Acabo de assistir no Canal Brasil Um Craque Chamado Divino, documentário sobre Ademir da Guia.Não vi Ademir jogar, mas virei palmeirense no ano de seu último título, 1976. Segundo minha mãe, tudo por causa da cor verde.
Um dos momentos mais bonitos acontece no final quando os jogadores da segunda Academia dos anos 70 - Edu Bala, Nei, Dudu e Ademir - jogam num campo de futebol soçaite.
Uma partida simples, mas que enche o peito de saudades de um futebol que não existe mais.
E não falo apenas do futebol entre as 4 linhas. Ademir faz parte daquela geração de homens simples, sem tatuagens, procuradores, assessores ou Mercedez na garagem.
Gente simples, que olhava no olho quando falava, que ganhava o sustento com suor, jogando quase 90 vezes por ano, em várias partes do planeta, encantando platéias dos 4 cantos do globo.
Embora tenha chegado em 1961, só começou realmente a atuar em 1963. Foram 14 anos, 901 jogos, 153 gols e 43 títulos com a camisa do Palmeiras.
Ademir da Guia faz falta, como faz Gerson, Rivellino, Didi, Sócrates, Dudu, Edu Bala e tantos outros.
Em um mundo globalizado, onde os clubes não sabem mais lidar com os jogadores e pagam fortunas mensais por pernas de pau e semi-analfabetos preocupados apenas em ganhar dinheiro e sem conhecer a história dos times que defende, voltar ao passado parece cada vez o único refúgio para quem ama o futebol.

