Roger Federer deve estar extasiado por não ter que enfrentar nenhum tenista argentino na final do Masters, na China. Aquele que é chamado de "melhor de todos os tempos" virou um saco de pancadas dos hermanos nesse ano. Foram quatro derrotas em 2007 - duas para Guillermo Cañas e duas para David Nalbandián. Ironicamente, as derrotas vieram em seqüência, já que Federer apanhou de Cañas em torneios consecutivos, o mesmo acontecendo com Nalbandián. Qual a explicação?
Uma das explicações mais razoáveis é que Federer se complica todo com jogadores latinos, mais técnicos e menos violentos do que os europeus. Vale lembrar que o último grande momento de Guga foi em Roland Garros, quando aplicou desmoralizantes 3 a 0 sobre o número 1 do mundo, que sonha até hoje em revidar aquele placar, o que não será mais possível, já que o catarinense deve se aposentar em breve.
E mais: Federer mostrou nessas quatro derrotas um descontrole emocional incomum para alguém tão frio como ele. A sorte do suíço é que os argentinos cumprem má temporada nesse ano, apesar de Nalbandián, 21º do mundo, ser apenas o quarto melhor argentino no ranking, superado pelo próprio Cañas (14º), Juan Ignacio Chela (17º) e Juan Monaco (20º).
Há muito que o tênis argentino mostra uma força indiscutível, tanto que chegaram a ter uma final entre eles no Roland Garros. Sem abrir mão de sua técnica refinada - herança dos anos de Guillermo Vilas, José Luis Clerc e depois com Alberto Mancini - a Argentina conseguiu criar uma escola que alia sua técnica e criatividade com a força do tênis bruto europeu e norte-americano, mais ou menos o que fez no basquete masculino.
Apenas lamento que um dos mais talentosos tenistas, Guillermo Coria, caminhe rapidamente à aposentadoria. O ex-número 3 do mundo era uma raridade nos dias atuais, pois mede apenas 1,75 m e tem um saque fraco, embora compense tudo isso com uma técnica impressionante e uma esquerda precisa. Mas Coria parece sofrer de grande estafa mental e recentemente abandonou um torneio de forma bisonha.
E apenas como comparação: enquanto eles colocam cinco jogadores entre os 50 melhores do mundo e 13 entre os 100 primeiros, nosso melhor tenista, Flávio Saretta, é apenas o número 151.
Eles se aproveitaram da sua escola ao longo dos anos, enquanto nós desperdiçamos a "era Guga" e conseguimos até regredimos.
Mas uma coisa garanto: como estará feliz o Roger Federer na China...
Hingis
A compatriota de Federer, Martina Hingis, uma das musas do tênis, deu adeus às quadras, alegando problemas no quadril - igual à Guga? - e por ter dado positivo o exame de cocaína no torneio de Wimbledon. Sobre isso, ela se disse chocada e alega jamais ter usado drogas, tanto que realizou alguns exames anti-dopings em outros laboratórios que comprovam sua inocência. O problema é que a contra-prova do prestigioso torneio inglês comprou que ela utilizou e o caso vai parar nos tribunais. Triste fim para um mito do esporte.
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
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