Arthur Schopenhauer não morreu. Sua obra continua imortal e não merecia virar nome de um blog ridículo. Mas o que se esperar de um fã dele que passa os dias ouvindo Sex Pistols e Village People?
Assistindo pela enésima vez Alta Fidelidade e vendo Rob Gordon explicando todas as manhas - corretas, diga-se de passagem - em como gravar uma boa fita K7, fiquei com saudades e quase derramo umas lágrimas.
Com o advento do mp3, a morte dos walkmans - nem são mais vendidos -, acabou-se um dos grandes prazeres da minha vida: gravar uma boa fita de 90 minutos.
Como o mundo é cruel.
Vendo o filme comigo - pela enésima vez, também - Naiá comentou como era curioso a loja ter mais vinil do que cds. E os vendedores vendiam e pegavam apenas LPs.
O filme nem é tão velho e já sinto saudades desses tempos. Meu valente aparelho de som 3 em 1 chegou a gravar mais de 1.300 fitas dessas, quase todas numeradas e catalogadas em um velho caderno, tirando as que dei para internautas, amigos, amigas, etc...
E agora não tem mais como ouvir, como gravar, nada. Só o chato mp3, queimar cds, tudo muito sem graça, artificial.
Depois da vaga na Copa dos Campeões via Tottenham, meu outro time na Europa dá outra alegria. O sempre complicado Atlético de Madrid foi campeão da primeira edição da Liga da Europa, ex-Copa da UEFA.
Eu tinha três times na Europa, mas desde que o Milan foi vendido para aquele mafioso e tinha o evangélico de merda, desisti dele. Porém, continuei com três times, afinal, ainda tenho o Celtic, que só me deu desgosto esse ano, embora menos que um certo verde da capital paulista.
Mas tá bom demais. Valeu, Atlético!
Agora quero Inglaterra x Argentina na final da Copa do Mundo.
Em meio a uma chuva torrencial na noite de ontem, Naiacy e eu estamos esperávamos o ônibus na UFMA e víamos os coletivos passarem lotados e sem parar.
Enquanto a água caía, um carro pára e recolhe um garoto com carinha de burguês imbecil. Ele entra no carro, faz um cara de desprezo àqueles que ficam esperando o ônibus do tipo "até, seus pobres!".
O carro acelera, dá ré para sair pelo outro lado. O orelha do motorista não tem senso algum de direção, deixa o automóvel descer. Fico olhando, espantado, porque o carro está em cima de uma caixa de cimento e um chapa de aço e atrás há um desnível de uns 50 cm com o chão. Se ele não acelerar, as rodas traseiras ficarão no ar e não terá como tracionar o veículo e arrancar, ficando preso. Será um vexame. Adivinhe o que aconteceu?
Bingo!
Imagine a cena agora: quatro bostinhas saem do carro, com a roda traseira esquerda no chão, mas não a da direita, com o assoalho colado na chapa de aço e sem ter como sair. Divertidos, vamos olhar quando um aluno da Naiacy tira um cam e diz: "isso vai pro meu orkut!"
O mané-piloto resolve que o carro tem que sair de qualquer jeito e o acelera mais. A tampa de metal, se afasta, se enfia ainda mais no assoalho, cola no carro de vez e deixa a situação ainda mais crítica porque a roda traseira esquerda já não está mais tão firme no chão.
Como isso acabou?
Bicho, no exato minuto em que o menino se descabelava e não aceitou minha sugestão de chamar um guincho, apareceu o ônibus. Foi minha vez de fazer um cara de desprezo pro babaca que quis nos ridicularizar.
E o ônibus arrancou. Sem dar ré e tão pouco ficar preso.