
Após um dia difícil, ontem, e uma noite penosa pra dormir, acordei como se tivesse tomado um porre, completamente quebrado e exausto.
Foi tão complicado sair da cama, que não consegui acompanhar a Naiacy em nosso percurso matinal, até o ponto de ônibus, onde, às 6h30, se encaminha ao trabalho. Com dor no coração, não consegui completar minha prazeirosa missão diária.
Ao voltar, dei uma deitada e logo levantei, após uns 40 minutos rolando na cama, inutilmente.
Aproveitei para ver meus e-mails e entrei no
blog do Cesarotti, com seus vários links para outros sites. Entrei no site do Luís Nassif e comecei a ler o Dossiê Veja.
Logo me desinteressei: odeio a revista, o dossiê era longuíssimo e um tanto cacete e assunto chato às 8 da manhã não iria me ajudar em nada.

Voltei pro quarto e acabei pegando, novamente, um livro de Jack Kerouac, que tanto gosto:
Os Vagabundos Iluminados.
Kerouac é um escritor um tanto ingênuo em suas idéias, mas seu espírito livre lembra o de Thoreau e é sempre bom ver alguém dizer
"sim" à vida, embora ele tenha dito "não" após a fama, morrendo cedo, bêbado, reacionário e parecendo um chinelão velho.
Vagabundos Iluminados discorre sobre o budismo e é muito interessante ver jovens idealistas vivendo e pregando o que acreditam, uma utopia aconchegante em um mundo atual tão carente delas.
Não é a melhor leitura do mundo, mas muito mais reconfortante do que ler podridões dos nossos meios de comunicação.
Eu, que sou um semi-vagabundo e temo ficar sem luz artificial por mais do que dois minutos, não desprezei o livro, embora também não saiba porque goste tanto dele.
No fundo, sou tão -
ou bem mais, aposto - ingênuo que Kerouac.
Que bom.