sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Frases do dia

"Quanto mais gosto da humanidade em geral, menos aprecio as pessoas em particular, como indivíduos."

"Decididamente, não compreendo por que é mais glorioso bombardear uma cidade do que assassinar alguém a machadadas."

"Tenho de proclamar a minha incredulidade. Para mim não há nada de mais elevado que a idéia da inexistência de Deus. O Homem inventou Deus para poder viver sem se matar.
"

"A maior felicidade é quando a pessoa sabe porque é que é infeliz."


Fiódor Dostoievski (1821-1881)

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Vagabundos Iluminados

Após um dia difícil, ontem, e uma noite penosa pra dormir, acordei como se tivesse tomado um porre, completamente quebrado e exausto.

Foi tão complicado sair da cama, que não consegui acompanhar a Naiacy em nosso percurso matinal, até o ponto de ônibus, onde, às 6h30, se encaminha ao trabalho. Com dor no coração, não consegui completar minha prazeirosa missão diária.

Ao voltar, dei uma deitada e logo levantei, após uns 40 minutos rolando na cama, inutilmente.

Aproveitei para ver meus e-mails e entrei no blog do Cesarotti, com seus vários links para outros sites. Entrei no site do Luís Nassif e comecei a ler o Dossiê Veja.

Logo me desinteressei: odeio a revista, o dossiê era longuíssimo e um tanto cacete e assunto chato às 8 da manhã não iria me ajudar em nada.

Voltei pro quarto e acabei pegando, novamente, um livro de Jack Kerouac, que tanto gosto: Os Vagabundos Iluminados.

Kerouac é um escritor um tanto ingênuo em suas idéias, mas seu espírito livre lembra o de Thoreau e é sempre bom ver alguém dizer "sim" à vida, embora ele tenha dito "não" após a fama, morrendo cedo, bêbado, reacionário e parecendo um chinelão velho.

Vagabundos Iluminados discorre sobre o budismo e é muito interessante ver jovens idealistas vivendo e pregando o que acreditam, uma utopia aconchegante em um mundo atual tão carente delas.

Não é a melhor leitura do mundo, mas muito mais reconfortante do que ler podridões dos nossos meios de comunicação.

Eu, que sou um semi-vagabundo e temo ficar sem luz artificial por mais do que dois minutos, não desprezei o livro, embora também não saiba porque goste tanto dele.

No fundo, sou tão - ou bem mais, aposto - ingênuo que Kerouac.

Que bom.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

"Tô contigo e não abro, Linus!"

Até onde a certeza e a coerência vão na nossa vida? Essa é uma pergunta que não me atrevo mais a tentar responder. Aliás, quanto mais penso, menos prefiro responder pergunta alguma. Esse é o conselho que deveria seguir, mas tropeço nos meus próprios erros e nas minhas limitações.

Quando garoto, ficava em casa deitado no chão, vendo tv, com os pés na porta de um armário embutido grande, abaixo do aparelho. Às vezes, abria a porta e colocava os pés lá dentro para me esticar um pouco. Via de tudo e muito.

Essas são algumas das raríssimas boas lembranças que guardo da infância. É claro que era rapidamente interrompida, geralmente aos berros pelo meu pai: "sai do chão, Rubinho e tira o pé daí, vai acabar com o móvel. Vai estudar, vai jogar bola, mas saia desse chão!"

Eu saía, mas assim que podia, voltava. É ruim ser mandado como um iô-iô, não poder ficar pensando na vida, curtindo um tempo. "A vida é dura e ser adulto não é fácil", sempre me disseram. Mais um motivo então para meter o pé no armário e ver televisão; eu era criança.

E não foi tão inútil assim esse tempo. Durante anos fui repórter esportivo e boa parte da minha memória foi criada ali, deitado e vendo e ouvindo falarem sobre futebol, tênis, etc. Mas, aí você envelhece, o dinheiro rareia e vez por outra acabava ouvindo "por que não ia estudar ao invés de ficar com o pé no armário, esparramado na sala de televisão?"

Durante anos isso me incomodou - e por essas linhas, percebe-se que não superei de todo -, mas hoje a coisa fica mais fácil: não telefono mais e nem dou chance de me encherem com isso.

E sabe o que mais? Naiacy faz isso no quarto quando assistimos filme. E, inconscientemente (Freud explica), tenho vontade de dar uma bronca nela. Mas, logo lembro daquele menino assustado e prefiro me aninhar a ela e cobri-la de beijos e carinhos.

Como diria minha esposa, nessa hora a gente só pode concordar com o famoso personagem do Snoopy, Linus van Pelt: "Eu gosto da humanidade, só não suporto as pessoas..."

Kick Out the Jams, motherfuckers!

O MC5 foi uma das mais desprezadas bandas dos anos 60 e 70, mas sem eles e os Stooges não haveria, por exemplo, o punk rock. Aqui, um presente duplo: um raro fotograma dos Stooges, em 1968. Reparem a energia atômica de Iggy e observem de onde Ian Curtis e outros pegaram a famosa dança dos braços.

A seguir, vem o MC5 na famosa gravação que resultaria no disco de estréia, o esporrento ao vivo Kick Out The Jams. Infelizmente, há uma figura horrorosa abrindo e fechando o filme, mas isso é compensado no segundo vídeo, onde eles botam pra foder...

Kick Out the Jams, motherfuckers!



segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Celso Roth e seu complexo de vira-lata

Grêmio campeão com Celso Roth???? HA HA HA HA!!!!!!


Tão bagunçado

Eu quero você aqui no meu quarto
Eu quero você aqui
Vamos ficar cara a cara
e eu vou deitar no meu lugar favorito

E agora eu quero ser seu cachorro
agora eu quero ser seu cachorro
agora eu quero se seu cachorro
vamos lá!