quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Fatos e lendas

Em minhas andanças reais e imaginárias - tenho o costume de incorporar lendas em minha vida e, muitas vezes, acreditar nelas como se tivesse realmente acontecido a ponto de não conseguir, depois, separar ficção da realidade - aprendi muitas coisas da melhor maneira. E, muitas, aprendi da pior maneira.

Aprendi que a gente não pode trair quem se ama, mas nunca me ensinaram a amar. Aprendi que meninos têm que gostar de meninas, mas nunca me disserram o que se fazia quando eu ficava com raiva ou humilhado ao ser recusado.

E, também, ninguém me ensinou como não corar quando via alguém fazendo algo constrangedor. Sim, eu sofro de vergonha alheia e ao ver uma cena constrangedora em um filme, simplesmente colocava (e ainda coloco) uma almofada no rosto, de vergonha, e não vejo o mico, mudando de canal, quando possível, ou saindo da sala.

Minha mãe me ensinou a se portar na mesa. Levei umas garfadas na mão; não foi dela. Aliás, não me lembro se levei mesmo, mas sei que algumas pessoas faziam isso com os filhos. Seriam meus parentes? Não me lembro...

Me lembro - vagamente - das minhas andanças sozinho, pelas ruas de SP, nas horas em que deveria estar na faculdade. Gosto de acreditar que eram horas românticas e que eu vivia meus tempos de boemia. Mas sei que não era bem assim. Muitas vezes eram horas doídas, solitárias, sem ter com quem conversar e ia nas galerias só para puxar um papo, me sentir menos carente e espantar os barulhos que a noite trazia quando eu tinha insônia.

Eu também me lembro dos meus dias de redação, lembranças tão doídas. Gosto de fingir que fui mais feliz do que triste, mas quantas e quantas vezes fui trabalhar quando devia estar realmente de cama, dormindo, ou em tratamento...

E será que minha terapia teve tantos momentos felizes e úteis?


Pois é, as coisas vão ficando nebulosas e por mais que eu tente me esforçar algumas memórias me escapam. Pouco me lembro dos dias entre 2000 e 2001. Na verdade, sinto que várias vezes devo ter ido no piloto automático, pro Netgol, embora o pessoal me achasse bem, algo normal, pois não me conheciam direito.

Cara, eu tinha crises de ansiedade assustadoras e vomitava dentro do carro! Uma vez aconteceu isso, na Nove de Julho. Ainda bem que estava o maior trânsito e o carro parado ou eu tinha batido. E isso não é lenda. É verdade.


Nossa, isso tá dando medo!

Melhor parar.

Ano sabático

Para quem trabalha (ou trabalhou) no jornalismo esportivo sabe que não há nada mais abominável do que as férias de dezembro e janeiro, quando as notícias acabam e vive-se de especulação e boatos sem fundamentos.

Assim sendo, nesses dias, toma-se Vágner Love, a volta do Schumacher, retrospectivas e time que "acerta 99%" com fulano e depois desmente, quando o 1% reina absoluto. É muita mediocridade.


Mas as pessoas gostam disso, vende e é o que a maioria quer. E a mediocridade pulula, feliz.

O que tem ajudado é esse maluco campeonato inglês, que tem jogo até no sábado de madrugada, se deixar e com jogos sensacionais e com meu Tottenham sonhando com a Liga dos Campeões
(estamos em quarto!).

Rigorosamente não estou nem aí se o Love vai ou fica. Deixem ele ir logo pros cariocas verem o tamanho do bonde!

O Palmeiras me decepcionou tanto esse ano -
e não falo só da perda mais incrível da década, o Brasileiro - e o Belluzzo se mostrou tão baixo que nem quero mais saber o que vai acontecer.

Não fui eu quem fez a dívida, quem contratou o Toninho Cecílio como gerente (socorro!), que paga 400 mil por mês para um atacante que não faz nada, que paga outros 500 mil para um técnico desesperado em ir embora, que lambe a bunda da Traffic, que vê o Mustafá ganhar força dia após dia.

Eles que se fodam!

Estou me reservando no direito, às vésperas de completar 41 anos, de tirar um ano sabático (chique isso!) do Palmeiras.

Prometo não escrever uma linha em 2010. Vai ser duro, mas é compromisso, bem como cuidar mais da saúde e do meu casamento e ganhar um herdeiro.


Espero ter saúde e estar vivo daqui 367 dias
(1 de janeiro de 2011) para vir aqui e escrever: "promessa cumprida".

Quem viver, verá.

Momento U2

Uma das mais mais coisas mais sensacionais das reedições de clássicos discos em CDs, com faixas bônus e etc é o apuro na remasterização do som e nos extras - libretos, faixas a mais, etc.

Eu, que ando decepcionado com o novo U2, comprei esses dias as edições especiais de The Unforgettable Fire (1984) e The Joshua Tree (1987).

No Fire veio, no cd bônus, as quatro faixas do EP Wide Awake in America, de 1985, que traz a versão definitiva de "Bad" e a sensacional "A Sort of Homecoming", em versão mais curta do que a original.

Esses dois vídeos foram editados no VHS The Unforgettable Fire e que vêm de extra na edição importada, mas que aqui custa mais de 250 reais. Como ainda não sei se vou comprar, deixo os dois vídeos abaixos.

Há um terceiro vídeo, retirado do filme Rattle and Hum (mas não do disco), onde aparece a letra traduzida de "Bad", com inserções de "Ruby Tuesday" e "Sympathy for the Devil", ambas dos Rolling Stones.

Bom divertimento.





domingo, 27 de dezembro de 2009

Feriado longo

Não aguento mais esse feriado! E o pior é que há outro igual daqui cinco dias.

Natal sendo comemorado na quinta e na sexta e deixando os bebuns encherem meu saco com essas merdas de forró e axé tocados no talo, até domingo de noite, é pra pedir a conta.


Começa logo, 2010!