sábado, 12 de junho de 2010

Pitacos do dia

Dois favoritos estrearam hoje.

No primeiro jogo, Argentina x Nigéria, tivemos uma boa partida, com momentos inspirados do time que os brasileiros mais temem.

Maradona deu toda a liberdade a Messi que poderia ter feito uns dois gols e facilitado mais a vida da seleção.


Diego mostrou que não é tosco e parece estar aprendendo as manhas do cargo. A seleção mostrou uma boa evolução - embora, com alguns problemas de posicionamento - e dispõe de material humano para melhorar.

Particularmente, acho uma insesatez não ter convocado Cambiasso e Zanetti. Com um dos dois ao lado de Mascherano, e Verón mais solto, o time ganharia ainda mais força e consistência.

La Brujita atuou abaixo do que sabe, errando passes e, por vez, trombando com Messi e Di Maria.

O benfiquista - futuro merengue - esteve apagadíssimo. Talvez a possível mudança de ares tenha o afetado. Se for assim, pode perder a vaga para Maxí Rodríguez.

Não fosse o goleiro nigeriano, a Argentina teria goleado. O 1x0 ficou de bom tamanho.

A Inglaterra preocupa. Primeiro, Fabio Capello entra com um time totalmente anti-Dunga, sem volantes, contra os norte-americanos.

Com a lesão do ótimo Barry (Manchester City), apostou em fixar Gerrard e Lampard, deixando Milner e Lennon criarem as melhores jogadas pelos lados para o lento Heskey e o sempre perigoso Rooney.

Mas Lampard pouco joga de primeiro volante no Chelsea e quando precisou nessa temporada - com as contusões de Obi Mikel e Michael Essien - rendeu pouco.

Por isso, o técnico Carlo Ancelotti fixava o alemão Michael Ballack na posição, deixando Lampard mais livre para flutuar. O resultado foi que ele foi um dos destaques do título inglês, marcando incríveis 22 gols, recorde para ele.

Gerrard é ainda mais débil na marcação. Na atual temporada, muitas vezes atuava como um segundo atacante ou um ponta-de-lança em um destroçado Liverpool desde a saída de Xabi Alonso. Marcar já não é mais com ele.

O mais natural seria a entrada do bom Carrick (Manchester United) na cabeça de área, fixando Gerrard mais à direita, Lampard ao centro e James Milner (Aston Villa) na esquerda, com Rooney e Heskey à frente. Ou optar pela entrada de Aaron Lennon (Tottenham Hotspur) pela direita, Lampard ao centro e Gerrard, na esquerda.

A Inglaterra começou com mais força, mas há muito que os EUA deixaram de ser um time primário.

Com bom toque de bola de Donovan e de Dempsey, o time foi apertando os ingleses e chegaram ao empate graças a um frango inacreditável do horrível Robert Green, do West Ham.

O English Team apresenta um fraco preparo físico e poderá sofrer ainda mais se Ledley King não se recuperar da contusão muscular na virilha, já que Jamie Carragher (Liverpool) está em uma fase descendente e Michael Dawson (Tottenham Hotspur) - chamado para o lugar de Rio Ferdinand - jamais atuou pela seleção.

É bom abrir o olho ou não vai longe. Capello tem enormes problemas. O que vai ajudá-lo é que o grupo é pouco competitivo. Porém, nas fases seguintes, tudo muda de figura.

A história das Copas

Nos intervalos da Copa, aproveito para assisitir os jogos que abaixei dos Mundiais. Quinta à noite esperava a Naiacy acabar de dar na UFMA assistindo a final de 1974, entre Alemanha Ocidental x Holanda.

Um jogo de encher os olhos, com Beckenbauer comandando a virada alemã enquanto Cruyff se desesperava em campo, a ponto de tomar um cartão amarelo no intervalo da partida, por reclamar de uma falta em um companheiro.

Nesse momento assisto a surra que a Holanda deu no Uruguai, também, em 1974. Bem disse Pedro Rocha que os 20 minutos iniciais foram um pesadelo.

Na verdade, os 90 minutos foram um martírio. Enquanto o Uruguai jogava naquele jeito lento e cadenciado dos latinos, a Holanda parecia uma locomotiva e não deu chance alguma.

Ainda estou abaixando a Copa de 1974 - a Holanda é fetiche - mas já tenho algumas de 1970, incluindo a final. Em breve, abaixarei a semi entre alemães e italianos.

Ah, o futebol...

EN-GER-LAND!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Por que a Alemanha será campeã


1966 - vice (perdeu a final por dois gols de diferença: Inglaterra, 4x2. Helmut Haller foi o vice-artilheiro, com 6 gols).

1970 - terceira colocada e artilheiro da Copa (Gerd Müller, com 10 gols). Eliminada nas semifinais pela Itália.

1974 - bicampeã (enfrentou a Austrália na fase de grupos), 20 anos após seu primeiro título.

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2002 - vice (perdeu a final por dois gols de diferença: Brasil, 2x0. Miroslav Klose foi o vice-artilheiro, com 5 gols, ao lado de Rivaldo).

2006 - terceira colocada e artilheiro da Copa (Miroslav Klose, com 5 gols). Eliminada nas semifinais pela Itália.

2010 - tetracampeã (enfrentará a Austrália na fase de grupos), 20 anos após seu tricampeonato.

Trilha-sonora do dia

Janis e Big Brother & the Holding Company no festival de Monterey, em 1967.

Nem Mama Cass, na platéia, acreditava no que estava ouvindo...


Considerações da Abertura

1 - África do Sul x México na abertura da Copa é como fazer um festival de Rock e mandar o CPM 22 e a Pitty serem as primeiras atrações.

2 - O time do México seria melhor não tivesse tanto mexicano.

3 - Será que algum dia Parreira ganhará uma partida de Copa sem ser com a seleção brasileira?

4 - E não é que os sul-africanos conseguiram sofrer um gol do Rafa Marquez? Agora só falta sofrer um do Henry e também do Aguirregaray....

5 - Pelo menos gostei da transmissão. Afinal, não vi por nenhuma emissora brasileira.

E disse o mestre...

A culpa é minha e eu coloco ela em quem eu quiser - Homer Simpson.




Idéia gentilmente cedida por raspa de tacho empreedimentos e participações S/A.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

O cotevelo chegou!


Agora faltam somente um cérebro, a cabeça, os braços, as pernas, um coração....

E, PARABÉNS, BELLUZZO POR CONVIDAR O TRAFICANTE BELO PARA APRESENTAR O NOVO REFORÇO. VOCÊ CONSEGUIU SE SUPERAR DESSA VEZ!


COMO É QUE NINGUÉM HAVIA PENSANDO NISSO ANTES, HEIN?

terça-feira, 8 de junho de 2010

Trilogia Millenium

Menon tinha postado no blog dele uma resenha sobre o filme OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES sobre uma hacker sueca Lisbeth Salander, inspirado na trilogia Millenium, do escritor e jornalista sueco Stieg Larsson, que morreu enquanto escrevia o quarto livro, em 2004, um ano antes do primeiro deles ser publicado e sem conhecer o sucesso.

É um fenômeno com mais de 27 milhões de cópias vendidas.

Pois bem: descobri que já fizeram também o filme da segunda parte,
A MENINA QUE BRINCAVA COM FOGO.

Entendo bem porque o filme e livro faz sucesso: a estrela é a garota, na verdade, uma mulher de 28 anos, de 1,50 m e 40 kg - como define um policial que vai prendê-la no segundo filme - e a película tem toneladas de sexo, violência, cenas de sadismo, viradas inesperadas no roteiro, edição ágil etc.

Mas, sinceramente, não consigo gostar de um filme assim, acho que o mundo - e eu particularmente - não precisa de uma história dessas.

O final do segundo filme é freudiano demais, muito deprimente. Stieg não parece gostar muito de relacionamentos familiares e mergulha o personagem principal em uma complicada trama que envolve os nazistas na Segunda Guerra Mundial, a Guerra Fria e até espiões que fugiram da União Soviética e um assasino que mistura o Drago, de Rocky III, com o Homem dos Dentes de Aço, da Série James Bond.

Fosse menos mirabolante e violento, seria mais bacana.


Mas se Elvis lançou um disco com o título 50 milhões de fãs não podem estar errados, imagino que os 27 milhões darão pelota alguma pros meus comentários.

Ao menos, abaixei de graça e não fui até o cinema. E já os deletei.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Saudosismo

Sempre acordo melancólico às segundas, nunca soube dizer o porquê.

Pois bem, resolvi colocar o DVD de A Taste of Honey e fui vasculhar na Amazon uns livros de rock maneiros que eu tinha e perdi tudo. Foi duro achar os nomes, mas alguns encontrei, outros não.


Particularmente achei esse do Jimi Hendrix que tem uma história bem curiosa.

Por volta de 1998 eu estava em Ribeirão e fui convidado pelo Adriano para ir ao lançamento de um livro qualquer em uma livraria escondida.

Manja lançamento de gente dura, que só vai para comer e beber os quitutes oferecidos pela editora e não vende nada?

O dono da livraria estava inconsolável quando eu bati o olho na vitrine dele e vi esse livro de Jimi.

Uau, fotos lindas, toda a discografia - oficial e pirata - com capa dos discos e tudos. O preço era um merreca, algo em torno de 25 reais. Comprei, pulando de alegria.
Agora reencontro-o e nem tenho dúvidas: mês que vem irei importá-lo.

Nada com um pouco de saudosismo para alegrar o peito.

domingo, 6 de junho de 2010

Som do silêncio

Tem tudo a ver como minha atual incapacidade de escrever algo.