sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Parabéns, Palmeiras

Como palmeirense há mais de 30 anos e incontáveis frustrações marcadas no lombo, sei exatamente quando o time vai me deixar na mão.

Em regra, há duas ocasiões que me deixam apavorado: ou quando jogamos na data, ou muito próximo ao aniversário do clube, ou quando enfrentamos um time pequeno, em casa, com estádio lotado, dependendo apenas de nossas forças para nos classificarmos.

A primeira vez que a segunda hipótese me aconteceu, foi no dia 2 de abril, de 1983.

O Palmeiras estava na segunda fase do Brasileiro e tinha caído num grupo com o Flamengo, Tiradentes e Americano, do Rio.


Após a histórica vitória por 3x1 em cima do time do Zico, o time chegou na última rodada disputando o primeiro lugar do grupo com eles. Para ficar na ponta seria fácil: bastava vencer o frágil Americano, no Parque Antarctica.

Com mais de 32 mil presentes, apertamos, sufocamos, perdemos gol incríveis e um 0x0 após 90 minutos.

Saímos invicto daquela fase - 3 vitórias e 3 empates -, mas, em segundo e pegamos o "grupo da morte", na terceira fase, com Santos (vice-campeão), Vasco e Náutico. Acabamos em terceiro, após empate na útima rodada, com o Vasco, em 0x0.


Em dia de aniversário me lembro de uma derrota de 3x1 pro Cruzeiro, em 2004, quando completamos 90 anos. E me lembro de outras derrotas ou eliminações no mesmo período.

Por isso, quando fizemos 2x0 ontem, não me animei muito. Apenas pedia para que Jumar ou Márcio Careca não marcassem, já que Diego Souza tinha feito um gol cagado, quase de costas, no primeiro jogo. Chega de tomar gol de ex-jogadores medíocres!

E veio o gol do Jumar.

E veio a bola na trave do Valdívia, aos 43 minutos do segundo tempo. E um gol do Marcos Assunção que me deu mais raiva do que alegria, porque o juiz apitou após logo depois, sem dar nova chance.

É por isso que sempre digo: ser palmeirense não é apenas torcer para um time. Ser palmeirense é uma vocação e saber que, assim como a vida, muitas vezes essa paixão não é correspondida.

Aprendi que aqueles que mais amamos são os que mais nos magoam. Devo amar muito o Palmeiras, então...

Ainda assim: Parabéns, Palmeiras, pelo seus 94 anos.

Mas, por favor, não joguem mais perto do aniversário!

terça-feira, 23 de agosto de 2011

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Tucanaram a cirrose!

Tucanaram a cirrose! Se fosse pobre, a doença do Sócrates seria cirrose. Como é o "Doutor da Democracia Corintiana", é hemorragia gástrica. Mais PSDB, impossível!

E eu falo de isso sem sustos. Em uma matinê, em 1982, meses antes da Copa da Espanha, eu vi - ninguém me contou, eu vi com os meus olhos míopes - Sócrates saindo da Recreativa, arrastando as pernas e sendo amparado em cada braço por seus irmãos Raimar - então pivô da Arberisa - e um juvenil do Botafogo, de nome Raí, a menos de um metro de mim.

Me lembro também de um comentário que ouvi de alguém passando na hora: "É esse aí a nossa esperança, na Espanha?"

Em um dos meus primeiros bailes noturnos de carnaval, acho que em 1987, fui cumprimentar um amigo que estava na mesa dele. Sócrates estava bêbado e me ofereceu um gole de sua garrafinha de uísque. Quente e horrível, por sinal.

Sócrates foi sócio de um bar em Ribeirão, o Bye Bye Brasil - acho que o nome era esse, inspirado no filme - e dizem, as más línguas, fechou porque ele secou o estoque.

Não desejo sua morte, mas se tem um cara que tem tudo para ter cirrose esse é o Doutor.

Sem censura

Sendo assim, curtam!


Duran Duran - Girls On Film [Uncensored] por hushhush112