sábado, 26 de maio de 2012
O horror! de volta
Pobre de nós, felizes por seu fim. Aquela coisa medonha, marca-texto, uma desonra para o clube.
Mas um clube não é clube se não tiver seu Jason. Muito menos o Palmeiras!
Assim sendo, ela voltou.
O horror... o horror... o horror!
Foram
apenas dois LPs por uma major - a WEA -: Candy Apple Grey (1986) e o
álbum duplo perfeito, obsessivo, seminal; Warehouse: Songs and Stories
(1987) e o adeus, um ano depois.
Há ainda um póstumo LP gravado ao vivo - The Living End -, mostrando o quanto a banda era boa em cima do palco.
Quando deixaram a independente SST, o Dü foi xingado, chamado de vendido (hum... isso não é exatamente original), acusados de terem suavizado o som, etc ...
Realmente, o som estava mais redondo, polido... Ainda assim, que violência, que força!
Nenhuma banda "mainstream" tinha a contundência, a força e a honestidade desse ctrio.
Um ótimo exemplo é a primeira faixa de Candy Apple Grey, "Crystal", um belo exemplo do polimento sônico do Husker Dü...
Realmente, o som estava mais redondo, polido... Ainda assim, que violência, que força!
Nenhuma banda "mainstream" tinha a contundência, a força e a honestidade desse ctrio.
Um ótimo exemplo é a primeira faixa de Candy Apple Grey, "Crystal", um belo exemplo do polimento sônico do Husker Dü...
O horror!
Pobre de nós, felizes por seu fim. Aquela coisa medonha, marca-texto, uma desonra para o clube.
Mas um clube não é clube se não tiver seu Jason. Muito menos o Palmeiras!
Assim sendo, ela voltou.
O horror... o horror... o horror!
Morte na Rua Hickory
(na foto, Miss Lemon e Hercule Poirot)
Hercule Poirot franziu a testa.
- Srta. Lemon - chamou
- Pois não, Sr. Poirot.
- Há três erros nesta carta.
Sua voz denotava incredulidade. Aquela mulher horrível e eficiente nunca cometera erros. Nunca estivera doente, cansada, aborrecida ou equivocada. Não era, em absoluto, uma mulher. Era uma máquina - a secretária perfeita. Sabia tudo, enfrentava qualquer coisa. Era quem dirigia a vida de Hercule Poirot, e assim as coisas funcionavam como engrenagens. Ordem e método eram, há muitos anos, o lema de Hercule Poirot. Tendo George, seu perfeito criado, e a Srta. Lemon, sua perfeita secretária, ordem e método reinavam absolutos em sua vida. Como já se não faz nada como antigamente, não havia razão para queixas.
Ainda assim, naquela manhã, a Srta. Lemon cometera três erros ao datilografar uma simples carta e, pior, nem os notara. Para Hercule Poirot isto era sinal de que a Terra ainda era redonda.
Afastando o incômodo do documento, Poirot pensava: trata-se de um fato que não podia acontecer, mas aconteceu. Não estava aborrecido, apenas surpreso.
A Srta. Lemon apanhou a carta. Pela primeira vez na vida Poirot a via corar; um feio, profundo e indesejável corar que tingiu sua face até as raízes de seus cabelos fartos e grisalhos.
- Oh! meu Deus - exclamou. Não posso entender como, ou melhor, posso: foi por causa de minha irmã.
- Sua irmã?
Outro choque. Poirto jamais conceberia a possibilidade de que a Srta. Lemon tivesse uma irmã. Ou melhor, que tivesse pai, mãe e até avós. Era tão convicente mecânica - um verdadeiro instrumento de precisão - que pensar que tivesse sentimentos, ansiedades ou preocupações familiares, parecia-lhe ridículo. Era sabido que o coração e a mente da Srta. Lemon se voltavam totalmente, quando ela não estava trabalhando, para o aperfeiçoamento de um novo sistema de arquivos, que seria patenteado e levaria seu nome.
ESSA É A PRIMEIRA PÁGINA DO ROMANCE E QUE COPIEI NO EXATO INSTANTE EM QUE ABAIXO O FILME.
As adaptações com David Suchet como Poirot são infinitamente superiores feitas com Peter Ustinov, que criou um Poirot grosseirão, guloso, dado a piadas infames e sem um mínimo da simpatia e discrição do homem que ama suas células cinzentas.
E Miss Lemon e o indefectível mordomo George são dois personagens impecáveis, com quem Poirot trava curtos, mas memoráveis diálogos.
O livro dá de 10 no filme, como sempre. Se puder, aproveite os dois.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
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