sábado, 27 de setembro de 2008

Jung estava certo

Sincronicidade existe. Ontem a vivenciei, novamente.

Após fazer um post falando do Salsicha e contando como ele tentava empurrar cds de Iggy e dos Stooges pros clientes, dei de cara com um pacote inusitado. Em uma dessas revistas lixo de música, havia um CD + DVD de Iggy & The Stooges, ao vivo, na Bélgica, por incríveis R$ 7,90, chamado Escaped Maniacs (PS: essa é a capa da versão importada do DVD).

Fiquei com um pé atrás: show de 2005, mas me animei quando vi que tinha extras com entrevistas com cada um da banda.

Mamãe, que sensacional! Em 64 minutos de show, Iggy parece possuir turbinas no corpo. Impossível não ser contagiado com sua performance visceral.

A banda optou em tocar apenas os dois primeiros discos, deixando Raw Power de fora e fez uma senhora apresentação. Como estão em forma os velhinhos, acrescido do consistente e talentoso baixista Mike Watt, ex-Minutemen.

O melhor, no entanto, foram as entrevistas. 30 minutos com Ron Asheton, 20 com Scottie e 1 hora com a lenda em pessoa, Jim Pop. O único senão é que, mais uma vez, a versão do DVD brasileiro deixa a desejar, cortando vários extras do DVD original e com capa adulterada. Mas, por esse preço tá bom demais.

Maranhão é uma droga, mas vez por outra, o destino me ajuda.

E por falar em Salsicha, outra história, quase lenda...

Salsicha tinha sua mania, como todo doente. A pior delas - ou uma das, o cara era caso para Freud, Jung, Reich e Analista de Bagé, juntos - eram suas fitas cassetes.

Salsicha tinha um gosto parecido com o meu e do Carlos - nem tanto assim, na verdade.

Gostava de Television, Echo, Japan (foto), mas tinha um dom: só gravava as músicas mais chatas de cada artista.

E tinha um defeito irritante: as gravava em uma fita de 90 minutos e levava no bolso de suas horrorosas camisas para tocar na Sweet Jane.

A loja tinha um aparelho e todos eram autorizados a tocar seus discos: Carlos comandava 80% da ação com seus progs infindáveis, eu ficava com 10%, Gustavo com uns 5% e tinha, infelizmente, os 5% do Salsicha.

Não posso me lembrar da cena sem um calafrio: ele sempre usava alguma camisa com bolso. Por volta das 14h30, 15h, tirava daquele lugar do capeta, uma fita, pegava uma caneta e começava rebobiná-la, calmamente. Era pior do que pau-de-arara. E... a tocava.

Eram 90 minutos de dor, de depressão, de confessar crimes nem cometidos. Qualquer coisa, menos aquilo. Às vezes tinha a impressão que ele gravava os discos fora de rotação. "Não é possível, Marcelo, sua fita está com problema. A voz do Ian McCulloch não é desse jeito!".

A coisa era tão grave, que, certa vez eu cortei uma fita com tesoura.

Ele ficou puto, desconfiou de mim, mas como neguei com toda calma, começou a levá-las dentro do estojinho de acrílico e só tirava na hora de tocá-las.

Eram 90 minutos intermináveis. E viva a democracia!

Um dia, irritado, ele foi ao banheiro e deixou a fita lá. Carlos e eu trememos.

"Rubens, ele vai tocar Japan de novo. Eu não aguento mais, Rubens, faça alguma coisa!"
"Faça você, a loja é sua. Demita-o, caralho!"
Não, não tenho coragem. Faça algo por você, imploro!"

As merdas sempre caem no meu colo...

Não tive dúvidas. Peguei a fita e joguei atrás do móvel onde ficava o aparelho. Dei um olhar pro Carlos do tipo "a gente não sabe de nada."

Ele foi pro escritório e eu fui até a lanchonete pegar um refrigerante, a cinco metros dali, só esperando a merda acontecer.

"Rubens, viu minha fita?"
"Que fita?"
"A fita que deixei aqui."
"Não vi, Marcelo."
"Puta merda, cara, era minha fita especial do Japan, com lados Bs e um show raro! (socorro, senhor!)
"Você deixou aí mesmo?"
"Claro que deixei, fui até o banheiro e a coloquei aqui."
"Não deixou no banheiro?"
"Claro que não!"
"Bom, eu não vi."

"Carlos, viu minha fita?"
"Não, Marcelo."
"Meu Deus, minha fita, vou morrer, minha fita amada, ouço-a sem parar há uma semana. Não, por favor, quero minha fita!"

Senti que ele ia enlouquecer, mas aguentei firme. Carlos deu uma de patrão.

"Marcelo, controle-se, isso é um estabelecimento comercial. Sua fita não está aqui, você esqueceu em algum lugar."
"Não esqueci não, eu sei!" (ele babava a essa altura). Vou procurá-la no banheiro.

Cinco minutos depois, o segurança vem nos chamar. Marcelo está fazendo um barulho dos infernos no banheiro, revirando tudo e entrando até nas cabines onde as pessoas estavam quietas, se aliviando.

"O amigo de vocês está com algum problema. Poderiam ir tirá-lo de lá?"

Marcelo estava louco. Tão louco que não me deu alternativa. Peguei a fita e disse:
"Calma, Marcelo, a fita caiu do balcão e acho que você não percebeu. Acalme-se."

O rapaz quase chorou. Mas a gente não ia ouvir aquela fita nem fodendo, por isso pedi pra Carlos mandá-lo para casa e descansar. Contrariado, obedeceu.

Dias depois, o aparelho começou a dar, "estranhamente", problemas, no toca-fitas...

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

A melhor história do mundo!

Retirada do meu antigo blog, Efexor 75, de 29 de maio de 2003

Borboleta de papel e chá de cogumelo

Uma das histórias mais divertidas de minha vida e que me fez rir por semanas aconteceu na última semana de funcionamento da Sweet Jane.

Carlos quase não ficava mais por lá, apenas eu e Gustavo. Mas, em alguns dias, Carlos nos fazia companhia e ficávamos os três debruçados no balcão jogando conversa fora, enquanto os clientes fuçavam no que ainda tinha para ser vendido. Invariavelmente o papo passava pelo inimitável Salsicha, a pessoa mais esquisita, maníaca e cheirosa que conhecemos. O homem exalava um patchuli assassino, coisa de louco.

Bem, conversa vai, conversa vem e o Carlos me pede para que eu ligue para o Salsicha, afinal, a loja estava fechando e ele queria avisá-lo, já que, apesar dos pesares, tinha sido um bom funcionário e era uma pessoa de bem.

Avisei o Carlos que se fizesse isso, ele viria na hora.

"OK, não tem problema", falou.

Retruquei dizendo que teria que aguentar as idiossincrasias dele, mas Carlos, ainda assim, pediu. Lavei as mãos e liguei.

Cinco minutos depois, com sua calça, camisa batidas e aquele chaveiro para fora da calça que tanto me irritava, chegou na loja carregando duas sacolas de plástico com caixas. Do nada, sacou algumas preciosidades e mostrou sua nova invenção: borboletas de papel!

O relato que segue é verídico e só estou tentando ser o mais fiel possível, entre um espasmo muscular e outro. Aqui vai:

"Marcelo (nome real do parceiro do Scooby), o que é isso?",
"Carlos, descobri como ficar rico. Vou ficar tão rico e famoso que vou criar um projeto social com minhas borboletas e vou virar mártir quando for assassinado pelo criadores de borboleta do Sul do Brasil" (calma gente, o negócio ainda vai piorar...).
"Como assim, Salsicha, qual sua idéia?", perguntei.
"Rubens, está vendo essas borboletas de papel? Então, é o futuro. Veja a minha idéia: não sei se sabe, mas na Europa, pessoas pagam fortunas para terem molduras de vidro com borboletas mortas dentro. Incrível, mas rende uma grana imensa. Só que muitos desses vendedores estão começando a ser perseguidos pela polícia, por crime ambiental. Então o que pensei? 'E se eu fizer borboletas semelhantes, porém de papel, com xerox colorido? O efeito é o mesmo para quem vê e não tenho problemas com a polícia. Vou ganhar muito dinheiro a ponto de criar um projeto social para crianças pobres me ajudarem a fazerem mais borboletas e virar o maior exportador do mundo. O único problema é que vou criar vários inimigos que vão acabar mandando me matar. Mas aí serei um herói nacional, um mártir, entrarei para a história!'" (Eu juro por Deus que ele falou isso, devia ter cheirado todo o estoque anual de patchuli).
"E como você está comprando material para isso, não é caro?", perguntei.
"Ah, é caro sim, Rubens, eu gasto uma grana preta com xerox colorida e 14 horas para montar cada borboleta, mas eu arranjei um emprego em casa mesmo. Toda semana, faço uma faxina geral em casa e minha mãe me paga 100 reais mensais."

Bom, mas não terminou por aí: enquanto o Gustavo fugiu até o banheiro para rir, eu e o Carlos, fomos para o escritório da loja e pedimos, de propósito, para que o Marcelo cuidasse por alguns minutos da loja e atendesse os clientes que entrassem. Claro que ele topou. De dentro, eu virei para o Carlos e disse: "aposto um cd importado que em cinco minutos, ele vai empurrar para o primeiro cliente que chegar aquele disquinho do Stooges que está encalhado há meses".

Carlos retrucou que ele não faria mais isso e topou a aposta. Foi como tirar pirulito de uma criança: com sua habitual pose de colocar as mãos para trás, Salsicha começou a seguir o freguês que nem perdigueiro, foi até o disquinho, que até ele mesmo sabia que não havia sido vendido e fulminou: "o senhor conhece os Stooges, banda proto-punk do Iggy Pop?"

Eu sentei no chão junto com o Carlos e rimos até não poder mais. Saímos de trás quietos, e Salsicha começou a conversar conosco como se nada tivesse acontecido. De repente disse para o Carlos que tinha abandonado por um tempo suas poesias concretistas e que estava compondo novas letras para sua banda.

Com a maior candura, pedi para que cantasse alguma das letras, enquanto me mandava para a lanchonete ao lado, junto com o Gustavo. Excitado, começou a berrar com sua voz horrorosa e em alto bom som, versos absurdos, até chegar ao clímax, urrando "Chá de cogumelo, chá de cogumelo!", enquanto Carlos ouvia em choque e todo o edifício (era um prédio comercial) correu até a loja para ver o que se passava.

A cena era hilária: um japonês, de óculos, em choque e um loiro espigado, fazendo gestos grandiloqüentes e berrando. Depois do recital, acabou voltando para sua casa, enquanto nós três, entre risos e chocados, tentávamos digerir aquilo tudo.

Três dias depois, a loja fechou, organizei uma festa para os clientes antigos e por quem passava. É claro que Salsicha apareceu. É claro que cantou de novo, só que para uma nova "platéia": Marcelo Nova, ex-vocalista do Camisa de Vênus e freguês da loja.

O resultado: bem, era Salsicha cantando e Marcelo fazendo mímica de uma guitarra. Impagável. Por onde andará Salsicha?

"Só um segundinho, pai...."

Saio de casa correndo, até o ponto de ônibus, na avenida, a mais de 500 metros de casa, ofegante pela subida. A 50 metros do destino e sabendo que minha amada estava à minha espera, sou parado por um sujeito de cavanhaque.

"E aí pai, tudo bem, me dê só uns segundos. Vim aqui pedir sua ajuda, vote em mim pra prefeito. Você não mora aqui na Cohab? Então, sou vizinho seu, aqui do Cohatrac. Conto com sua ajuda, muito obrigado."

O tal "pai" era eu - é como os estranhos tratam as pessoas do sexo masculino por esses lados - e o "pedinte" era o deputado federal Cléber Verde, em uma carreata sem sentido na avenida mais importante do bairro, ao meio-dia.

Eu devia ter sido mais humano e parado uns 10 segundos, olhá-lo nos olhos e ter dado a atenção devida. Mas não o fiz. Tava preocupado com minha esposa, exausta após um dia de trabalho e que ainda labutará de tarde e de noite.

Não foi assim que minha mãe me educou, mas ela nunca disse também que um candidato a prefeito iria me parar numa esquina da vida, ao meio-dia, enquanto eu suava feito um porco (palmeirense 100%!) e via a minha esposa, na parada, esperando o maridão.

Se alguém quiser votar nele, o número é 10. Não é muito coerente com o candidato, mas...

Como você usa sua sensibilidade?

Tá certo, o mundo conspira contra e passei uma noite em claro, culpa - em parte - dos pernilongos e também porque li o livro Fahrenheit 451, muito mais assustador que o filme. Mas isso não me impede de ter sentimentos bons pela manhã.

O mundo tá de ponta cabeça, temos outra eleição para escolhermos os bandidos que nos governarão e nada farão, mas isso não me irrita mais, até porque deixei de votar, só justifico. E estou plenamente satisfeito com esse arranjo.

Por isso, minha sensibilidade, um tanto arranhada nos últimos tempos, vai se mantendo quase intacta. As pessoas viraram fumaça, tenho olhos apenas para quem amo e pro dia-a-dia. É uma das poucas maneiras que encontrei de manter a mente calma e a espinha ereta.

Se você se sentir triste, lembre-se, é a música que salva - e não essa porra de Deus!

Música é tudo, é ela que nos impede de enlouquecermos. Certo, Rory?

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

E daí?

Seu mundo está caindo? as dívidas lhe deixam sem sono? seu patrão é um fdp? e daí?
Daí que sempre se pode confiar em Miles Davis e John Coltrane, juntos, tocando "So What".


Os problemas? e daí???

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Homenagem aos gambás

1- Você está dirigindo em uma estrada no deserto e vê o Maluf em um lado da estrada e um corintiano do outro lado. Quem você atropela primeiro?
R: O Maluf, pois primeiro a obrigação, depois a diversão.

2- Um corintiano e o Maluf pulam de um edifício. Quem vai cair primeiro?
R: Quem se importa?

3- Você está em um quarto com FHC, Maluf e um corintiano. Você tem um revólver, mas só duas balas. Em quem você atira primeiro?
R: Não tenha dúvida, no corintiano, duas vezes.

4- Qual a diferença entre um corintiano e um cebola?
R: Você chora quando mete a faca numa cebola.

5- O que você precisa quando tem cinco corintianos enterrados até o pescoço no concreto?
R: Mais concreto.

6- Um ônibus cheio de corintianos caiu num penhasco.
Boas notícias: não houve sobreviventes.
Más notícias: tinham três cadeiras vazias.

7- O que o Corinthians tem mais que os outros times?
R: Tem mais é que se foder.

8- Porquê o placar do Pacaembu é desligado em jogos do Corinthians?
R: Ninguém sabe ler mesmo.

9- Porquê o placar do Pacaembu não marca mais as horas?
R: Porque a torcida do Corinthians roubou o relógio.

10- Quando corintiano anda de carro de luxo?
R: No porta-malas, quando vai ser desovado.

11- Qual a semelhança entre um corintiano e um recém nascido?
R: É desdentado, careca e analfabeto.

12- O que um corintiano tem a ver com um espermatozóide?
R: Um em três milhões se torna um ser humano.

13- Se você está dirigindo e uma pessoa com a camisa do Corinthians está andando de bicicleta, por que você não atropela?
R: Porque pode ser a sua bicicleta.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Van Morrison no boteco

Quando eu cabulava aulas (seja no colegial, na faculdade, no cursinho...) eu gostava da sensação do dia começando, ao passear pelas ruas. Nada mais me irritava do que o período das 7h às 9h da manhã, que é quando o sono bate ainda pesado e os minutos custam a correr.

Mas eu sempre gostei de sair ouvindo música pela manhã e caminhar por aí, sem rumo. Às vezes aproveitava para fazer visitas inesperadas e era divertido verem as pessoas ficarem assustadas e me perguntarem o que diabos eu estava fazendo lá tão cedo.

Foram inúmeras pessoas a quem visitei e com reações diferentes. Lembro-me de uma vez que comecei a conversar com um senhor que não era meu vizinho, mas sempre parava para tomar café em um bar perto da minha casa. Todos os dias entabulávamos um papo sobre futebol, música, cinema, etc...

Ele era um daqueles caras judiados pela vida, muita tragédia, roupas rotas, mas com um conhecimento inacreditável. Você podia não dar um centavo pelo sujeito, mas com certeza não tinha um milésimo do conhecimento dele. Ele ali, sozinho, tomando um café-com-leite, comendo seu pão com manteiga, me abordou um dia e perguntou afinal o que eu tanto ouvia naquele walkman. "É uma dessas bandas de rock barulhentas?", me perguntou. Por sorte minha, não era, estava naquela fase celta do Van Morrison, Astral Weeks, essa coisa toda.

Meu Deus, ele conhecia Van! Começou a falar dos discos dele de maneira correta e disse que tinha assistido um show do bardo em 75, na Califórnia (o que podia ser verdade, ou não).

Daí, ficamos horas e horas conversando e como ele não tinha grana e eu tinha um pouquinho a mais do que ele, comprei alguns salgados e ficamos gastando saliva. Essa cena se repetiu por dias e dias e era apenas um outro motivo extra para não ir estudar. Porém, eu sou um cara que odeio rotina e quando aquilo virou uma, passei a ficar até mais tarde na cama ou ia simplesmente fazer outra coisa (até aparecia para estudar, incrível!).

Após algum tempo, entrei no bar e o balconista perguntou por onde eu andava e disse que meu parceiro estava saudoso de mim. "De mim ou das guloseimas que eu pagava?", perguntei irônico.

Ele me respondeu que realmente o lanche que eu pagava a ele pela manhã era o que ele tinha de mais substancial durante o dia, mas disse que o velhinho era muito solitário e ficou muito feliz de ter conhecido alguém tão jovem e com os mesmos gostos dele. Me senti um canalha.

No dia seguinte, fui lá, mas ele não tinha ido. Estava internado em um hospital. Eu não sabia que ele era doente terminal. Até fui visitá-lo, mas ele estava inconsciente e não soube que lá estive. Dias depois, morreu.

Embora eu não consiga lembrar mais seu nome (tantos prozacs, haldols e efexors minaram algumas lembranças), eu sempre me sinto melancólico quando toco Van Morrison, especialmente Astral Weeks. No entanto, certas vezes me orgulho de ter largado um pouco os estudos de lado para viver as ruas. Pode não ser muito certo ou ter me custado caro, mas certas experiências te ensinam mais do que uma aula de cálculo integral...

Pergunta do dia

Where Is My Mind?

domingo, 21 de setembro de 2008

Patife Band

Pouca gente se lembra dessa banda, liderada pelo irmão mais novo de Arrigo Barnabé, Paulo. Mas eu me lembrei e ainda pedi uma entrevista (enquanto escrevia uma coluna sobre eles), que concedeu no mesmo dia e já postei. Assim sendo, uma homenagem aos Patifes de Paulo.