sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Trilha-sonora do dia

Em 1996, eu e Bertolotto fizemos uma matéria sobre a cidade de Athens, durante os jogos olímpicos de Atlanta.

Athens seria a sede dos jogos de futebol e a cidade é famosa por ser berço de universidades, além de lar do B-52's e do R.E.M. E nós tentamos justamente uma entrevista com o grupo de Michael Stipe que lançaria semanas depois o excelente New Adventures In Hi-Fi.

Não é necessário dizer que não conseguimos entrevista alguma (embora eu tenha dito agora). Ainda assim, guardo recordações carinhosas dessa matéria e do disco, que comprei logo que saiu. Canções delicadas, como é o caso de "E-bow the Letter", com Michael dividindo os vocais com a mua Patti Smith, além de "Leave", minha favorita. Um baita disco, um baita tempo.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

O melhor de todos os tempos...da semana

Quando Pete Sampras se aposentou, o mundo foi unânime: o tênis estava de luto, pois o norte-americano era o maior de todos os tempos e praticamente inalcançável. Pois, nem o cadáver começou a esfriar e todos viraram os olhos para o novato suíço Roger Federer. Com 12 títulos de Grand Slam, não há dúvidas: Sampras era o maior de todos os tempos. O título agora é de Federer.

Pois no ano passado, quando o levantador Maurício disse adeus às quadras, a ladainha: "lá se vai o maior de todos, inigualável, etc"... até surgir Ricardinho, para muitos, esse sim, o maior de todos os tempos.

E não é que agora o "maior de todos os tempos da vez" é o espanhol Fernando Alonso?
Se conseguir o tricampeonato no Brasil, Alonso o fará com 26 anos, cinco anos a menos que Senna, o mais jovem tricampeão da história e de Michael Schumacher, o segundo nesse quesito.

Eu me sinto uma vítima daquela piada do coelhinho que vira para a parceria e diz: "vai ser bom, não foi?"

Ô gente boa, estamos falando do heptacampeão mundial, com 90 vitórias e quase todos os recordes da categoria! Alonso tem um tremendo potencial, mas falta muito asfalto para ele chegar perto do alemão.

Enfim, a cada semana temos agora um novo "melhor de todos os tempos".

Poucos se fixam ainda nesse ponto. Talvez o mais difícil de ser igualado seja Kasparov, mas isso só acontece porque esse bundão sempre fugiu de me enfrentar, temendo o meu temível xeque-pastor.

E para você, quais são os novos melhores de todos os tempos atuais? Façam suas apostas!

Pilotos de verdade...


GP Brasil de 1975 - Pace (1º) e Emerson (à esquerda, em 2º)


GP Brasil de 1986 - Piquet (1º) e Senna (2º)

Se fosse o Rubinho...

Estranho mundo da F-1 e da nossa covarde imprensa. Veja o caso de Felipe Massa: conseguiu ser o lanterna do Mundial e ainda teve contrato renovado 14 meses antes para ficar na Ferrari.

Num campeonato em que apenas os pilotos da McLaren e Ferrari aspiravam algo, Massa mostrou-se um bundão: inferior tecnicamente à Rubinho, metido, mas jamais é criticado pela mídia brasileira, talvez por ser apadrinhado de Schumacher. E como o alemão desdenhava o Rubinho...

Massa é medíocre e a Ferrari vai entrar em baixa total, ainda mais se Jean Todt sair. Sobrará o gostinho de pilotar a Ferrari e sempre ter algo para reclamar. E veremos Alonso, Hamilton, Heidfeld brigando por títulos...

Ah, mas se fosse o Rubinho...

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

O que é mais feio?

... perder do Celtic ou dar uma de Rojas, ex-goleiro bambi? Que final de carreira melancólico, Dida.

Rádios virtuais

Já que não se pode falar de música, pode-se ouvir. Não sou um grande assíduo de rádios virtuais, mas é quase um milagre - às vezes dá até vontade de abandonar o ateísmo, mas essa vontade logo passa - poder ouvir um zilhão de programas de rádio via net.

Devia ser muito mais chique ouvir essas rádios com aqueles antiquíssimos aparelhos de ondas curtas que pareciam um mala de 100 kg, mas é realmente muito bacana poder ouvir tudo hoje com qualidade sonora impecável. E o melhor de tudo isso é que você não precisa ser disciplinado com o horário. Se perdeu o programa, basta ir ao site e ouvi-lo mais tarde.

Me lembro de um texto emocionante de Donal Gallagher contando que seu irmão Rory saia correndo da escola e ia voando até chegar em casa para não perder alguns programas de country, jazz e blues da BBC. Naquela época, deixemos claro, não havia internet. Se perdesse o programa só na outra semana; às vezes, só no outro mês.

Foi dessa maneira que se construiu a base musical não só de Rory Gallagher, mas de Van Morrison - emocionalmente também ouvir seus relatos desesperados de tentar sintonizar a Rádio Luxembourg quando rapazola -, John Lennon, Bob Dylan, etc. Não havia tecnologia, mas havia idealismo. Um idealismo que os fez perseguirem os sons que mudariam não apenas uma geração, como também um planeta. Ideologia essa que faz um falta miserável nos dias de hoje e que muitos acham papo de velho e saudosista.

Eu sou. Luto pela minha. E lamento não poder mais imaginar novos Rorys correndo para casa afim de ouvir seu programa predileto.

Novos tempos...argh!

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Música

Estou com muita saudade de conversar sobre música. Escrever e ouvir não são suficientes para aplacar essa vontade. E esse é um dos problemas em morar numa cidade estéril em que só se ouve axé, forró e música gospel.

Para compensar tenho visto alguns filmes que adoro, como Quase Famosos ou até Alta Fidelidade. Mas não é o suficiente. Até converso sobre isso por msn com alguns ou com artistas que teimo em entrevistar e publicar no meu site ou ainda em algumas listas de músicas com vários amigos (virtuais).

Mas não é o suficiente. Como não é suficiente ter apenas dois ouvidos e 24 horas por dia para ouvir música.

Eu só reclamo, cacete!

Disco do dia: Aladdin Sane (1973), de David Bowie

domingo, 14 de outubro de 2007

9 = 11? Para Mamadeira, sim...

Na vida, o que separa os grandes dos pequenos não são pequenos detalhes; são os grandes. Mamadeira ainda não aprendeu isso, assim como o Palmeiras desaprendeu. Ontem, mais uma vez ele mostrou como se deve (e não) jogar com o Santos. Ou com alguém como Luxemburgo.

Após dois empates com o time praiano em dois clássicos, Mamadeira deveria ter aprendido o básico: quando se pode matar um rival em clássico deve-se ser implacável. E Mamadeira não sabe como fazer isso. E o Palmeiras também se esqueceu.

O jogo começou muito bem, com Paulo Sérgio atuando surpreendentemente atrás dos zagueiros, com Pierre fixo no meio e Makelelê correndo por três. Valdívia era marcado de perto, mas Caio fazia a diferença. O primeiro tempo terminou apenas 1x0 porque atuamos com nove, já que Rodrigão e Luiz Henrique são mais mamadeiras futebolisticamente falando do que o original.

O problema era o segundo tempo. Era óbvio que Luxemburgo iria mexer no time. A pergunta que deixo no ar é: não pode um treinador mexer no esquema tático mesmo tendo vencido o primeiro tempo na casa do adversário? Estava claro que o Santos não iria voltar igual.

Algumas mudanças eram possíveis: uma era a entrada de Francis no lugar de Rodrigão. Ficaríamos com 10, e Caio seria um segundo atacante. A segunda - que faria mais meu estilo - era voltar com Francis e Luís no lugares dos dois "zeros", ficando Luís fixo na área, Caio de armador e Valdívia de segundo atacante, que puxaria seu marcador para a defesa e abriria um clarão no meio. Dessa maneira, o time teria um losango no meio, que poderia ser um quadrado, com Francis e Pierre ficando mais na marcação e Caio e Makelelê na criação.

É tudo hipótese, até porque não sou técnico e ninguém lê isso. Mas Mamadeira precisa aprender que bom resultado para time grande em clássico só existe um: VITÓRIA. Empate só serve se estiver com um a menos.

Bom, então preciso torcer meu braço, afinal atuamos bom tempo do jogo com nove. Mas será que nem contar até 11 Mamadeira aprendeu?