quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Frase do dia

O Corinthians poderia fazer uma parceira com o outro time de Liverpool. Só tem Everton nesse time! (frase de Pedro Damian)

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Trilha-sonora do dia

Não espere vida fácil ao ouvir esse CD e muito menos se assistir o DVD. O último show da turnê de Ziggy Stardust - Ziggy Stardust And the Spiders from Mars - The Motion Picture Soundtrack -, gravado em Londres no ano de 1973, é assunto para corajosos e iniciados.

Primeiro, porque David Bowie saiu da obscuridade com um de seus personagens mais inquietos ou sombrios. Talvez apenas Thin White Duke tenha sido mais sinistro, embora chamado de nazista pelo interesse incomum que Bowie tinha sobre o tema.


Ziggy foi um murro no estômago do rock setentista: um ser magrelo, de cabelos vermelhos, com cara maligna cantando sobre dor, sexo, androginia, solidão, suicídio, drogas, vida alienígena e que se assumiu ser bissexual em uma entrevista para um semanário inglês. E isso não era pouca coisa por volta de 72, 73...

The Fall and Rise of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars não figura entre os meus cinco discos favoritos de sua extensa disografia, mas confesso que esse disco ao vivo - lançado originalmente em 1982 - está entre os meus favoritos entre os live albuns.

Entre outras coisas, Bowie faz releituras apaixonadas - e apaixonantes - de "My Death", de Jacques Brel e de "White Light/White Heat", do Velvet Underground. E é sempre importante e fundamental ressaltar o primoroso trabalho do guitarrista Mick Ronson, o mais perfeito parceiro de David e que tirou solos furiosos e inesquecíveis com sua Gibson.

Os dois romperiam em seguida e a paz entre eles só seria selada após 20 anos. Ronson foi uma das estrelas do ótimo e injustamente esquecido disco Black Tie White Noise, lançado por Bowie, em 1993. Infelizmente, Ronson já estava acometido de um câncer que o mataria meses depois.

Se algum dia o rock chegou perto de Schopenhauer foi com Ziggy. E Bowie acertou em cheio ao matar o personagem no palco, para sempre, nesse dia. Aliás, Bowie não era mais Bowie; era Ziggy e seu fim seria tão triste como o de seu personagem. Nesse caso, porém, o criador foi mais forte que a criatura.

Que bom.

Mística é para poucos

Títulos qualquer time pode ter. Torcida, idem. Mas, mística? Não, não isso é para poucos, muito, muito poucos. Uma das razões pelo qual sou palmeirense é porque o Palmeiras é místico. Quantas vitórias impossíveis, tiradas do fundo da alma com palitinho meu alviverde não conseguiu mesmo nos anos de jejum?

Além do Palmeiras, apenas o time dos gambás possuem isso em SP. E o que eles fizeram ontem foi a prova de que com mística não se brinca. Avisei aqui em casa que os bambis seriam espancados ontem. Riram de mim. Tadinhas. Eu sabia que isso ia acontecer. Não porque tenha mudado de lado, não fiquei louco ou perdi meu gosto refinado. Era por causa da mística.

Os gambás são bacanas - tirando aquela ala de macacos assassinos igual à Mancha Alviverde etc -, pois são pessoas que sempre acreditam. Não há nada mais gostoso do que tirar um sarro deles; ficam furiosos mas aceitam. Diferente dos bambis que jamais possuíram um pingo de humor e a cada dia se parece mais com nossa abjeta classe média tucana.

Gambás são como macumba - podem ser feios e malcheirosos, porém, antes de tudo, indispensáveis para criarem a lenda e o sincretismo do futebol brasileiro.

Quando as arquibancadas eram democráticas era uma delícia ver um Dérbi. Quando foram campeões em 77 vi gente da minha família chorar e se ajoelhar. Parecia que alguém tinha superado um câncer. Na minha ignorância de oito anos de idade e ainda desinteresse por futebol tive a ousadia de perguntar "pai, o que é um Corinthians que te deixou tão feliz?".

É por isso que há apenas um - e somente um - clássico que valorizo: contra eles. Ali estão as grandes histórias de amor e dor; ali estão marcadas a ferro, fogo, lágrimas, sangue e paixão os imortais e os esquecidos.

Por isso, acompanhei o jogo de ontem e fiquei até um pouco... digamos assim... você sabe... um pouco, quando vi os bambis se foderem...

Afinal, eles podem até levarem o título e tal... mas mística... Isso é algo que apenas os escolhidos têm...

domingo, 7 de outubro de 2007

Libertadores ou Copa do Brasil?

A vitória sobre o Grêmio trouxe ao Palmeiras uma situação que ninguém sequer sonhava: o time pode terminar o campeonato com o vice-campeonato, afinal o Cruzeiro soma 51 pontos e nós 50.

Muitos estão eufóricos com a possibilidade de Libertadores. Eu não. Prefiro a Copa do Brasil. Pensamento pequeno? Não, apenas mais realista. A Libertadores traz alguns benefícios: mais dinheiro, mais prestígio nacional e internacional e valorização do time e patrocinador. Em compensação, temos um técnico ainda inexperiente, um elenco mediano e sem nenhum atacante qualificado e pouco dinheiro para se reforçar até lá.

A Copa do Brasil é um torneio mais simples, onde jogarão, teoricamente os "refugos", que serão Grêmio, Internacional, Vasco etc...

A não-classificação para o torneio sul-americano deve implicar na demissão de Caio Júnior - o que não acho de todo ruim, embora o time não tenha ninguém em vista melhor do que ele, até pela falta de grana.

Um aspecto positivo seria que desde a nossa volta à Série A, em 2004, seria nossa terceira participação em Libertadores - 2005, 2006 e 2008 - o que mostraria que não somos tão lixos assim. Mas precisaríamos parar de cruzar com os bambis, porque perder deles já cansou. Mas também, já irritou cair perante ASA, Santo André e Ipatinga, em casa.

Considero que com um bom planejamento e alguns reforços podemos vencer a Copa do Brasil, recuperar a moral e começar o ano com mais paz. É uma aposta mais segura.

Agora, se for para escolher entre ser eliminado pelos bambis ou pelo Ipatinga em casa, eu prefiro nem ligar a TV.