quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Bukowski

Filhos-da-puta de primeira são sempre bem vindos. Infelizmente, morrem logo, por isso, temo pela minha vida. E, entre todos, nada melhor do que Charles Bukowski. Após reler Chandler, peguei meus três romances de Bukowski; entra uma risada e ótimas horas de diversão - quem precisa de televisão? -, percebo como escrever é uma das cinco coisas mais maravilhosas do planeta; as outras quatro são Naiacy, música, filmes e comida e são nessa ordem, ou apanho.

Bukowski é dono de um humor ácido e um dos mestres da língua afiada, arte que adoro. Woody Allen, Chandler foram outros que me ensinaram muito. "É, sua cara está realmente inchada, mas ao menos disfarçará sua feiúra" ou "Você é tão excitante quanto eletro-choque" são frases ditas por esses malucos, que as recitam enquanto escovam os dentes ou bocejam. Classudas.

Eu jamais quis ser algum deles, mas sempre desejei ter um talento literário e dinheiro igual a esses caras. Bem, isso eu não tenho, porém, ao menos, sou mais bonito que eles.

Ou você acha esse sujeito um pitéu????

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Abrigo

Nada de novo no front mundial; a oposição tenta cavar uma crise pra Lula, que cava uma na seleção brasileira, que cava uma pro Luxemburgo, que me irrita por ainda ficar no meu time.

Como ando sem paciência para ler, tento retomar o hábito da melhor maneira que conheço, através de um romance policial. Assim, Raymonde Chandler me salva e proporciona momentos agradáveis. A leitura sempre foi uma válvula de escape.

Certa vez, menino, fiquei doente nas férias de julho - fazia um frio maluco - e coloquei uma pilha de livros ao lado da minha cama. Valia tudo: Charles Darwin, Agatha Christie, Georges Simenon, Sidney Sheldon e livros da Biblioteca do Exército, uns 15 volumes, no total. Riram quando viram a pilha. Ficaram assustados quando, cinco dias depois, a renovei. A leitura sempre foi um ótima amiga, sempre me dá abrigo.

Ah, sim, falando em dar abrigo...