sábado, 16 de agosto de 2008

A falta que a preguiça faz...

Enquanto a patroa sai, em pleno sábado, para mais um dia de labuta (minha ídala número zero!), fico tomando café, escrevendo um pouco, antes de ir enfrentar uma bacia cheia de roupa, fazer o arroz e temperar o peixe pro almoço (preciso ajudar, certo?).

E aí, bate aquela moleza filadaputcha. Nem me preocupo em ver Brasil x Camarões (Galvão e Dunga, juntos, às 7 da manhã, é igual a culto evangélico pra mim....) e fico ouvindo música e criando coragem para acabar outra coluna.

Quando Naiá fica meio assim, cansada, cabecinha cheia, começo a falar para animá-la, logo ela que gosta de silêncio. E aí deito a falar dos anos 80, meu assunto preferido. E toca a elogiar a "década perdida" e meter língua na atual geração musical... É um bla bla bla sem fim, tadinha...

Então, façamos assim: não encho mais esse blog por hoje. Vou cuidar das roupas, em fazer o almoço e botar um sorrisão na cara para recebê-la e enchê-la de carinho quando chegar.

Afinal, ela pode ter preguiça, mas não está tendo tempo para usá-la.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Ei, Puttin, vá tomar no cú!

Ninguém Precisa Da Guerra (Ira!)

Como se fosse fácil entender
uma pessoa tão cheia de vida
já não sei se me entende
já não sei se te entendo
não quero nada!
você espera algo?
não fuja do bom humor
de pessoas tolas
como se fosse fácil entender
que preciso de paz
não preciso da guerra
NINGUÉM PRECISA DA GUERRA!
o jovem pode levantar
cedo com um sorriso toda manhã

Walking on Sunshine

Anos atrás, fiz uma entrevista e troquei emails com Katrina Leskanich, voz da minha música favorita dos anos 80, "Walking on Sunshine". Depois disso, ainda fiz amizade com o guitarrista da banda, Kimberley Rew. E ambos me mandaram cds autografados, de presente!

Pois bem, perdi o contato com ambos, mas eis que, aparece uma mensagem dela no meu perfil do myspace!!! WOW!!!

Beijos pra ela. E para começar bem o weekend....


quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Tolices

"Jovens, envelheçam!" (Nelson Rodrigues)
"Juventude, desperdiçada pelo jovens" (Oscar Wilde)

Ah, como é bom ser jovem. Como é bom ter sonhos, com é bom se sentir apaixonado, ser apaixonante e ter ideais. Como é bonito andar pelas ruas com as mãos nos bolsos da calça, um pensamento fixo te atormentando e um olhar de dúvida. E ainda chamam isso de desperdício e pedem para que envelheçamos antes da hora! Nem fodendo!

Como são bonitos os hinos cantados com copos de cerveja na mão, com amigos e lágrimas nos olhos. Como é bonito fazer de cada verso uma verdade definitiva sobre sua vida. As resoluções "definitivas", as verdades nunca ditas antes, as esperanças que batem no seu peito ansioso. Ah, a juventude!

Pegue um pedaço do seu passado, corte-o em várias fatias e guarde-os em vários compartimentos do seu coração. Ele serão úteis no futuro, quando se sentir amargurado, os cabelos começarem a cair, a falta de grana virar crônica e as utopias desabarem feito um castelo de cartas.

Fique com as lembranças e mandem Nelsons e Oscars pro inferno. Tudo são tolices! E como é bom ser tolo, em algum momento, de nossa vida. Jovens, sejam jovens!

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Loucura

Em algum momento da minha vida eu achei que era louco. "Ha!", dirão alguns, "você ainda tem dúvida se é louco, Rubão?"

Pois é, eu tenho, sim. Mas, entre 1998 e 2001, eu não tinha mesmo e temia ter virado um vegetal de tanto remédio, terapia e por estar tão anestesiado que nem conseguia sentir minha mente.

Foi um período nebuloso e, sinceramente, alguns meses simplesmente sequer me lembro de um segundo; logo eu, que sempre tive memória fotográfica. O que me lembro é de sempre ir trabalhar cheirando à prescrição médica. Efexor, Haldol, Diazepan e sei lá o que mais. Meses de agonia, de medo, de incertezas, de bipolaridade.

Não sei quantos passaram pela sensação de sentir que os neurônios fervem e perde-se a capacidade de pensar. Tudo que se quer é dormir, dormir, dormir... 12, 14, 16 horas por dia.

Porém, como tudo na vida, isso passa. Pode deixar seqüelas ou não. Às vezes sinto que sobraram algumas e me sinto tão desconfortável como se fosse explodir. Mas, também, pode ser apenas a crise de meia-idade.

Seja como for, a vida é assim. Não ficarei um recluso como Syd Barrett, mas jamais terei um milésimo de seu talento para encantar e prender a atenção.

Triste Syd, a grande alma do Pink Floyd. Como em "Jugband Blues". Acho que ele devia saber o que era sentir coceira no cérebro, sentir as sinapses queimarem.

Sabia, Syd? Eu sei.