Um dos mais belos momentos dos anos 80...
sábado, 18 de outubro de 2008
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
O pai do Rodrigo Borges
E, reza a lenda, interpretando uma canção de temática homossexual...
Rods, explique-se!
Rods, explique-se!
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Jornalismo
Durante os anos em que trabalhei no jornalismo - mesmo na Folha de S. Paulo - assinava o Estadão. Não era o melhor jornal do mundo, mas era nota 5 e bem melhor do que aquele esgoto que pagava o meu salário.
Desiludido com a profissão, em vários aspectos, cancelei minha assinatura, em 2000 ou 2001. Foi a melhor coisa que fiz. Desde então, o periódico virou um lixo ainda maior.
Militei na área por oito anos. Não fiquei rico, famoso, não ganhei prêmios, nem tirei diploma de jornalismo, mas fiz alguns bons amigos. E, lamento, sinceramente, ver essas pessoas atoladas num lamaçal igual ao do nosso congresso.
O jornalismo esportivo no Brasil é horroroso, nojento, escrito por gente semi-analfabeta, com formação cultural ridícula e comandado por editores passivos, covardes e que obedecem as secretarias de redação cada vez mais. Não se faz mais jornalismo; hoje é uma assessoria de imprensa escarrada e de péssima qualidade, incluindo aqui os blogs "especializados". Não sobra quase nada.
A semana traz um clássico que passou dos limites da rivalidade e virou ódio: Palmeiras x São Paulo. E o que fazem jogadores, técnicos, torcedores e dirigentes? Jogam gasolina na fogueira. E o que faz a imprensa? Uiva, feito lobo faminto, para ter mais sangue, mais provocação esdrúxula.
Há anos que digo - não sou o único - que lotar redações com jornalistas novos, sem bagagem, com baixos salários e demitindo os mais experientes e com visão crítica, seria a morte do nosso jornalismo.
Nunca mais comprei jornal impresso, pois basta ler as matérias nos sites de jornalismo, quando se acha algo para ler.
Tomo aqui, a liberdade de copiar o comentário que coloquei no blog do Laguna, no post sobre o Choque-Rei:
"Laguna, você sabe que apesar de sermos cordiais rivais e te considerar um ótimo jornalista, cada vez mais me enojo com nossa imprensa esportiva, uma das piores do mundo, junto com a espanhola e inglesa.
Essa lenga-lenga entre jogadores e técnicos do Choque-Rei é explorada por urubus famintos e repórteres novatos e despreparados, que sem saber como buscar a notícia verdadeira, se vende ao barato e escandaloso.
É claro que haverá confrontos entre as torcidas antes, durante e depois do jogo; é claro que haverá expulsões e reclamações contra o árbitro; é óbvio que Rogério Ceni e Kléber serão os mais xingados. A questão é: precisa disso? o mundo já não está suficiente animalizado?
Enfim, torço pela vitória do meu alviverde por 2x0, mas sei que o jogo renderá 10 dias de manchetes pros urubus de plantão. Por essa razão não compro jornais há mais de 10 anos e me orgulho disso.
abração."
Se o jornal reflete nossa sociedade, às vezes sinto uma puta vontade de fazer igual ao personagem do Jô e pedir "me tira o tubo!".
Mas não seria melhor "tirar o tubo" da nossa imprensa????
Desiludido com a profissão, em vários aspectos, cancelei minha assinatura, em 2000 ou 2001. Foi a melhor coisa que fiz. Desde então, o periódico virou um lixo ainda maior.
Militei na área por oito anos. Não fiquei rico, famoso, não ganhei prêmios, nem tirei diploma de jornalismo, mas fiz alguns bons amigos. E, lamento, sinceramente, ver essas pessoas atoladas num lamaçal igual ao do nosso congresso.
O jornalismo esportivo no Brasil é horroroso, nojento, escrito por gente semi-analfabeta, com formação cultural ridícula e comandado por editores passivos, covardes e que obedecem as secretarias de redação cada vez mais. Não se faz mais jornalismo; hoje é uma assessoria de imprensa escarrada e de péssima qualidade, incluindo aqui os blogs "especializados". Não sobra quase nada.
A semana traz um clássico que passou dos limites da rivalidade e virou ódio: Palmeiras x São Paulo. E o que fazem jogadores, técnicos, torcedores e dirigentes? Jogam gasolina na fogueira. E o que faz a imprensa? Uiva, feito lobo faminto, para ter mais sangue, mais provocação esdrúxula.
Há anos que digo - não sou o único - que lotar redações com jornalistas novos, sem bagagem, com baixos salários e demitindo os mais experientes e com visão crítica, seria a morte do nosso jornalismo.
Nunca mais comprei jornal impresso, pois basta ler as matérias nos sites de jornalismo, quando se acha algo para ler.
Tomo aqui, a liberdade de copiar o comentário que coloquei no blog do Laguna, no post sobre o Choque-Rei:
"Laguna, você sabe que apesar de sermos cordiais rivais e te considerar um ótimo jornalista, cada vez mais me enojo com nossa imprensa esportiva, uma das piores do mundo, junto com a espanhola e inglesa.
Essa lenga-lenga entre jogadores e técnicos do Choque-Rei é explorada por urubus famintos e repórteres novatos e despreparados, que sem saber como buscar a notícia verdadeira, se vende ao barato e escandaloso.
É claro que haverá confrontos entre as torcidas antes, durante e depois do jogo; é claro que haverá expulsões e reclamações contra o árbitro; é óbvio que Rogério Ceni e Kléber serão os mais xingados. A questão é: precisa disso? o mundo já não está suficiente animalizado?
Enfim, torço pela vitória do meu alviverde por 2x0, mas sei que o jogo renderá 10 dias de manchetes pros urubus de plantão. Por essa razão não compro jornais há mais de 10 anos e me orgulho disso.
abração."
Se o jornal reflete nossa sociedade, às vezes sinto uma puta vontade de fazer igual ao personagem do Jô e pedir "me tira o tubo!".
Mas não seria melhor "tirar o tubo" da nossa imprensa????
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Mel
Graças à internet, achei um dos filmes mais raros em DVD para se abaixar, A Taste of Honey.Dirigido em 1961 por Tony Richardson, a peça de Shelagh Delaney - escrita em 1958 - é a favorita de Morrissey, ex-cantor dos Smiths.
É claro que foi por esse motivo que me motivei a comprar o livro e o antigo VHS, importado, sem legenda. Mas não sabia que ia gostar tanto durante esses 20 anos.
A Taste of Honey é um dos filmes chaves da geração Angry Young Men (nesse caso Angry Young Woman, pois Shelagh é mulher), que começou no final dos anos 50, na Inglaterra.
O filme retrata a vida miserável de uma menina de nome Jo, filha de uma prostituta, e que fica grávida de um marinheiro negro, ao mesmo tempo em que sua mãe se manda para casar com um homem mais jovem (Peter).Abandonada, começa a trabalhar e divide a casa - e sua vida - com um jovem homossexual, Geoffrey.
O texto de Shelagh é curto, com tiradas espirituosas, maldosas, retrata a dureza da vida da classe trabalhadora de Manchester.
O final é triste, duro e fez a fama da atriz Rita Tushingham, que venceu o prêmio de melhor atriz, em Cannes, no ano seguinte, e também da BAFTA. E ainda tive que ouvir de um expert, o dono da 2001 Vídeo, que não conhecia o filme e que, por isso, deveria ser um filme de "segunda classe". "Entendido" o sujeito...
Quem for abaixar, precisar fica esperto, porém, para não achar um pornô de mesmo nome. Veja se o filme traz alguma referência ao ano, diretor, etc para não se enganar.A Globo chegou a passar esse filme duas vezes, no Domingo Maior, com legendas e tudo, nos anos 80 e 90.
É impossível conseguir o filme em VHS e mais difícil ainda em locadoras. Felizmente o consegui abaixá-lo e converter para DVD. Um ótimo presente pra dias pessoais tão duros.
PS: em mais um exemplo de sincronia, li que o filme foi relançado, em DVD, dois dias atrás, dois dias depois deu baixá-lo.
Jung explica. Talvez.
domingo, 12 de outubro de 2008
Kubica neles!
Nunca vi uma dupla de trapalhões, na F-1, como Lewis Hamilton e Felipe Massa. É lamentável saber que um dos dois deverá ser o novo campeão mundial.
O "novo Senna", como se apadrinha o inglês, é uma besta. Perdeu o título do ano passado sozinho e está repetindo a dose agora. É horrível, afobado, com cara de emo, não tem nervos, só velocidade. Resumindo: um Mansell tostado e piorado.
Já o "amiguinho do alemão" é outra besta: falta aquela centelha que Senna e Piquet carregavam. Quando não erra, a equipe o fode. Você se lembra de Brabham, Williams e McLaren ferrando os nossos campeões? Tirando a lambança de 86, quando a Williams mandou Piquet voltar para trocar pneu, não. Custou o título ao brasileiro e nunca mais ele permitiu que alguém repetisse algo assim.
Já, Kubica, tem um carro bom, mas não ótimo. É bom piloto, mas não fora-de-série.
No entanto, é consistente, vai somando seu pontinhos e vendo pelo espelho as burrices dos dois "campões".
Kubica lembra Prost, em 86, Haikkonen, em 2007 e está comendo pelas beiradas. É o mais regular da temporada. Está longe de ser um Fernando Alonso, o único gênio da categoria, mas em uma temporada com Débi e Lóide à sua frente, pode aprontar.
E quer saber? Tem a minha SOLIDARIEDADE. Acelera, polonês, acelera!
O "novo Senna", como se apadrinha o inglês, é uma besta. Perdeu o título do ano passado sozinho e está repetindo a dose agora. É horrível, afobado, com cara de emo, não tem nervos, só velocidade. Resumindo: um Mansell tostado e piorado.
Já o "amiguinho do alemão" é outra besta: falta aquela centelha que Senna e Piquet carregavam. Quando não erra, a equipe o fode. Você se lembra de Brabham, Williams e McLaren ferrando os nossos campeões? Tirando a lambança de 86, quando a Williams mandou Piquet voltar para trocar pneu, não. Custou o título ao brasileiro e nunca mais ele permitiu que alguém repetisse algo assim.
Já, Kubica, tem um carro bom, mas não ótimo. É bom piloto, mas não fora-de-série.No entanto, é consistente, vai somando seu pontinhos e vendo pelo espelho as burrices dos dois "campões".
Kubica lembra Prost, em 86, Haikkonen, em 2007 e está comendo pelas beiradas. É o mais regular da temporada. Está longe de ser um Fernando Alonso, o único gênio da categoria, mas em uma temporada com Débi e Lóide à sua frente, pode aprontar.
E quer saber? Tem a minha SOLIDARIEDADE. Acelera, polonês, acelera!
Assinar:
Postagens (Atom)