sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Um time que eu gostaria de treinar...

Marcos

Gerets (foto)
Luís Pereira
Mathias Sammer
Roberto Carlos

Redondo
Mathaus
Gullit
Roberto Baggio

Rivaldo
Careca

Explico:

1) Marcos: preciso mesmo explicar????

2) Gerets: o belga me chamou a atenção na Copa de 1982. De curiosidade, um dia entrei no RSSSF e pus o nome dele e descobri que entre vários jornalistas europeus era o preferido para a lateral-direita de todos os tempos na Europa. Aliás, o time da Bélgica de 1982 foi meu favorito daquele mundial, com ele, Pfaff, Ceulemans, Van der Elst... E meu voto tá bem endossado.

3) Luís Pereira: preciso mesmo explicar????

4) Mathias Sammer: Sammer foi o único jogador a sair da Alemanha Oriental a virar titular absoluto da Alemanha reunificada. Tinha seus momentos de violência, como todo germânico, mas também tinha uma classe fenomenal, um belo toque de bola e um chute potente. Depois de Baresi, o melhor líbero dos anos 90.

6) Roberto Carlos: neguinho adorar odiar o RC. Eu adoro o RC, com exceção ao penal perdido na final do Paulista, de 1995. Mas é tão ruim que foi titular do Palmeiras, do Real por 11 anos e da seleção por outros 11. Em suma, um "perna-de-pau".


8) Matthäus: sempre gostei do estilo dele e nunca mais esqueci uma partida especial, na temporada 92/93, pela Bundesliga. Havia voltado da Inter após o seqüestro de sua família e sob um mar de dúvidas.

A desconfiança era tanta que usava a camisa 3 e não a 10, como sempre fizera e que era de Olaf Thon. Lothar começou mal, foi para a reserva, mas em uma partida contra um time que não me lembro, acabou com a desconfiança.

Jogou demais como líbero e fez dois gols na vitória de 3x2, sendo um deles, genial: após um escanteio batido para ele, na meia-lua (isso mesmo!) pegou de sem-pulo, e meteu no ângulo direito, sem chances. Pena que só se lembram pela passagem pífia pelo Furacão.

10) Gullit: o holandês foi um dos uns caras que queria ter tido no meu time. Segundo Antônio Carlos, ex-zagueiro, quase foi pro Palmeiras, em 1995, quando vivia um período de baixa no Milan. Acabou indo pro Chelsea. Me lembro dele, com a camisa 4 da Sampdoria, na temporada 93/94. Vinha de cirurgia, mal, o Milan o emprestou. Pois acabou com seu ex-time num 3x2, com dois gols. Era meia, atacante, volante etc... Completo.

5) Fernando Redondo: deveria entrar o Falcão, mas o argentino jogou demais. Tinha técnica, jogava de cabeça erguida e fez um drible mais antológicos jogando pelo Real, na ponta-esquerda, tocando de calcanhar. Um monstro.

7) Roberto Baggio: o "homem do tetra" foi um jogador fino, inteligente, cerebral e que poderia ter sido ainda maior não fosse obrigado a jogar como segundo atacante na Itália, ou até mesmo como único homem de frente com aqueles treinadores tranqueiras.

Tivesse nascido brasileiro, estaria ao lado de Rivellino, Ademir da Guia... Além disso, é budista.

9) Careca: Romário é mais incisivo dentro da área, mas Careca foi mais completo: mais rápido, caía pelos lados, mais solidário, inteligente, mortal e o maior parceiro de Maradona, segundo o próprio e cansou de fazer gols no meu Palmeiras, até em sua despedida, jogando pelo Santos! Acha pouco?

11) Rivaldo: por que o Brasil odeia o Rivaldo? só por que não fazia oba-oba para a mídia carioca?

Que saudades dele no meu Palmeiras com a camisa 11 ou até mesmo a 10 com aquela canhota mágica. Que covardia contra Gralak, Branco ou jogando ao lado de Evair, Edmundo, Djalminha, Müller, Zinho... e hoje tenho que agüentar Kléber e Diego Souza!


Escale a sua...

Laguna's soundtrack

E poderia ser outra música????

Menon's soundtrack

Não sei quantos leitores conhecem o Menon, a doce figura com cara de guerrilheiro e que só ataca coxinhas, risoles e atendentes do Pizza Hut.

Menon tem uma paixão - duas, se contar a Márcia Gattai. Não, a segunda não é o Rogério Ceni. Também não é o Passional (amor de irmão não vale nessa hora).

Quer saber o que é? clique...

Cesarotti's soundtrack

Quando o homem fica tenso - coisa tão "rara"... - costuma dormir com essa musiquinha no fone de ouvido, só pra relaxar...

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Pelo fim do "menos pior"

Quando comecei a votar e não conseguia definir meu voto, ouvia o seguinte conselho: "escolha o menos pior".

Durante anos escutei isso e passei pra frente como aquela brincadeira de cochichar no ouvido de alguém ao seu lado. Mas, peraí: o que é um "menos pior"?

Menos pior é uma definição imbecil de pessoas que não sabem o que falar e resolvem te aconselhar. O que é "menos pior", escolher um estuprador ou um assaltante de banco, por exemplo? Quem é o "menos pior" entre o Papa Bento ou Edir Macedo?

A resposta é simples: não existe menos pior. Se é pior, deve ser descartado, ou você vai escolher entre um câncer no cérebro ou no fígado?

Mas o "menos pior" é o que temos na nossa política. Quem será o sucessor de Lula? O PT vive de uma pessoa, o presidente. Se ele morrer, adeus PT.

No futebol há uma máxima que diz "passam os craques, mas o clube fica". Pois se o Lula morrer, o PT vai junto.

Lula não é PT, é um fenômeno mundial. Um homem de carisma quase inigualável, hoje em dia, mas que comete pecados demais, como enfiar dinheiro no rabo do Nuzman ou apoiar a CBF na absurda Copa de 2014.

O PT sabe que não tem uma pessoa com 0,1% do carisma e da inteligência dele para sucedê-lo. Dilma presidente? Vai ser um trabalho de mágico para elegê-la, embora não tenhamos um grande rival para ela.

Mas eu não quero mais "menos pior". Nunca fui fiel ideologicamente, minha plataforma é "se for bom, feito por pessoas sérias e compromissadas, eu voto". Mas se for com pessoas meia boca e com o discurso o que "não der pra ser feito a gente adapta", pulo fora. Basta de jeitinho brasileiro.

Como "eleitor exilado", pois nunca transferi meu título, não tenho a menor idéia de quem votaria se fosse obrigado, no domingo. Só vejo o "muito ruim" e "o não tão ruim assim". Nada de um "ótimo candidato" ou mesmo um "bom".

E o mundo caminha a passos largos pro penhasco. Mas podia ser pior: podíamos estar indo de Ferrari, pilotada pelo Rubinho. Menos pior que seja com nosso pés mesmo.

Menos pior????

Cansei

Ah, sim.

Não ando falando muito de futebol, pois ando de sacho cheio desse meio, mas fiquei envergonhado com a atitude dos jogadores palmeirenses, ontem, contra o Argentino Jrs.

Ando irritado com esse monte de menininhos ganhando salários astronômicos e jamais tendo atitudes de homens. Cansei de ver ralé do nível de um Diego Souza, Léo Lima, Kléber e outros emporcalhando a história de um time tão glorioso.

Tô cansado de ver presidentes como Della Monica, gente omissa como essa diretoria, que permite virada de mesa do mandatário, que contrata Luxemburgo, que fode nossas finanças, que faz negociatas etc etc...

Mas, nada, nada mais me irrita do que ver um bando de moleques, bandidos e imbecis usando uma camisa que já foi de Ademir da Guia, de Luís Pereira, de Waldemar Fiúme, de Julinho, de Evair, de César etc... E ainda são aplaudidos por uma torcida animalesca e ainda mais estúpida

Se esse é o clube do Século XXI, eu quero os anos 80 de volta. A gente era ridicularizado, ficava na fila, mas via um montes de pernas-de-pau dando sangue em campo, mostrando raça e dignidade.

Ah, sim (II): pode-se até voltar aos anos 80 (se for possível), mas sem o Toninho Cecílio. Esse aí, é favor se ficar preso em alguma dimensão perdida no ostracismo eterno, junto com o atual elenco e diretoria.

Bolha

Curioso o mundo: de repente, a Fifa e a Uefa estão "preocupadíssimas" com os clubes ingleses, que estão perto da falência com o estouro da bolha financeira no mundo, com dívidas globais de 11 bilhões de reais.

Para quem não sabe, nos últimos anos, magnatas russos, indianos, árabes, americanos, adquiriram os clubes mais tradicionais daquele país, fizeram deles uma tremenda lavanderia, inflacionaram o mercado com mega-salários e agora, estão colocando os "possíveis" lucros dos próximos anos do times como garantia de pagamento, já que estão quase falidos com a quebra da bolsa.

Examinemos o Chelsea. O pequeno clube londrino era uma espécie de Portuguesa e, de repente, virou o time mais rico do planeta.

Roman Abramovich (foto)
, mega-empresário do aço e do petróleo, na Rússia, injetou perto de 1 bilhão de euros em contratações e duas ou três vezes isso em salários, no mesmo período.

Só que com a queda da bolsa, viu sua fortuna ser dilapidada em mais de 20 bi de euros e teme pela saúde financeira da agremiação.

O mesmo vem acontecendo no Manchester United, Liverpool, West Ham etc...

Ora bolas, por que só agora a preocupação surge? Por que o governo inglês é conivente com tais políticas e jamais investigou com rigor? Por que a Fifa e a Uefa não baixaram normas anos atrás quando isso começou a acontecer?

Naquela época, em que as burras estavam cheias não havia reclamação, mas quando Franz Beckenbauer (foto) disse que era difícil uma equipe alemã competir com o Chelsea em termos de contratações, ninguém o apoiou.

Disse o Kaiser: "demoramos (os clubes alemães) um ano inteiro para termos 30 ou 40 milhões de euros para investirmos em contratações e aí aparece o Sr. Abramovich, joga 100 milhões na mesa, dizendo que o prejuízo operacional de quase 200 mi de euros por ano não o atrapalha. Isso não é correto."

Apenas o que não muda é o final. Quer apostar que os "milionários" apelarão à torcida para que salvem seus clubes?

Enquanto isso, Blatter, Platini continuam "preocupadíssimos". Mas serão os torcedores que passarão a sacolinha para cobrir o rombo.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Greve

Já que o mundo não ajuda, aproveito a semana para abaixar filmes. Vou confessar: jamais fui fã de downloads, mas com a falta de dinheiro e a alta do dólar para comprar coisas importadas, só me restou isso enquanto não fico rico.

Aí, aproveito para abaixar filmes de música, que é o mais interessante para mim, ultimamente.

Porque, puta que o pariu, você liga a televisão e só vê "Santo André urgente". O mundo começa e acaba no ABC e ninguém ensinou o abc do jornalismo, ética e da decência para a imprensa. Então, faço greve mesmo e me fixo em outras coisas mais prazeirosas.

O que mais me espanta lendo biografias importadas e vendo esses documentários é a seriedade. No Brasil, além de ser moeda rara, nosso mercado de biografias é praticamente zero.

O livro mais precioso da minha coleção toda, An Ideal for Living, história do Joy Divison, escrito por Mark Johnson, em 1984, e que paguei uns 100 dólares, em 1998, é exemplar.

Ao comentar a morte de Ian Curtis, apenas escreve: "hipóteses sobre tal assunto (o suicídio) não é apenas fútil como invasão de privacidade". E não toca mais no assunto. Uau, imagine se fosse agora!

Ok, Ian Curtis foi um dos temas preferidos dos últimos 30 anos talvez porque tenha sido o primeiro - ou um deles - roqueiro a se suicidar, aos 23 anos.

Existem pilhas de lançamentos póstumos, livros oportunistas - o de sua ex-mulher é o mais famoso e ridículo - e filmes.

Mas Mark Johnson ensinou que, não é preciso revirar a vida de um ídolo, para se fazer uma boa história, ou entreter os fãs colocando o Datena em sua tela "exigindo justiça".

Pena que Mark é uma exceção, da mesma maneira que era Ian.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Mundinho

"Todos nós vivemos em nossos pequenos mundinhos. Quando eu tinha 15, 16 anos, na escola, conversava com meus colegas e dizíamos: 'logo que sairmos daqui, iremos até Londres e faremos algo que ninguém está fazendo'.

Nessa época, eu trabalhava em uma fábrica e era realmente feliz porque podia sonhar o dia todo. Tudo que precisava fazer era empurrar um carrinho com peças de algodão, para cima e para baixo. Mas não precisava pensar. Eu podia ficar imaginando o que faria no meu fim de semana, pensando como gastaria meu dinheiro, em qual LP iria comprar.... Você pode viver em seu pequeno mundinho."

Ian Kevin Curtis (1956-1980)

Se todas as segundas fossem assim...