sexta-feira, 24 de abril de 2009

O CRAQUE DA MINHA VIDA

Menon, fez uma seção legal no site dele, O CRAQUE DA MINHA VIDA e tive a honra de abri-la. Assim, como ando palmeirense demais nesses dias, vou roubar e por aqui. Afinal, o texto é meu mesmo...

EVAIR, O LIBERTADOR

RUBENS LEME DA COSTA

(http://www.schopenhauerperde.blogspot.com/)

Craques... quem nunca sonhou com eles, quando menino?

Quem nunca ficou pensando antes de dormir, naquele jogador especial, antes daquela partida tão aguardada?

Eu, por exemplo, sofri dois anos antes do início da Copa de 82. Lembro-me até hoje que disse "é hoje!" antes de começar a partida contra a extinta URSS. Pois, no segundo seguinte, Luciano do Valle tascou um "é hoje, sim! Brasil e União Soviética!".

Meus pais e amigos que estavam em casa riram com a coincidência. Como chorei naquela Copa, ainda meninote.

Ao longo dessa “profissão” de torcedor colecionei ídolos como Falcão, Dario Pereyra, Luís Pereira, Jorginho, Sócrates, Maradona, Van Basten etc... Porém, sou palmeirense e, nesse ponto, básico: o meu ídolo dentro das quatro linhas chama-se Evair Aparecido Paulino.

Caso não tenha se ausentado do planeta nos últimos 20 anos, saberá que o Palmeiras era uma versão atualizada do "faz-me-rir" corinthiano da década de 60, mas nos anos 80 e 90. Nesse meio tempo fomos humilhados por Inter de Limeira, XV de Jau, Ferroviária, Serginho II, Aguirregaray e outros nomes que me nego a escrever para não aumentar minha úlcera.


E Evair nos redimiu, nos deu alento. Evair quase me matou do coração em 1993 quando sofreu uma maldita contusão que o deixou dois meses fora do time antes das finais do Paulista.

O sono foi embora, a tensão aumentava, os corpos de cerveja eram virados: "caralho, eu não quero ser vice de novo, não quero ter o doce roubado na hora H!".


O primeiro jogo teve até imitação de Porco de um certo Paulo Sérgio Rosa. Mas a confiança voltou ao ver o eterno Matador entrando, no segundo tempo da partida. Fora de ritmo, pouco fez. Mas a esperança voltou. "Ele tem uma semana para readquirir a forma e arrebentar".


Na manhã da final, andava tão nervoso no sítio da minha tia, que pedi ao caseiro para fazer algo. Sem pensar, me deu o machado com o qual rachava lenha para o fogão caseiro e disse: "manda ver!". Nem pensei: o que ele demorava quatro machadadas, eu fazia em duas. Iniciante sortudo, derrubei a primeira tora com uma pancada só. Deu pra descarregar. Um pouco.


Começa o jogo. Tenso, difícil, até a perfeita parede de Matador para Zinho. E, pela primeira vez, torci o tornozelo descalço com o pulo que dei do sofá, quase arrebentando os ligamentos.

O segundo tempo era duro, mas Matador fez o segundo, participou do terceiro e nos libertou na prorrogação com o penal perfeito.
Anos depois, como repórter, o vi num treino da Portuguesa, em 1998.

Quando me aproximei dele, fez cara de poucos amigos. "não dou entrevista", berrou a fera. Não vacilei, me aproximei, apertei sua mão: "obrigado por me libertar".

Desconcertado, me devolveu um sorriso, sem graça. "é palmeirense? puxa, não passo um dia sem que alguém me agradeça; é algo que até hoje me emociona."


Me emociona, você, Evair Aparecido Paulino. Obrigado por me libertar. O meninote de 1982 andava precisado.

Vergonhas palmeirenses

O título original era 104 vergonhas palmeirenses. Mas Cesarotti foi me lembrando de outros nomes, e ele foi escrevendo. Agora já são 110. E ainda pode aumentar.

Abixo, eis uma lista dos perebas responsáveis por "municiar e marcar gols" pelo Palmeiras de 1980 pra cá. Faltam tantos outros.

Não vá vomitar no teclado...

Gioino, Warley, Bizu, Buião, Roger I, Roger II, Enílton, Bandeira, André Balada, Leandro Amaral, Tuta, Cristian, Dodô, Jardel, Carlos Castro, Boiadeiro, Florentin, Ditinho Souza, Gioino, Guina, Hélio, Serginho Fraldinha, Tato, Rodinaldo, Mauro, Reinaldo (do Galo mineiro), Reinaldo (Galo mineiro II, em 96), Reinaldo Xavier, Kahê, Renaldo, Max, Esquerdinha, Reginaldo, Carlos Alberto Seixas, Carlos Henrique, Osio, Elivélton, Fernando Diniz, Soares, Saulo, Maurílio, Jean Carlos, Alex Alves, Magrão, Paulo Isidoro, Macula, Almir I (veio do Japão), Almir II (ex-Santos), Edmílson, Edmílson (dublê do Pablo), Jackson, Capitão, Jorginho Catinflas, Aragonés, Osni, Donizete Pantera, Rodrigão, Adriano Chuva, Alberto, Lopes, Juninho, Marcelo Ramos, Nilson, Nenê, Anselmo, César Lemos, Lenny, Dodô, Itamar, Washington, Alemão, Cristiano, Marcinho, Jorge Preá, Pena, Osmar, Thiago Gentil, Ricardinho, Pedrinho, Juninho Paulista, Muñoz, Diego Souza I, Michael, William, Fábio Jr., Leonardo (ex-Sport), Viola, Marcelo, Careca Bianchezzi, Edvaldo, Rubem, Lima,Ranielli, Betinho, Neto, Luiz Henrique, Paulo Sérgio, Sílvio, Amauri, César, Jair Brasília, Wilson, Mané, Robertinho, Baltazar, Cléo, Gilcimar, Carlos Alberto Borges, Barbosa, Sorato, Carlinhos
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quarta-feira, 22 de abril de 2009

Pensamentos calvinistas


"Às vezes eu penso que o sinal mais forte da existência de vida inteligente em outra parte do universo, é que eles nunca entraram em contato conosco."

"O mundo não é justo, eu sei, mas por que ele nunca é injusto a meu favor?"

"Eu não faço questão de ser aceito, se eu for só ignorado pra mim já está bom."

"O problema das pessoas é que elas são apenas humanas."

"Ai, mas um dia de escola... Eles tentaram a qualquer custo construir meu caráter... mas eu fui duro com eles!"

"Eu sou um líder natural! Sou do tipo que comanda! O problema é que ninguém quer ir pra onde eu quero levar..."

"O mundo não seria tão ruim se pudéssemos sair dele de vez em quando..."

"Eu sou uma pessoa simples...mas de gostos complexos."

"Se você faz o trabalho ruim o bastante, às vezes não lhe pedem para faze-lo novamente."

Não sou burro, sou um depósito de informações inúteis."

Cenas de um casamento...



Fonte: Blog Depósito do Calvin

Diálogo Surreal

Em 1978 ou 1979, meus pais nos levaram para as férias de janeiro até Ubatuba. Foi uma das mais bacanas que tive.

Mas o que me faz recordar daqueles dias foi um encontro surreal que tive dentro do mar.

Estava lá brincando feliz com as ondas, provavelmente jogando futebol imaginário - sempre fui goleiro - quando um cara que virou para mim e disse.

"Você gosta de futebol, menino?"
"Gosto muito."
"E qual seu time?"
"Palmeiras."
"Sério?"
"Sim."
"Sabia que sou goleiro do Palmeiras?"
"Ah, deixe de falar mentira, moço..."
"É verdade, sou o Gilmar".
"É nada."

Após eu chamá-lo de mentiroso, Leir Gilmar da Costa saiu do mar revoltado, foi até onde estava sentado e pegou uma foto dele com a camisa do time. Realmente era ele. Fiquei perguntando, diabos, o que ele fazia com uma foto dessas na areia.

"E aí, sou ou não sou?"
"É sim, mas é que achei que não fosse porque você é muito baixinho."
"Baixinho é você, moleque. Menino mal-educado!"
"É, mas só tenho 9 anos. E mal-educado é você, me xingando."

Saí do mar e fui reclamar com o meu pai.

Além de frangueiro, o cara era corinthiano!

Seleção T(h)rash!

Por motivos, óbvios, o escudo do Palmeiras não entra nesse post...

Time A

Martorelli; Fabinho Capixaba, Alexandre Rosa, Júnior Tuchê e Biro; Marcinho Guerreiro, Ribamar e Bandeira; Serginho Fraldinha, Bizu e Ditinho Souza.

Time B

Ivan, Odair, Toninho, Aguirregaray e Denys; Sérgio Soares, Adãozinho e Osio; Buião, Guina e Hélio.

Time C

César; Darinta, Alexandre e Leonardo; Silmar, Alceu, Fernando Diniz, Auecione e Vargas; Renaldo e Dodô.

Time D

Gato Fernandez; Mariovaldo, Victor Hugo, Deda e Toni Gato; Suca, Sena e João Paulo Babinha, Barbosa, Luisinho Lemos e Reginaldo.

Time E

Gilmar; Índio, Mario Soto, Beto Fuscão e Wagner; Paulo Isidoro, Macula e Jean Carlos; Mané, Alex Alves e Maurílio.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Vergonha

Eu nunca tive vergonha de torcer pro Palmeiras, muito pelo contrário.

Mesmo nos "anos de chumbo", mais especificamente anos 80 e começo dos anos 90, eu sempre grudava o ouvido num radinho ou os olhos na tv e torcia feito uma besta.

Mas hoje dá vergonha... Aqueles times, por mais horríveis que fossem, lutavam. Eu vejo esse time e fico pensando - mais uma vez - como Fabinho Capixaba segue na equipe.

Fabinho é, de longe, o pior jogador que eu vi no Palmeiras. E olha que o que não faltou foi perna-de-pau. Comparado a ele, Júnior Tuchê seria um Figueroa, o Odair, um Djalma Santos, o Barbosa, um Julinho Botelho.

A gente é café pequeno e não sabe das negociatas que envolvem Palmeiras, Traffic e Luxemburgo, mas por deus, demitam esse pilantra! É mais barato pagar a multa do que pagar os salários até dezembro.

Tomara que não nos classifiquemos para a Libertadores, pois vai ser apenas para tomar lapadas de um Grêmio ou de um Boca Juniors.

Dá vergonha imaginar que Lenny é atacante. Dá vergonha de ver esse Keirrison afinar, de repente. Dá vergonha de ver Cleiton Xavier chutar: 5 gols em 5 jogos e nada mais. Dá vergonha de ver um Diego Souza ser o "armador" do time. Ainda bem que dá orgulho de ver o Pierre se doar em campo e o São Marcos se desesperando lá atrás.

Porque, meu amigo, eu vi coisas sinistras como Bizu, Ditinho Souza, Guina, Hélio, Bandeira, Odair, Agnaldo, Alex Alves, Martorelli, Dida, César Pereyra e outros nomes inclassificáveis manchando a história do clube.

Mas vi, também, muito time limitado deixar a alma em campo, buscando empates quando não tinha como, vi Gaúcho pegar penais no Maracanã, vi clássicos sendo vencidos por time horrorosos.

Por isso, eu sinto vergonha, hoje, de ser palmeirense. Sinto vergonha de achar que vão me iludir com essa equipe, dizendo que vamos brigar por títulos.

Porque, em termos de título, só vejo dois possíveis: o de constrangimento do ano e de mico de 2009.

Que vergonha...

PS: escrevo esse post aos 44 minutos do primeiro tempo. Nem irei assistir o segundo. O coração pode não aguentar.