sexta-feira, 20 de junho de 2008

Para que pagar, não é mesmo?

Salário? Um mero detalhe, uma frescura sem tamanho.

Pelo menos é isso o que acha o diretor de futebol do Palmeiras, Toninho “Lexotan” Cecílio… o homem que fez estágio no Botafogo, Flamengo, Vasco e especialização com Kleber Leite… e pensar que já foi Presidente dos Sindicatos dos Atletas em São Paulo!

"Esses jogadores são uns frescos. Jogam bola, tomam cerveja, comem vagabundas, ouvem pagode e ainda querem receber? É bricandeira!"... Deve ser isso o que KL ensinou de mais precioso.

Confira as barbaridades de Lexotan:


“Não tem terça-feira, não tem quarta-feira, não tem sexta-feira. Vamos tentar pagar na próxima semana. Mas se não tiver dinheiro, não vamos pagar. Pronto. Atraso de dez, 15 dias não é nada para jogar no Palmeiras. Se não quiser esperar, a porta está aberta. O jogador que não estiver satisfeito pode ir embora”, desabafou Toninho.

Ele não se preocupou com o fato de Luxemburgo ter dito que, se o pagamento não for feito na terça-feira, vai haver “guerra” com a diretoria do clube. “Gozado. Estamos sempre conversando e o Vanderlei nunca colocou para a diretoria como ele colocou para a imprensa. Não há problema entre nós. Ele sabe como está a situação do Palmeiras. Não me interessa o que sai nos jornais. Não vou me pautar pelo que sai na imprensa”, disse o gerente.

Diante da pergunta fundamental sobre o motivo do atraso, a resposta de Toninho remonta a problemas da antiga diretoria. “O clube estava enfrentando problemas financeiros quando assumimos. E eles refletem até hoje. Mas o Palmeiras é um clube grande, não tem como primeiro objetivo dar lucros. Queremos ganhar títulos e equilibrar as contas no fim”, prometeu o gerente de futebol.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

O que não desejo...

À qualquer criança do sexo masculino

1 - A barba do Menon
2 - A honestidade do Luxemburgo
3 - A cara do Laguna
4 - A sutilieza do Cesarotti
5 - O meu temperamento

À qualquer criança do sexo feminino

1 - Pareça com a Fátima Bernardes
2 - O corte de cabelo da Sandra Annenberg
3 - O cérebro da Lucianta Gimenez
4 - Faça cara de inteligente como a Marília Gabriela
5 - Tenha o mesmo gosto para homens da Cicarelli

À minha princesa

1 - Tenha paixão pela segunda geração do Rebelde
2 - Assine Caras
3 - Assine Veja
4 - Seja jornalista
5 - Namore o filho do Diogo Mainardi

Ao meu pimpolho

1 - Seja sensível (tucanei o bambi)
2 - Seja gambá
3 - seja tucano
4 - Vote no Alckmin
5 - Ache o pai um cara careta

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Trilha-sonora do dia

Tá bom, eu tenho uma birra fenomenal de sintetizadores e baterias eletrônicas tchap tchura dos anos 80! Odeio aqueles timbres sem graça e que sempre considerei preguiça do músico, ou mão-de-vaquismo de bancar bons instrumentistas para tocar nas faixas.

Talvez seja esse o único fato de não colocar Tutu, disco de Miles Davis gravado em 1986, entre seus melhores, embora seja uma obra-prima. Miles começava sua parceria com o baixista e músico de mão cheia Marcus Miller, que tomou conta de tudo do disco, fato impressionante, se considerarmos que Miles sempre foi extremamente obcecado com sua obra.

Tutu homenageia o bispo sul-africano Desmond Tutu, prêmio Nobel da Paz, e só por isso já merece ser ouvido. O problema é que sempre fui um purista de Miles, ficando restrito à sua discografia das décadas de 50, 60 e 70. Deve ser por isso que me irrito com uns slaps de baixo e uns timbres datados de sintetizadores e uma bateria eletrônica meio frouxa.

No meio de tudo isso, há Miles tocando, dando cor, mostrando que ainda estava vivo, fato especialmente importante para um músico que já estava com 60 anos e tendo o atual momento questionado.

Questionar como, se ele sempre esteve presente nas revoluções musicais e jamais teve medo de abraçar o novo, não se importando se os fãs antigos e tradicionais iriam torcer o nariz? Definitivamente, o passado era uma roupa velha que não servia mais para ele.

Assim, com Marcus, George Duke, Omar Hakim, o brasileiro Paulinho da Costa e outros músicos, Miles fez uma mistura irresistível de funk, jazz, largamente influenciado por Prince, escorados em duas belas fotos na capa (no alto) e contra-capa (ao lado).

Um disco que merece uma audição cuidadosa e sem preconceitos. Ainda que alguns slaps me tirem a paciência.

O que é bom?

O que é bom?
A vida é boa -
mas não é justa de maneira nenhuma.

(Lou Reed, What's Good)


terça-feira, 17 de junho de 2008

Amarelona Argentina



Brasil x Argentina é um dos clássicos de maior história do futebol mundial. Isso, se não for o maior.

A Argentina é, hoje, líder do famigerado ranking da Fifa, um ranking tão estranho como a entidade, mesmo sem vencer um mísero torneio há 15 anos, enquanto o Brasil foi bicampeão mundial nesse período, conquistou outro vice e diversos torneios. Mas isso é irrelevante para o texto.

O relevante é saber que, mesmo sendo o time do Dunga, aposto no Brasil contra a Argentina, amanhã. Por que? Bem..

Os argentinos mostram, mais uma vez, uma geração exuberante e a atual equipe compreende jogadores de três gerações: sobreviventes das Copas de 1998 e 2002 - Verón, Zanetti - uma segunda geração formada por Riquelme e Burdisso, Heinze e Abbondanzieri e a mais nova, de Tévez, Messi, Agüero, Gago, Riquelme etc...

E por que um time tão talentoso jamais venceu algo? Por mim, a resposta é: falta de líderes.

Nos acostumamos a ver os times argentinos limitados, mas como capitães ou jogadores que não admitiam a derrota, que erguiam os braços empurrando o time pra frente, lutando sempre. Passarela, Giusti, Brown, Batista, Enrique... Você até pode discordar de sua técnica e acusá-los de serem excessivamente violentos, mas para eles cada dividida era visto como uma amostra da força argentina, de respeito à nação, de amor ao país. E isso hoje não acontece mais na Argentina.

Os jovens jogadores ficam ricos rapidamente e muitas vezes defendem a seleção visando melhores vencimentos e tendo atuações burocráticas, sem alma. E essa garra é crucial para que o futebol de nosso vizinho se torne temido.

Sem isso, não há craque que dê jeito. Basta ver como o time de 1986 dividia todas para que Maradona fizesse os gols e conduzisse a equipe ao título, bem como o vice de 1990. O time se matava e deixava para "El Pibe" o trabalho de descobrir uma brecha improvável na defesa rival.

No entanto, a alma de nossos hermanos, definitivamente, está diferente. Riquelme, Messi, Tévez, Agüero, Maxí Rodrigues, Gago possuem técnica suficientes para vencerem Copas do Mundo e vários torneios, mas derrapam sempre na hora decisiva. Ficam mais amarelo do que a camisa brasileira.

Alguém vai me dizer que o time liderado pelo louco Simeone, Verón e Batistuta também tinha raça suficiente e técnica e nem assim foram campeões. É verdade, mas ali faltava um jogador fora de série. Batigol era um tremendo goleador, mas não um jogador de técnica exuberante. Gallardo, Ortega e outros foram ótimos jogadores, mas não chegaram ao estágio que prometiam tanto e, por isso, não conduziram o time às conquistas esperadas.

Penso que isso acontecerá amanhã. Ficarão amarelos de medo contra o Brasil e é capaz de empalidecerem até ficarem da cor do horrível shorts que usamos contra o Paraguai. Amarelo e branco, uma combinação tão bizarra que aparece apenas em nosso uniforme (número 3?) e na atual seleção argentina.

Pelo menos, até a partida de volta, em Buenos Aires...