Mas como Rod the Mod está à vontade no papel de canalha-gostosão-as-gatas-me-amam, vale ver e rir um pouco. Tire esse verniz oitentista e fique com o clássico imortal.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Frase solta
"Everybody is making love
Or else expecting rain"
Pegue uma frase solta de uma canção. Geralmente é poética. Tente interpretá-la ou adivinhar o contexto em que está inserida.
Use-a em um tema de redação. Peça aos alunos para desenvolver um idéia em cima. Sonhe, delire, pule da cama, perca noites de sono, tenha febre, tente decifrá-la. Cite-a num bar, declamando em cima da cadeira. Seja misterioso e enigmático. Ou não seja tão teatral.
Leia, ache-a bonitinha e amasse o papel em seguida e sente-se para tomar uma cerveja, jogar conversa fora enquanto se devora uns amendoins com os amigos. Esqueça-a um segundo depois de lê-la
Ou então, simplesmente faça amor ou também espere a chuva.
Simples assim.
Or else expecting rain"
Pegue uma frase solta de uma canção. Geralmente é poética. Tente interpretá-la ou adivinhar o contexto em que está inserida.
Use-a em um tema de redação. Peça aos alunos para desenvolver um idéia em cima. Sonhe, delire, pule da cama, perca noites de sono, tenha febre, tente decifrá-la. Cite-a num bar, declamando em cima da cadeira. Seja misterioso e enigmático. Ou não seja tão teatral.
Leia, ache-a bonitinha e amasse o papel em seguida e sente-se para tomar uma cerveja, jogar conversa fora enquanto se devora uns amendoins com os amigos. Esqueça-a um segundo depois de lê-la
Ou então, simplesmente faça amor ou também espere a chuva.
Simples assim.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Darn That Dream
Nos meus primeiros passos com os filmes do Woody Allen cai de amores por Alice (no Brasil, Simplesmente Alice), que tenho em VHS, mas não em DVD.Uma das conexões que eu fazia é que São Paulo era tão grande como Nova York e ambas possuíam garoa, melancolia, lugares pitorescos, frio, táxis aos montes e vida noturna.
Em uma cena de amor com Joe Mategna e Mia Farrow, ouve-se ao fundo "Darn That Dream" de Thelonious Monk, mostrando a capa do LP Monk's Dream.
Obviamente comprei o disco e fiquei muito triste ao não ouvir a música nele. Foi a primeira vez que Woody me enganou, embora seja perdoado por se tratar de Monk e de um disco fabuloso.
Mas, eis que minha irmã traz minhas bios de jazz - uma da Ella Fitzgerald e outra de Duke Ellington - e todo esse fluxo me volta à mente.Não pretendo discorrer sobre a vida de um gênio do piano e um dos maiores compositores do estilo.
Mas, hoje amanheceu garoando, um pouquinho de frio e estou lacônico porque o dinheiro da editora que deveria ter caído mais uma vez não foi pago. Aí, me lembro de uma cena que me marcou tanto e fico com saudades do filme.
Ainda bem que o CD anda sempre ao meu lado e Monk prontamente me ajuda.
No fim, sempre sobra ela, a música, minha grande amiga. É com ela que meus dias ficam menos insuportáveis e mais alegres. E, se compro um disco errado, tudo bem: sempre há algo de especial para se ouvir e apreciar.
Certo, Thelonious?
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Prova de amor
Vi três jogos do River (o supremo clássico contra Boca, Argentino Jrs e Newell's Old Boys): perdeu os três, sendo dois no Monumental de Nuñez e sem marcar gol algum.
A coisa está tão feia, que hoje, contra o Newell's escalaram Ariel "El Burrito" Ortega mesmo lutando contra um grave e crônico problema de alcoolismo. Uma lástima vê-lo se arrastar em campo, embora quase tenha feito um golaço.
O gol do Newell's foi algo tragi-cômico. Só um grande em crise sofre um tento desse nível.
Também foi triste foi ver o Boca tomar 4x1 do Chacarita Jrs, de virada. Riquelme é um fantasma em campo.
É desalenador ver gigantes numa draga. Por que os times chegam a esse ponto? Ao ver Messi atuando ontem ou o belo time do Bayern de Munique hoje - odeio o Louis van Gaal, mas ele ajeitou os bávaros - e depois presenciar um clássico argentino, com um River tão débil e sem inspiração, me enche de tristeza.
Sempre torço para os grandes e quero que grêmios prudentinos e são caetanos se fodam, ainda mais quando treinados por Toninho Cecílio, o popular Lexotan.
Mas o futebol anda cada vez mais estranho. Pelo menos Verón empurra o Estudiantes à frente. Um consolo pequeno. Porém, melhor do que nada.
terça-feira, 6 de abril de 2010
segunda-feira, 5 de abril de 2010
I like mondays
O que fazer com um ser humano que, em plena segunda-feira, fica em casa vendo campeonato dinamarquês, segunda divisão inglesa e ouvindo Frank Sinatra cantando "My Funny Valentine" 50 vezes no fone de ouvido? Que deveria estar preocupado com coisas mais sérias, curtindo a fossa e já com saudade da raspa de tacho que veio por três dias e se foi?
Mas segunda é sempre segunda, nem que seja das clássicas. E que saudade das festas "I Like Mondays" que eu costumava ir em Sampa. Quantas recordações. E até uns beijos!
Essa é uma segunda pouco clássica. Menos na foto.
domingo, 4 de abril de 2010
Doces noites dominicais
Minha namorada engraçada
Doce, cômica namorada
Você me faz sorrir com meu coração
Seus olhares são divertidos
Não é fotogênica
Ainda assim, você é a minha obra de arte favorita
Seus traços não são gregos?
Seu discurso é um pouco fraco?
Quando você a abre para falar, você é inteligente?
Mas não mude um fio de cabelo por mim
Não o faça se me amar.
Fique, namoradinha, fique!
Todo dia é Dia dos Namorados
Seus traços não são gregos?
Seu discurso é um pouco fraco?
Quando você a abre para falar, você é inteligente?
Mas não mude um fio de cabelo por mim
Não o faça se me amar.
Fique, namoradinha, fique!
Todo dia é Dia dos Namorados
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