Arthur Schopenhauer não morreu. Sua obra continua imortal e não merecia virar nome de um blog ridículo. Mas o que se esperar de um fã dele que passa os dias ouvindo Sex Pistols e Village People?
Não falo muito de política aqui, pois não tenho veia do assunto. Prefiro reclamar do Palmeiras, falar de música e de textos indecentes sobre o nada.
Estou feliz por não ver propaganda política e só sei do que acontece quando acesso alguns blogs ou twitters.
Porém, ando feliz, que a Dilma está varrendo aquele cachorro louco e enterrando de vez essa pretensa elite brasileira.Vivemos em um país cada vez mais racista, preconceituoso e intolerante.
As escolas não conseguem mais se comunicar com os alunos, os pais são cada vez mais alienados e os jovens, mimados e perigosos.O curioso é que tudo isso extrapola entre os ricos e os que têm menos motivos para tais atitudes.
Nunca me esqueço de uma entrevista do Silvio Santos explicando por que o Carnê do Bau é um sucesso. "Pobre não atrasa prestação, eles têm pavor de deixar conta atrasada porque sabem que no outro mês não terão dinheiro e por isso pagam certinho. Já rico...."
A vitória de Dilma representa mais um avanço no Brasil: uma mulher, "guerrilheira" - para alegrar os golpistas - e que possui muito mais sensibilidade do que aquele palmeirense de araque que deixou buracos do metrô escancarados e marcas de borracha nas costas do estudantes. É bom saber que a imprensa maldita vai morrendo e que só ladra mesmo para seus fiéis leitores, os mesmos que moram em bairros ricos, andam só de carro importado, viajam para a Europa a cada seis meses e que se recusam a assinar a carteira de trabalho da doméstica ou descontam a refeição que elas fazem em suas casas.
Essa ralé não vai morrer, mas começa a perder a força, a ter influência quase zero na hora de "recomendar" um candidato para eleger. Vai demorar, as injustiças são enormes, a lei brasileira é desigual, mas pela primeira vez o país anda.
Chega de tucanos, democratas, serras, fhcs, chuchus e imbecis dos jardins. Quero até que a Dilma fosse realmente guerrilheira e saísse metralhando essa gente toda.Lógico que ela não fará isso.
Deixo, porém, uma sugestão: que tal começar a cobrar as enormes dívidas que a Folha, o Globo, a Abril, o Estadão e outros "bastiões da elite" devem aos cofres públicos e parar de ajudá-los?
Vai lá, Dilma! Pegue de volta o que é nosso. Assim eles poderão falar mal de vocês com mais vontade e gosto.
Isto é, se tiverem dinheiro para comprar papel e tinta...
She had hair like Jeannie Shipton back in 1965 She had legs that never ended I was halfway paralyzed. She was tall and cool and pretty and she dressed as black as coal If she asked me to I'd murder, I would gladly lose my soul.
Now I lie in bed and think of her Sometimes I even weep, Then I dream of her behind the wall of sleep.
Well she held a bass guitar and she was playing in a band And she stood just like Bill Wyman Now I am her biggest fan. Now I know i'm one of many who would like to be your friend And I've got to find a way to to let you know I'm not like them.
Now I lie in bed and think of her Sometimes I even weep, Then I dream of her behind the wall of sleep.
Got your number form a friend of mine who lives in your home town. Called you up to have a drink, Your roommate said you weren't around. Now I know I'm one of many who would like to be your friend And I've just got to find a way to to let you know I'm not like them.
Now I lie in bed and think of her Sometimes I even weep, Then I dream of her behind the wall of sleep. Behind the wall of sleep. Behind the wall of sleep. Behind the wall of sleep.
Há dois meses voltei a ter tv a cabo depois de sete anos sem. Assinamos a Via Embratel - que recomendo muito - e tenho à disposição uns 70 canais.
E, pela primeira vez, posso assistir a ESPN e ESPN Brasil já que em SP eu só tive NET, que só tinha a Sportv. Não que isso tenha sido algo sensacional. Aliás, longe disso.
A ESPN Brasil é o canal mais chato de esportes que já vi. Tão chato que torço para aparecer o Chico Lang em algum momento.
Trajano, Mauro Cezar, Rodrigo Bueno (esse é uma piada eterna e cada vez mais constrangedor) e outros fazem da emissora a mais chuchu do país e a mais sem graça. O único que gosto é o Gerd Wenzel, desde que fazia o campeonato alemão na TV Cultura, no início da década de 90. O "alemão" é o mais brasileiro e menos "germânico" de um canal absolutamente insuportável.
Seus narradores são sem sal, seus comentaristas parecem donos da verdade, enchem o telespectador de informações e são absolutamente pífios.
Os programas ao vivo são chatíssimos. Comentários longos, revoltadinhos da classe média fulos com o sistema, com opiniões absolutamente irrelevantes e mesas redondas constrangedoras.
Aliás, reunir Márcio Guedes, Juca Kfouri, Paulo Calçade e Fernando Calazans numa segunda-feira é mais deprimente do que ouvir discursos seguidos de Geraldinho, Soninha e Tiririca.
Assisto o Loucos por Futebol por causa do meu amigo Celso Unzelte. Pena que é acompanhado de duas pessoas que tenho restrições profissionais e pessoais.
Antes de ter tv a cabo, só assistia partidas pela net, com áudio original. Era chato, às vezes, ver a imagem ruim, o sinal cair, travar, etc. Mas, ainda mais chato é ver uma imagem perfeita, sem defeitos e ser torturado por mais de 90 minutos por uma gente insípida e pedante.
Talvez, por isso, a emissora sempre renda apenas traço de audiência. O PSDB está fazendo escola. Só falta agora dar traço nas eleições.
E "o tempo passa, torcida brasileira" como diria o saudoso Fiori Giglioti, o mais espetacular narrador que esse país conheceu.
O tempo passa e Fiori ficaria envergonhado se visse a atual decadência do futebol e do seu amado Palmeiras.
Me lembro de uma entrevista dele, em 1993 - acho que pro Amaury Jr - narrando o "gol da final da Copa de 1994", entre Brasil x Alemanha. Seria um passe de Edmundo para um gol de Evair.
Ao menos, nós, palmeirenses tínhamos craques. Hoje temos uma lhama e um histérico apelidado de gladiador...
Ficar velho transforma a gente em amargo ou os tempos é que são mais amargos do que eram quando nem sonhava entrar em uma redação de jornal?
Abro o computador ultimamente apenas pra olhar email, ver se caiu algum dinheiro na conta e comprar algo na Amazon quando o orçamento permite. E quando não permite faço uma lista do que quero, já listei mais de 150 coisas só nessa semana.
Alguém aí quer me dar um presente????
Cara, tá tão chato esse mundo! Os filmes novos são intragáveis, as músicas, idem. Estou velho, sei, amargo, sei também, mas cadê as comédias dos anos 80, os novos singles dos Smiths?
Tá tudo cinza sem você, tá tão vazio...
Pois é. E sobra pra Naiacy, tadinha, aguentar minha sessão "old and gold times...".
Que saudades do Fiori, do Evair, do Edmundo, do Palmeiras dos bons tempos.
E, falando em bons tempos, quando fiz 8 anos, meu pai meu deu um livro de poesia do Casimiro de Abreu. É sério!
O motivo? A poesia "Meus Oito Anos". Amei o livro e o li inteiro várias vezes. Um baita presente.
Aliás, ele me ligou hoje, feliz, porque o hospital em que operou mais de 40 anos o homenageou colocando o nome dele no Centro Cirúrgico.
Parabéns, velho. Você merecia muito mais do que isso, pode apostar.
Sendo assim...
MEUS OITO ANOS Oh! que saudades que tenho Da aurora da minha vida, Da minha infância querida Que os anos não trazem mais! Que amor, que sonhos, que flores, Naquelas tardes fagueiras À sombra das bananeiras, Debaixo dos laranjais!
Como são belos os dias Do despontar da existência! - Respira a alma inocência Como perfumes a flor; O mar - é lago sereno, O céu - um manto azulado, O mundo - um sonho dourado, A vida - um hino d'amor!
Que aurora, que sol, que vida, Que noites de melodia Naquela doce alegria, Naquele ingênuo folgar! O céu bordado d'estrelas, A terra de aromas cheia As ondas beijando a areia E a lua beijando o mar!
Oh! dias da minha infância! Oh! meu céu de primavera! Que doce a vida não era Nessa risonha manhã! Em vez das mágoas de agora, Eu tinha nessas delícias De minha mãe as carícias E beijos de minhã irmã!
Livre filho das montanhas, Eu ia bem satisfeito, Da camisa aberta o peito, - Pés descalços, braços nus - Correndo pelas campinas A roda das cachoeiras, Atrás das asas ligeiras Das borboletas azuis!
Naqueles tempos ditosos Ia colher as pitangas, Trepava a tirar as mangas, Brincava à beira do mar; Rezava às Ave-Marias, Achava o céu sempre lindo. Adormecia sorrindo E despertava a cantar!
Oh! que saudades que tenho Da aurora da minha vida, Da minha infância querida Que os anos não trazem mais! - Que amor, que sonhos, que flores, Naquelas tardes fagueiras A sombra das bananeiras Debaixo dos laranjais!