É eufemismo dizer que Luís Augusto Símon não é mau com as palavras. Menon é gênio com as letras e minha amizade é prova maior disso. Eu sei escolher amigos, pô! Se não for palmeirense, tem que ser gênio ou nem perco meu tempo.
Em seu primeiro romance (e por que não?), Menon mostra que o árido dia-a-dia de viagens, treinos e tediosas entrevistas rende ótimo caldo para quem é do riscado e bom contador de causos. Aguaí que o diga. O filho ilustre povoa seu ótimo blog de saborosas histórias de sua infância, quando ficava na piscina feito jacaré sonhando com o bife acebolado do almoço.
Assim como eu, Menon não é corinthiano (com th). Pensando bem, nem o "corintiano" do título tem "th". Porém, mostra que sabe mais do time que muito corint(h)iano.
Com um físico menos "formoso" do que o de Monga e com mais habilidade que o "quase gol" Herrera, mostra o céu e o inferno da terceira equipe mais importante de São Paulo, na Série B, de 2008.
Aluno dedicado e atento dos grandes cronistas do passado, Menon teve um fardo grande. Se, no passado, Nélson Rodrigues tinha Pelé, Mané e Julinho para suas imortais crônicas, Menon ganhou Dentinho, Mano e Felipe como personagens. E fez uma senhora omelete!
É injusto compará-lo ao homem que bradava que "a unanimidade é burra"? Talvez. Mas, injusto mesmo, é comparar Pelé e Garrincha com Dentinho e Herrera.
Que golaço, Luís Augusto Símon!