Fernando Cesarotti será pai. Também acho que a criança não merecia isso, mas fazer o quê, ela nem sabe ainda, coitada.
Como bom amigo, estou ajudando-o a escolher um nome para o rebento. Como bom palmeirense - assim espero - qual nome você indicaria?
a) Alexandre Rosa Darinta
b) Vicent Arenari Majoub
c) Fernando Palaia II
d) Galeano Denys
e) Alejandro Aguirregaray Mancuso (futuro beque de qualquer time do Dunga)
f) Roberto Murtosa Benevides (dono de vários jornais, com o indefectível bigodinho...)
escolha o seu...
sábado, 21 de fevereiro de 2009
domingo, 15 de fevereiro de 2009
O Everest de Serra
Esse não é um blog político, mas vendo as últimas notícias para a sucessão presidencial de Lula, é possível ver como funciona a oposição no Brasil e os ricos.A oposição no Brasil resume-se ao PSDB e ao DEM, partidos fracos em votos e de muita briga interna. O PSDB, aliás, merecia uma análise psiquiátrica, tamanha as contradições internas e brigas que abriga.
Os tucanos até hoje não conseguem engolir e perdoar Alckmin pela votação ridícula no segundo turno para a Presidência. Como é possível um candidato ter MENOS VOTOS numa eleição com dois candidatos do que na primeira, com quase uma dezena?
A resposta tem duas variáveis:
a) Geraldo Alckmin é um homem sem carisma e sem experiência em campanhas políticos.
b) o eleitor tucano é o mais volátil que há e não vê problema algum em votar no PSDB, ou no DEM, PMDB e - se a ocasião pedir - no PT.
Um estrago imenso. E que ficou maior ainda, porque dois nomes sonhavam com a luta contra Lula: os governadores de SP, José Serra, e o de MG, Aécio Neves.Apesar de não serem grandes nomes em um âmbito nacional, Serra e Aécio são dois homens de grande prestígio em seus estados.
Serra ficou tão irritado com Alckmin que resolveu apoiar o inexpressivo Gilberto Kassab, candidato à reeleição à prefeitura de São Paulo, contra o candidato do partido, justamente Geraldo Alckmin.
Resultado: Kassab ganhou sua primeira eleição política e Alckmin nem foi pro segundo turno, praticamente encerrando sua carreira dentro do partido. A situação para o ex-governador paulista ficou tão ruim que quase mudou de legenda.
Serra mostrou força interna, mas os problemas estão apenas começando. Para sonhar com o Planácio do Planalto, Serra precisa superar uma montanha imensa, um verdadeiro Everest: o próprio Presidente da República, Lula.
Apesar da intensa campanha anti-Lula perpetuada por ele e pelo DEM, Lula é simplesmente o presidente mais popular e querido da história do Brasil, com índices de aprovação acima dos 80%.
Hábil, Lula vem construído uma reputação internacional de estadista, e foi um dos grandes opositores do ex-presidente George W. Bush, pleiteando uma cadeira no fechadíssimo Conselho de Segurança da OTAN.
Em tese, ele conseguiria fazer até o síndico de seu prédio ser o novo presidente. E Lula já escolheu a nova "síndica": Dilma Roussef, mulher de passado guerrilheiro, mas um dos pilares de sua administração.
Além de Lula, de Alckmin e da falta de eleitores fiéis, Serra tem que se virar contra o neto do falecido presidente Tancredo Neves, Aécio. Solteiro, rico, boa pinta, Aécio aprendeu os caminhos tortuosos da política.
Sabedor que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não é simpatizante de Serra, Aécio começa a costurar uma aproximação dele e de FHC com a atual administração Lula. Aécio conseguiu uma improvável aliança com o PT em Minas Gerais para eleger o atual prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, rachando ainda mais o partido.
Aécio sabe que dificilmente terá o apoio de Lula para a próxima campanha presidencial. Porém, é mais jovem que Serra, menos cabeça-dura e tem muito tempo e paciência - algo que falta ao governador paulista - para ser o próximo candidato ao Palácio do Planalto.
Isso, se Lula, não quiser voltar após eleger Dilma. Fazer um sucessor é o grande sonho do atual presidente, principalmente após ver o PT se esfacelar em recentes escândalos e deixá-lo sem um sucessor natural.Para piorar, o PMDB, principal partido da base de Lula, conseguiu fazer os presidentes do Senado e Câmara dos Deputados, José Sarney e Michel Temer. E, no seu discurso de posse, Sarney mandou um recado bem claro: "estou muito decepcionado com o PSDB". Mais chuvas e trovoadas pela frente.
Para tentar apazoiguar o PSDB paulista e diminuir a força de Aécio, Serra se aproximou de Alckmin, dando a ele uma pasta no seu governo. Serra também quer mostrar que um apaziguador e sabe costurar alianças, um de seus pontos mais fracos.
Porém, a entrada de Alckim deixou Aécio Neves extremamente irritado, vendo a manobra que o governador paulista sonha.
Pelo visto, Serra e o PSDB ainda vão ficar mais longe de Brasília. O que agradeço imensamente.
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