quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Está tudo na minha cabeça?

Acho que sim...

Música fofinha

Deve ser a preguiça ou excesso de convivência - via e-mail, que fique claro - com um bambi vitaminado que aniversaria hoje, mas a verdade é que hoje deixei o rock pesado dos últimos dias e quis ouvir algo "fofinho", na linha Belle and Sebastian.

E aí me lembrei de uma história dos tempos de balconista da Sweet Jane.

Marcelo Nova - aquele mesmo, o cantor do Camisa - estava buascando mais um pacote semanal na loja quando um garotinho indie pegou uma cópia da banda escocesa para levar.


Fino como uma sequóia, Nova tascou: "ah, mais um cd dessa banda de bichinha", baixo, mas o suficiente pro indie ouvir. Ao que Carlos retrucou:

"Marcelo, sabe quem foi o primeiro cliente a comprar um cd do Belle and Sebastian aqui na loja?"
"Não faço, idéia, Yoko. O Kid, imagino..."
"Não, foi você. Te vendi uma cópia do If You're Feeling Sinister...."

Revoltado, Marcelo negou, pagou a conta e logo se pôs porta afora...

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Gordo de futuro

Hoje pela manhã fiquei relembrando alguns momentos de minha vida na faculdade, antes de entrar no jornalismo.

Ok, nunca fui bom aluno, era mais um turista.

Guardo poucas lembranças, poucos nomes de colegas.

Guardo, porém, viva um dia em que disputávamos um torneio de futsal da engenharia.

O time oficial deles se dividiu em dois para disputarem a final. Mas não contavam conosco, especialmente com esse que teve uma atuação na semifinal que São Marcos - ainda um juvenil cabeludo, em 1993 - aplaudiria de pé.

Saí com o pé inchado por uma defesa no último segundo do primeiro tempo, tomei bolada na clavícula, no queixo, no nariz, na barriga e numa dividida em um contra-ataque rival derrubei o adversário e, no embalo, o juiz e o bandeirinha.

Saí todo esfolado direto pra casa - morava há menos de 500 metros do Mackenzie - e ganhei beijos - na bochecha - de três colegas, uma delas, paixão secreta daqueles dias.

Ao final do time, o mascarado time "oficial" saiu resmungando "de onde saiu esse gordo que jogou no gol? Cara, que fdp!". O juiz me cumprimentou pessoalmente e deu um conselho - "emagreça que você pode ser profissional" - Profissonal, aos 24 anos, cara-pálida?

Os meus colegas me abraçaram, sorriram e tentaram - tarefa inglória - me erguer nos ombros. Tomei cerveja com eles, minha atuação virou um dos mitos naqueles dias no campus, e revoltada, a diretoria do Centro Acadêmico, misteriosamente suspendeu o torneio, pois seus quadros "A" e "B" caíram para nós: o primeiro por 5x3, e o segundo, por 2x0.

E, pela primeira vez na vida, ser chamado de "gordo fdp" foi música pros meus ouvidos.

PS: reza a lenda que São Marcos viu aquele jogo e o decorou na retina. Segundo consta até chegou a dizer anos depois: "cara, vi um gordo jogando uma vez, o fdp tinha futuro. Se ele emagrecesse...."