quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Vale a pena ainda se sentir como marido traído?

Vamos por em pratos limpos: recém completei 40 anos, deixei um monte de sonhos pendurados ou mofando em algum canto.

Tenho certeza de bem poucas coisas na vida. Uma delas, no entanto, está ruindo: meu amor pelo Palmeiras. Sou torcedor do time desde meus 7 anos e acho que já dei minha contribuição.

É duro dedicar um amor a algo imaterial que mais te deixa triste do que te alegra; é duro saber que aquilo que você ama não depende em nada de você. Eu gosto de música, outra coisa imaterial, e ela não me decepciona, até porque tenho a opção de ouvir apenas o que gosto. E há muita coisa para se ouvir e gostar.

Mas e o futebol?

É justo você devotar dias, noites, mente, corpo e alma por algo que 11 imbecis podem simplesmente desprezar? Ou ver uma diretoria ligar o botão do "foda-se" e mandar os apaixonados terem calma e esperar?

Não é sentir que nem marido traído que vê a esposa te chifrando três por quatro, mas que se prende a ela, mesmo sendo alvo de piadas, por ter medo de ficar só?

E aquela velha frase que diz "antes só do que mal acompanhado"?

Será que o Palmeiras é uma companhia tão boa assim? Será que também sou, para levar tanta patada?

Algo me diz que esse "caso de amor" está perto do fim.