Arthur Schopenhauer não morreu. Sua obra continua imortal e não merecia virar nome de um blog ridículo. Mas o que se esperar de um fã dele que passa os dias ouvindo Sex Pistols e Village People?
No primeiro jogo, Argentina x Nigéria, tivemos uma boa partida, com momentos inspirados do time que os brasileiros mais temem.
Maradona deu toda a liberdade a Messi que poderia ter feito uns dois gols e facilitado mais a vida da seleção.
Diego mostrou que não é tosco e parece estar aprendendo as manhas do cargo. A seleção mostrou uma boa evolução - embora, com alguns problemas de posicionamento - e dispõe de material humano para melhorar.
Particularmente, acho uma insesatez não ter convocado Cambiasso e Zanetti. Com um dos dois ao lado de Mascherano, e Verón mais solto, o time ganharia ainda mais força e consistência.
La Brujita atuou abaixo do que sabe, errando passes e, por vez, trombando com Messi e Di Maria.
O benfiquista - futuro merengue - esteve apagadíssimo. Talvez a possível mudança de ares tenha o afetado. Se for assim, pode perder a vaga para Maxí Rodríguez.
Não fosse o goleiro nigeriano, a Argentina teria goleado. O 1x0 ficou de bom tamanho.
A Inglaterra preocupa. Primeiro, Fabio Capello entra com um time totalmente anti-Dunga, sem volantes, contra os norte-americanos.
Com a lesão do ótimo Barry (Manchester City), apostou em fixar Gerrard e Lampard, deixando Milner e Lennon criarem as melhores jogadas pelos lados para o lento Heskey e o sempre perigoso Rooney.
Mas Lampard pouco joga de primeiro volante no Chelsea e quando precisou nessa temporada - com as contusões de Obi Mikel e Michael Essien - rendeu pouco.
Por isso, o técnico Carlo Ancelotti fixava o alemão Michael Ballack na posição, deixando Lampard mais livre para flutuar. O resultado foi que ele foi um dos destaques do título inglês, marcando incríveis 22 gols, recorde para ele.
Gerrard é ainda mais débil na marcação. Na atual temporada, muitas vezes atuava como um segundo atacante ou um ponta-de-lança em um destroçado Liverpool desde a saída de Xabi Alonso. Marcar já não é mais com ele.
O mais natural seria a entrada do bom Carrick (Manchester United) na cabeça de área, fixando Gerrard mais à direita, Lampard ao centro e James Milner (Aston Villa) na esquerda, com Rooney e Heskey à frente. Ou optar pela entrada de Aaron Lennon (Tottenham Hotspur) pela direita, Lampard ao centro e Gerrard, na esquerda.
A Inglaterra começou com mais força, mas há muito que os EUA deixaram de ser um time primário.
Com bom toque de bola de Donovan e de Dempsey, o time foi apertando os ingleses e chegaram ao empate graças a um frango inacreditável do horrível Robert Green, do West Ham.
O English Team apresenta um fraco preparo físico e poderá sofrer ainda mais se Ledley King não se recuperar da contusão muscular na virilha, já que Jamie Carragher (Liverpool) está em uma fase descendente e Michael Dawson (Tottenham Hotspur) - chamado para o lugar de Rio Ferdinand - jamais atuou pela seleção.
É bom abrir o olho ou não vai longe. Capello tem enormes problemas. O que vai ajudá-lo é que o grupo é pouco competitivo. Porém, nas fases seguintes, tudo muda de figura.
Nos intervalos da Copa, aproveito para assisitir os jogos que abaixei dos Mundiais. Quinta à noite esperava a Naiacy acabar de dar na UFMA assistindo a final de 1974, entre Alemanha Ocidental x Holanda.
Um jogo de encher os olhos, com Beckenbauer comandando a virada alemã enquanto Cruyff se desesperava em campo, a ponto de tomar um cartão amarelo no intervalo da partida, por reclamar de uma falta em um companheiro.
Nesse momento assisto a surra que a Holanda deu no Uruguai, também, em 1974. Bem disse Pedro Rocha que os 20 minutos iniciais foram um pesadelo.
Na verdade, os 90 minutos foram um martírio. Enquanto o Uruguai jogava naquele jeito lento e cadenciado dos latinos, a Holanda parecia uma locomotiva e não deu chance alguma.
Ainda estou abaixando a Copa de 1974 - a Holanda é fetiche - mas já tenho algumas de 1970, incluindo a final. Em breve, abaixarei a semi entre alemães e italianos.
Menon tinha postado no blog dele uma resenha sobre o filme OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES sobre uma hacker sueca Lisbeth Salander, inspirado na trilogia Millenium, do escritor e jornalista sueco Stieg Larsson, que morreu enquanto escrevia o quarto livro, em 2004, um ano antes do primeiro deles ser publicado e sem conhecer o sucesso.
É um fenômeno com mais de 27 milhões de cópias vendidas.
Pois bem: descobri que já fizeram também o filme da segunda parte, A MENINA QUE BRINCAVA COM FOGO.
Entendo bem porque o filme e livro faz sucesso: a estrela é a garota, na verdade, uma mulher de 28 anos, de 1,50 m e 40 kg - como define um policial que vai prendê-la no segundo filme - e a película tem toneladas de sexo, violência, cenas de sadismo, viradas inesperadas no roteiro, edição ágil etc.
Mas, sinceramente, não consigo gostar de um filme assim, acho que o mundo - e eu particularmente - não precisa de uma história dessas.
O final do segundo filme é freudiano demais, muito deprimente. Stieg não parece gostar muito de relacionamentos familiares e mergulha o personagem principal em uma complicada trama que envolve os nazistas na Segunda Guerra Mundial, a Guerra Fria e até espiões que fugiram da União Soviética e um assasino que mistura o Drago, de Rocky III, com o Homem dos Dentes de Aço, da Série James Bond.
Fosse menos mirabolante e violento, seria mais bacana.
Mas se Elvis lançou um disco com o título 50 milhões de fãs não podem estar errados, imagino que os 27 milhões darão pelota alguma pros meus comentários.
Ao menos, abaixei de graça e não fui até o cinema. E já os deletei.
Sempre acordo melancólico às segundas, nunca soube dizer o porquê.
Pois bem, resolvi colocar o DVD de A Taste of Honey e fui vasculhar na Amazon uns livros de rock maneiros que eu tinha e perdi tudo. Foi duro achar os nomes, mas alguns encontrei, outros não.
Por volta de 1998 eu estava em Ribeirão e fui convidado pelo Adriano para ir ao lançamento de um livro qualquer em uma livraria escondida.
Manja lançamento de gente dura, que só vai para comer e beber os quitutes oferecidos pela editora e não vende nada?
O dono da livraria estava inconsolável quando eu bati o olho na vitrine dele e vi esse livro de Jimi.
Uau, fotos lindas, toda a discografia - oficial e pirata - com capa dos discos e tudos. O preço era um merreca, algo em torno de 25 reais. Comprei, pulando de alegria.Agora reencontro-o e nem tenho dúvidas: mês que vem irei importá-lo.
Nada com um pouco de saudosismo para alegrar o peito.