quarta-feira, 4 de junho de 2008

Ô disco chato!

Há anos tento gostar de As Quatro Estações, do Legião Urbana. Apesar de ter saído em 1989, eu nunca consegui engolir As Quatro Estações, em parte por causa da maciça exibição na MTV e pela histeria provocada.

Sou profundamente ligado aos três primeiros LPs deles, particularmente, o Dois, que reputo como uns dos 3 melhores discos de rock nacional dos anos 80.

Muitos amigos meus consideram este a obra-prima do Legião. Não é mesmo. Eu também tentei ouvir os discos seguintes. Meu Deus, como tem coisa chata ali! Renato estava já na coisa messiânica, profeta do Apocalipse e peregrino da verdade.

Eu sempre curti o Legião angustiado dos três primeiros discos. Quando eu morava em Ribeirão, ouvi um show deles no Shopping Ribeirão da janela do meu quarto, já que estava com o pé quebrado, por volta de 1986. Poderia ter ido ver, pois amigos meus passaram em casa e me ofereceram para levar. Devia ter ido para ver também a abertura com o Tokyo, do infame Supla.

Dois foi um dos discos mais ouvidos da minha vida. Não acreditei na baixada de nível que ele deu em As Quatro Estações. Renato já sabia que estava com Aids, assumia o homossexualismo e fazia letras épicas e quase tolas.

A razão por estar comentando isso? Bem, estou ouvindo pela décima vez o disco e tentando gostar de algo. Tirando alguns hits, não me desce. Aliás, assim que acabar essa linha colocarei o Dois.

Já tirei. Coisinha pentelha!

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Valeu, Menon!

Em tempos pra lá de bicudo e quando sinto que boa parte - não todos, deixo claro - dos meus "amigos" e familiares me abandonaram, aparece uma esperança de barba e um tanto rotunda: Menon.

Menon vem sendo o tipo de amigo fiel que vale à pena fazer você estar vivo. Desde 1997 somos amigos e passamos por alguns momentos, bons e ruins. Fomos demitidos daquele jornal caloteiro, com sede no Rio, no mesmo dia. Fomos colunistas durante a Copa de 1998, dividindo o mesmo espaço. Foi ele quem indicou minha contratação para o Benevides, no Netgol. Foi ele quem me visitou, em minha primeira crise de coluna, em casa. Levou um filme bacana - Backbeat - e se borrou de medo da inofensiva vira-lata da minha irmã, que estava comigo, enquanto ela viajava.

É com ele com quem gosto de discutir o Choque-Rei, pois sei que é um dos poucos escribas capaz de ser tão ácido ou contundente quanto eu. Tem como irmão, o gente fina Passional, o amante do amarelão Pedro Rocha. O que foi mesmo o tal Virgílio perto de Zinho?

Conheço várias histórias dele e o vi sofrer algumas injustiças, assim como me viu sofrer, também ,outras. A distância hoje impossibilita nos vermos, mas ainda bem que há msn, emails, orkut, sinais de fumaça etc.

Valeu, Menon. Você podia ser melhor; podia ser palmeirense. Mas o mundo não suportaria dois seres perfeitos.

Beijos do menos gordo (tá pesando quanto mesmo, incluindo as lentes de contato?).