Quando Pelé se machucou no Chile, em 62, Aymoré Moreira perdeu, literalmente, o sono. Pelé já era Pelé e Pelé ainda tinha o que melhorar, pois o Santos não havia sido bicampeão mundial ainda. Ou seja, Pelé ainda seria mais Pelé. Se isso fosse possível.Mas, Aymoré, era atormentado diariamente por todos os repórteres, ávidos em saber: se Pelé não jogasse, quem jogaria?
"Amarildo", era a resposta seca do treinador.
"Mas, seu Aymoré, Amarido dará conta do recado?"
Irritado, o velho treinador disse: "bom, se você me arranjar um novo Pelé e que seja brasileiro, me avise que o convoco agora mesmo".
Essa pequena recordação me veio à cabeça quando um amigo meu me perguntou quem eu colocaria no lugar do K9.Ué, coloque o paraguaio. Não veio porque é centroavante, porque fazia gol no Paraguai, recomendado pelo Arce etc...?
Tudo bem que o César Sampaio nos "recomendou" o bonde Jorge Preá (valeu, Furacão!), tudo bem que de lá veio um certo Florentín, que nada fez, afinou e ainda pediu para ir embora.
Mas, pense, é ele ou o Marquinhos como homem de área.
E Marquinhos não é homem de área. Aliás, Marquinhos tá quase virando um homem sartreano, está entre o ser e o nada, com forte tendência ao segundo.
Então, combinemos o seguinte: segura o fôlego, feche os olhos e vamos torcer para que o paraguaio consiga uma jogada de craque no jogo e faça o gol.
Ao menos, uma boa notícia: Willians não joga. Meu coração bate, aliviado. Com os dois, lá na frente, seria dose.
